Ilha da Fanta$ia…

Ilha da Fanta$ia…
Gustavo Dourado

 

Protagonizam o crime:
Fazem a politicagem…
Gastam bilhões para nada:
É crescente a malandragem:
Desviam recursos públicos:
Só aumenta a rapinagem…

Processos e mais processos:
Vivem na ilegalidade…
Roubam o contribuinte:
São ases da improbidade…
Quadrilhas engravatadas:
Vivem de trivialidade…

Escândalos de todo tipo:
São segredos de Estado…
São enigmas na Justiça:
Está tudo combinado…
Penitência para o pobre:
Poder ao endinheirado… 

Luxo, farra, diversões:
Na Ilha da Fantasia…
Um defende sempre o outro:
Lutam pela mordomia…
Lagosta, uísque, caviar:
Gula na gastronomia…

Milhares de atos secretos:
Reino da imoralidade…
Vergonhosas atitudes:
Antros de vulgaridade…
Feitorias dos poderes:
Cancros da sociedade…

Coronelismo pós-moderno:
Chicanagem e arrogância…
Corrupção permanente:
Da 1ª à última instância…
Lacaios do entreguismo:
Mentores da ignorância…

Escravizam os e-leitores:
Com a mídia serviçal…
Comandam as televisões:
Rádios, web e jornal…
Patrocinam a sacanagem:
E a baixaria cultural…

Legislam em causa própria:
Fazem o pelo signal…
Adoram deuse$ diabos:
Os sortilégios do mal…
Geram o analfabetismo:
O desemprego letal… 

Trem da alegria nos trilhos:
Comissões de indecência…
Concentram poder e renda:
Provocam a violência:
Causam a fome e o medo:
Senhores da imprudência…

Total falta de respeito:
Império da desventura…
A Educação capenga:
Saúde na sepultura…
Cresce a criminalidade:
Tudo se desestrutura…

Fidalgos da mais valia:
Lucram com a exploração…
São mercadores da lei:
Fazem a alienação…
Um exército de robôs:
Na frente da televisão…

Escrevem artigos nos jornais:
São sempre entrevistados…
Mentem com desfaçatez:
Quase sempre elogiados…
Seus espaços são cativos:
Maus atores deslumbrados…

Violação do direito:
Crime generalizado…
Sociedade conivente:
Leniência do Estado…
A Lei funciona bemal:
Ao pobre trancafiado…

Eterno país do futuro:
Fica tudo empacado…
Esgotos a céu aberto:
O povo deseducado…
Culto ao sensacionalismo:
Crime televisionado…

A ciência na sarjeta:
Conhecimento relegado…
Pão e circo para o povo:
Cultura posta de lado…
A educação na lixeira:
O sonho nos é roubado…

Crianças morrem de fome:
Vivem no lixo e na esmola…
São vítimas da violência:
Sem família, sem escola…
Canalhordas sem piedade:
Dão ao povo “craque” e “bola”…

As drogas tomaram conta:
De nossa realidade…
Aumenta a pedofilia:
Aprisionaram a verdade…
Censura prévia na mídia:
Haja imoralidade…

A educação para eles:
Nunca é prioridade…
Só discurso e promessas:
Colorem a leviandade
Só cadeia para o povo:
Fantasmas de liberdade…

Juros, taxas e impostos:
Nos bancos da amargura…
O lucro dos poderosos:
Leva o povo à sepultura…
É difícil sobreviver:
A tanta descompostura… 

Corruptos mal diplomados:
De gravata e jaquetão…
Os colarinhos bem sujos:
Malfeitores da Nação…
Phds em mamatas:
Dólares no cuecão…

No futuro antevejo:
Uma nova sociedade…
Um povo bem educado:
O fim da desigualdade…
Sem crise e violência:
Foi um sonho,que saudade…

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Por (Tu) Guesa

Brasilíngua Por (Tu) Guesa(1979)

Sábado
24.01.2009

Laço em laço: enlace-me:
Pindoramafra: luzilázia…
A língua de Juca Pyrama:
Zumbi(u) Camoniânima
Luxafra - brasilíndia tupiguarânia
Morenua Rósea Sertântrica…

Floresce(u) Latim por tintim:
Romamor Romãe: proema
D África: Axé-Nagogô
Brasilis-flor naturativa
Antropofálica Mistura:
Frevo-fervor: Línguímã: Nheengatu…

Por tu Guesa:faço-me errantente
Trovejo-me silen cio nuniversom
Relambeijo a Língua-gen
Dos Grãs Sertons:
Lusíadas…Veredas…

BrasiLíngua! Por(tu)Guesa:
Lusídica rosa personalizada…
Experimentalizo la langue
Nas ancas filo-lógicas do verso…

Contra.passo-lhe numbigo:
Bahianauta barrococó Gregórion
Riobaldorim Casmurro Borba
Policarpideiro Caminha Drummond
Matias, Aires, Bernardim, Vieira…

Machado! Motor-serra textual
Álvaro Ricardo Alberto
Pessoa metalingual:
Santa Cecília cancioneira…
Murilo, Jorges, Sousândrade
Andrades, Campos, Bandeiras…


Serafim Ponte
Grande Mira o Mar
Bossa Nova: Tropicália…
Cobra Cabral Macunaíma…
Lima Barretom Jobim…
Rosa de Hiroshima.
Rosa das Minas:
Guímã-Rosa do Povo:
Embaixador do Ser-Tao…

Gustavo Dourado. Poeta e cordelista. Letras (UnB).

Pós-graduação em artes, literatura, teatro, gestão e linguagens artísticas.

Autor de doze livros. Premiado na Áustria. Selecionado pela Unesco.

Tema de teses de mestrado e doutorado. www.gustavodourado.com.br

http://cordel.zip.net
http://www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm
E-mail: gustavodourado@yahoo.com.br

Cordel para Euclides da Cunha

Cordel para Euclides da Cunha 

Por Gustavo Dourado

Euclides da Cunha, gênio
Escritor monumental…
Nordeste e Amazônia:
O Sertão é seu quintal…
Os Sertões é obra-prima:
Da cultura nacional…

Entusiasta do Brasil:
Pensamento social…
Jornalista e filósofo:
Verve temperamental…
Na veia a rebeldia:
Práxis consciencial…

Filho de Manoel e Eudóxia:
Nascido em Cantagalo…
Santa Rita do Rio Negro:
A vida a abordá-lo…
Província do Rio de Janeiro:
Veio ao mundo num estalo…

Nasceu o grande escritor:
Na Fazenda da Saudade…
Foi um homem de ciência:
Lutou pela liberdade…
Sua vida foi difícil:
Sôfrega adversidade…

Manuel Rodrigues Pimenta da Cunha:
O seu pai era baiano…
Eudóxia Moreira, mãe:
De Euclides, célebre arcano…
Brasilidade na alma:
De um criador soberano…

Manuel ficou viúvo:
Em momento de agrura…
Para cuidar da família:
Sem esquecer a ternura…
Euclides e Adélia filhos:
Sangue da literatura…

Ano 1866:
Dia 20 de janeiro…
Nasceu Euclides da Cunha:
Pensador e engenheiro…
Revelador do massacre:
Do povo do Conselheiro… 

Eudóxia morreu jovem:
Vítima da tuberculose…
Era o “Mal do Século”
Nos idos do Dezenove:
Euclides de lá pra cá:
A sua vida nos comove…

Repórter ..Engenheiro:
Sociólogo…Historiador  
Aos três anos perdeu a mãe:
Foi grande a sua dor… 
As tias lhe educaram:
Dando a ele  muito amor…

Ano 1871:
Rosinda a lhe cuidar…
Após a morte da mãe:
Contratempo, outro lar…
Nova Friburgo,Cantagalo:
Com o pai a viajar…

Conceição de Ponte Nova:
Residiu quando menino…
Em São Fidelis morou:
Ainda bem pequenino…
Teresópolis no caminho:
Sofrimento no destino…

Na Fazenda São Joaquim:
Passa a primeira infância…
No Cinturão do Café:
A vida boa sem ânsia…
Precisava estudar:
Pra fugir da ignorância…

Cidade de São Fidelis:
A educação formal…
Francisco José Caldeira:
Professor de Portugal…
Iniciou os estudos:
No ensino colegial…

Ano 1877:
Via Rio de Janeiro…
O pai em dificuldade:
A causa era o dinheiro…
Logo no ano seguinte:
Tomou outro paradeiro…

Segue rumo à boa terra:
À capital Salvador…
No Colégio da Bahia: 
Um ensino inspirador:
Escola Carneiro Ribeiro:
Do afamado professor…

Euclides Rodrigues da Cunha:
Volta ao Rio de Janeiro…
Vai  morar com o tio Antônio:
No coração brasileiro…
Na capital do Brasil:
Euclides foi timoneiro…

Euclides estuda no:
Colégio Anglo-Americano…
Vitório da Costa,Menezes Vieira:
Estudo em  primeiro plano:
Depois no Colégio Aquino:
Em  um  ritmo bem insano…

Ano 1883:
Sua vida a trans.formar…
Aluno de Benjamin Constant:
Matemática a calcular…
Positivismo em voga:
Euclides a se formar…

Freqüentou boas escolas:
Vontade para estudar…
Ingressou na Politécnica
E na Escola Militar…
Republicano ardoroso:
Foi um às ao protestar…  

Desafiou o Ministro da Guerra
Tomás Coelho, na  monarquia…
Atirou a sua espada:
Em ato de rebeldia…
Um cadete corajoso:
Buscava a soberania…

Conselho de Disciplina do Exército:
Euclides foi afastado… 
Propaganda republicana:
Foi um homem revoltado…
Em O Estado de S. Paulo:
Seu  nome foi consagrado…

A República proclamada:
Ao Exército reintegrado…
Euclides foi promovido:
Era nome respeitado…
Na Escola Superior de Guerra:
Tenente bacharelado… 
  
Bacharel em Matemáticas:
Ciências Físicas e Naturais…
Chegou a primeiro-tenente:
Sentimentos nacionais…
Casou-se com Ana Emília:
E padeceu muitos ais… 

Ano 1891:
A Escola de Guerra deixou… 
Na Escola Militar: 
Adjunto, ensinou… 
Influência positivista:
No coração prosperou…

Ano 1893: 
Consciente se engenhou…
Estrada de Ferro Central do Brasil:
Sua arte praticou…
Foi um homem de ação:
Sempre se determinou…

Insurreição de Canudos:
Dois artigos escreveu…
Ano 1897:
Canudos não se rendeu…
Convite d`O Estado de S. Paulo:
Na luta se empreendeu…

Presenciou o conflito:
O seu lado desumano…
Covardia oficial:
O terror do desengano…
O massacre de um povo…
Foi um ato vil tirano… 

Outros livros publicou:
À Margem da História…
Castro Alves e Seu Tempo:
Foi um discurso de glória…
Contrastes e Confrontos:
Não deu mão à palmatória…

Escreveu Um Paraíso Perdido:
Canudos (Diário de Uma Expedição)… 
Os Sertões se sobressai:
É obra de elaboração…
Fez Peru Versus Bolívia:
E versos de conflagração…

Uma vida de conflitos: 
Drama e dificuldade…
Euclides sobrevivia:
Ante a contrariedade…
Foi morto por Dilermando:
Que não teve piedade…

Levou um tiro nas costas:
Em bárbaro assassinato…
Morreu o pensador:
A história aqui desato…
Euclides merece glórias:
Pois é um herói de fato…

Euclides nos revelou:
O valente sertanejo…
Psicologia, costumes;
Em sua obra eu vejo:
Grão-mestre da literatura:
Não é mero relampejo…

Na Academia Brasileira de Letras:
Teve o nome consagrado…
Tornou-se uma legenda:
Merece ser cultuado:
Sua obra é respeitada:
Está no nível de Machado…

Defensor da Natureza:
Precursor da Ecologia…
Criativo, luminoso:
Era ás no que fazia…
Destaque entre os melhores:
Foi crítico da tirania…

Pesquisador, cientista:
Poeta de qualidade…
Foi-se o homem, fica a obra:
Buscador da liberdade…
Exemplo para o Brasil:
Herói da nacionalidade…

Gustavo Dourado é poeta, escritor, cordelista, pesquisador, jornalista.

Colunista de Cronópios. Autor de 12 livros e centenas de cordéis.

Premiado na Áustria e na França.Selecionado pela Unesco.

Mantêm o site www.gustavodourado.com.br e o blog

http://www.dzai.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado 

Antologia poética na Web:www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm

Cordel para Patativa do Assaré

Cordel  para Patativa do Assaré:

Centenário do poeta cearense

Gustavo Dourado

 

Antônio Gonçalves da Silva:
Um criador destemido…
Grão-mestre do improviso
O Patativa conhecido…
Patativa do Assaré:
Poeta lido e ouvido…

Nasceu em 5 de março:
1909,o ano…
No Estado do Ceará:
Um poeta soberano
Exímio compositor:
Ritmo fagneriano…

A Triste Partida…Meu Protesto
O Poeta da Roça:Vou Vorá
Apelo dum Agricultor
Vaca Estrela e Boi Fubá
Coisas do Rio de Janeiro:
“Cante Lá que eu Canto Cá”…

Se Existe Inferno:
Mote/Glosas a rimar…
Peixe…Você se Lembra?
Poeta a nos encantar…
Patativa do Assaré:
Num galope a beira mar…

Inspiração Nordestina – 1956:
Primeiro livro de poesia…
Cantos do Patativa -1967:
Carrego na fantasia…
“Cante Lá que Eu Canto Cá”:
Consagrada alquimia…

Ispinho e Fulô – 1988:
Patativa e Outros Poetas de Assaré…
Cordéis – 1993:
Aqui Tem Coisa: Não é?!
Biblioteca de Cordel, Balceiro:
Ao pé da mesa, seu Zé…

Poeta bem popular:
Exímio compositor…
Filho da contradição:
Vate interlocutor…
Mote, peleja, desafio:
Faro improvisador…

Veio de família pobre:
Da arte da agricultura…
Lutou pela sobrevivência:
Sem perder sua candura…
Lavoura, subsistência:
Doença, fome, amargura…

Ficou cego de um olho:
Ainda bem pequenino…
Padeceu o sofrimento
Desde o tempo de menino…
Aos oito anos de idade:
Sofreu mais um desatino…

Antônio perdeu o pai:
E precisou trabalhar…
Para ajudar a família:
Foi a terra cultivar…
Era preciso resistir:
Para a fome não matar…

A roça era o caminho:
Para poder sobreviver…
Tempo de analfabetismo:
Poucos lá sabiam ler…
Quem não sabe a leitura:
Muito pouco pode ver…

Aos 12 anos na escola:
Começou a aprender:
Logo é alfabetizado:
Passou a compreender
A arte da Aritmética:
Matematiza o viver…

Fluiu criatividade:
No ritmo do improviso…
É a poesia que nasce:
Sem licença, sem aviso:
Mistura verso e dor:
Sem perder o seu sorriso…

Repente, cordel, cantoria:
Começa a se apresentar…
Eventos, festividades:
Patativa está no ar…
É ouvido na Araripe:
Por Arraes de Alencar…

Por volta dos 20 anos:
É chamado Patativa…
O seu canto tem beleza:
Sua poesia é altiva…
Patativa do Assaré:
De poesia sempre-viva…

No Cratoe no Juazeiro:
Poesia de arte fina…
Publica o primeiro livro:
Inspiração Nordestina…
Os Cantos do Patativa:
Com a verve cristalina…

Patativa do Assaré:
Novos poemas comentados…
Em coletânea poética:
Textos bem apreciados…
“Cante lá que eu canto cá”:
Os seus versos consagrados…

Nove filhos com Belinha:
Esposa de toda a vida….
Amava o Cariri:
A sua terra querida…
Memorizava o verso:
Fez da arte sua lida…

Nordestino Sim, Nordestinado Não:
Apelo dum Agricultor…
Vaca estrela e Boi Fubá:
De A Triste Partida, criador…
Coisas do Rio de Janeiro:
Versos de um cantador…

Se Existe Inferno, Você se Lembra?
Peixe, A Terra é Naturá…
Tantos versos pela vida:
Meu Protesto, Vou Vorá…
O Poeta da Roça, Mote/Glosas:
Cante Lá que eu Canto Cá…

Patativa e Outros Poetas de Assaré:
Ispinho e Fulô, Balceiro…
Aqui tem coisa, Cordéis:
Poetás bem brasileiro…
Biblioteca de Cordel:
Lido até no estrangeiro…

Antologia Poética de Patativa:
Digo e Não Peço Segredo
Ao pé da mesa, com Geraldo:
Foi poeta sem degredo…
Um vate de alta verve:
Homem que não teve medo…

Cidadão de Fortaleza:
“Medalha da Abolição”…
Enredo de Escola de Samba:
Honoris Causa do Sertão…
Homenagem da SBPC:
Pela arte da criação…

Memorial Patativa do Assaré:
Prêmio do Ministério da Cultura:
No Teatro José de Alencar:
A voz da literatura…
Prêmio Unipaz no Ceará:
Holismo, terra, ternura…

Diploma de “Amigo da Cultura”:
“Medalha Francisco de Aguiar”:
Troféu “Sereia de Ouro”:
Prêmio da Cultura Popular…
Em o “Cearense do Século”:
Tirou Terceiro Lugar…

“Biblioteca Pública Patativa do Assaré”:
“Artista do Turismo Cearense”:
Prêmio FIEC, Fortaleza:
Cidadão Norte-Rio-Grandense…
Honoris da UFC e da UECE:
Cidadão caririense…

Título de Doutor em Sergipe:
“Cidadão Empreendedor”…
Troféu do MST:
Pela terra, lutador…
Medalha Ambientalista:
Poeta preservador…

Doutor Honoris Causa:
Títulos e premiações…
Fama e homenagens:
Glórias e celebrações…
Foi poeta popular:
Das cidades aos sertões…

Poeta da agricultura:
Do verso foi lavra-a-dor…
Palavrava a poesia…
Cultivava a sua dor…
Venceu a morte com arte:
Cantou a vida e o amor…

Poesia de sapiência:
De sabença popular…
Memória de elefante:
Mestre no improvisar…
Oralidade fluente:
Feito as ondas do mar…

Dominava o soneto:
A linguagem corporal…
Voz, pausa, entonação:
A expressão facial…
Apreciava Camões:
Foi poeta sem igual…

Metrificava com classe:
Religião, filosofia…
A terra, a fome, o sertão:
A luta do dia a dia…
Praticava a poética:
Ia além da teoria…

Foi poeta veemente:
E mestre na ironia…
Sextilha, décima, soneto:
Era bom no que fazia…
Feiticeiro da palavra:
Um mago da poesia…

Cordel da Literatura Brasiliense e Literatura Brasiliense no Cordel…

Cordel da Literatura Brasiliense e
Literatura Brasiliense no Cordel…
Parte I
Gustavo Dourado

JK deu o início:
Poesia na arquitetura…
Lúcio, Oscar e Cardozo:
Versões da arquitextura…
Obra-prima, engenharia:
Na voz da literatura…

Literatura Brasiliense:
Nos eixos da Capital…
Satélites além do Plano:
Apartheid cultural…
As letras fora da mídia:
No Distrito Federal…

Candangos na argamassa:
Palavras em construção…
Cimento, sangue, concreto:
Poiesis da contradição…
Quem ergueu toda a cidade:
Vítimas da exploração…

Suor, cascalho, insônia:
Dia, noite, madrugada…
Construtores de um sonho:
Sol a pino, luarada…
Os versos dos trovadores:
Nos pilares do Alvorada…

Literatura no Cerrado:
Coletânea – Antologia…
Operários da escrita:
A luta do dia a dia…
No Planalto da Nação:
Os sonhos da fantasia…

A luta era ferrenha:
Peleja descomunal…
Poesia em movimento:
Nas vias da Capital:
Pás, enxadas, martelos:
Reverso estrutural…

Romance da epopéia:
Clamor e cosmogonia…
Texto, contexto e ato:
Cálculo e geometria…
Suor que molda o tijolo:
Às vigas da engenharia…

Palavras, semeadura:
A pá, lavra o pensamento…
Lavra à pá a consciência:
A pá lavrou o movimento…
Palavradores de versos:
Poetas do sentimento…

Cordelistas, cantadores:
Os poetas pioneiros…
Edificaram a nave-mãe:
Foram os vates primeiros…
Ergueram os monumentos:
São consagrados obreiros…

Literatura Brasiliense:
Texto em elaboração…
Prosa que sai do barraco:
Do candango em extinção…
Poesia da argamassa:
Cimenta a desilusão…

Poesia não divulgada:
Não aparece em jornal…
Pelo editor, censurada:
Guilhotina visceral…
Não tem vez no suplemento:
Nem no caderno cultural…

Literatura combatida:
Pela midiocridade…
Editores tribisonhos:
Agentes da imoralidade…
Rola um jabaculê:
Fica o verso na saudade…

Pseudoutores sem ética:
Crititicos sem verdade…
Deturpam fatos, notícias:
Divulgam vulgaridade…
Falam mal do que é bom:
Castram a criatividade…

Dispensadores de versos:
Deletam a rebeldia..
Stalinizam o verso:
Hitlerizam a poesia…
Mentem descaradamente:
Dia e noite, noite e dia…

Versos que formam palavras:
Dissecam a realidade…
Brasilíada do Cerrado:
Contra a adversidade…
Romperá trancas-grilhões:
Da vil midiocridade…

Reina o totalitarismo:
Na tv e no jornal…
Lide, relise, resenha:
Etc e coisa e tal:
A poesia vai pro lixo:
Só mentira no final…

A luta é incessante:
A batalha é permanente…
Escritores que resistem:
Ao totalitari$mo vigente…
Libertem a literatura:
Da crititica indecente…

Obras sem distribuição:
Sem política cultural…
Faz-se a censura prévia:
Na tv, rádio, jornal…
Só tem vez a “panelinha”:
Fica o resto marginal…

Salafráridos da Cultura:
Predatores sem moral…
Pseudoutários da mídia:
Burrocratas sem igual…
Entreguistas sem-vergonha:
Jabaculixam o literal…

Reagentes da burguesia:
Da Indústria Cultural…
São movidos a moeda:
A soldo do capital…
Vendem-se descaradamente:
Lacaios do vil metal…

Editadores-Executivos:
Militarizam as Redações…
Censuram a Literatura:
Torturam as criações…
Dão vez aos plagiadores:
Castram as inovações…

Impõem os amiguinhos:
Fabricam a panelinha…
Publicam os aduladores:
Sugadores da maminha:
É grande a cachorrada:
No terreiro da vizinha…

Aos jornalistas honestos:
Aqui faço deferência…
Quem pratica a verdade
E a arte da decência…
Não discrimina o escritor:
Age com inteligência…

Comunicólogos de carteirinha:
De atuação deletéria…
Eu vou mudar de toada:
E falar de coisa séria…
Narrar a literatura:
Que é uma boa matéria…

A literatura vencerá:
Ocorrerá a ruptura…
A falsidade vai morrer:
Surgirá nova estrutura…
A arte vai sobreviver:
À midiota ditadura…

Escritores que se foram:
Na Sinfonia da Alvorada…
Água de beber era pura:
Catetinho, camarada…
Vinícius moldou o verso:
Fez poesia na jornada…

Bagana, primeiro livro:
Diz o dado cultural…
A obra de Rui Carneiro:
Registro documental…
Prenúncio para o futuro:
Da arte escritural…

Escritor Clemente Luz:
Fez a crônica da cidade…
Poesia, verso e reverso:
Gritos da sociedade…
Poesia, lama e concreto:
Tempo que deixou saudade…

Cassiano Nunes da UnB::
Cultor da literatura….
Bibliófilo sapiente:
Pesquisador da cultura…
Publicou diversos livros:
Fez a crítica com ternura…

Crítico e poeta audaz:
Era uma vez Oswaldino…
Desancou a crititica:
Foi leitor desde menino…
Na UnB deu o seu grito:
De um condor nordestino…

Lembro Samuel Rawett:
De Contos do Imigrante…
Fascínio, drama, mistério:
Sete sonhos…Diamante…
Crônica de um vagabundo:
Em um mundo trans.errante…

Recordarei alguns nomes:
Muitos longe já estão…
Altino, Ramsés, Miketen:
E João Emílio Falcão…
Esmerino Magalhães:
Eudoro…Luiz Beltrão…

Pompeu…Hélder…Godoy:
Jonatra, Esaú, Bandeira…
Carlos Castelo Branco:
Helena, Mauro, Oliveira…
Guimarães, Dobal, Garay:
Marinho, Penna, Ferreira…

Rossi, Almeida, Manzolillo:
Nery…Yolanda Jordão…
Benedita, Guiomar, Lourdes:
João Guilherme Aragão…
Celina Lamounier:
Fernandes da Conceição…

Omar Brasil, Otávio Afonso:
Luiz Adolfo Pinheiro:
Paulo Bertran…Marcos Braga…
E Aliomar Baleeiro…
Fernando Mendes Vianna:
Esaú…Nélson Carneiro…

Alvina, Lupe, Maria:
Guido, Celso, Aderbal…
Anderson, Danilo, Edísio:
E Victor Nunes Leal…
José Dilermando Meireles:
Estellita e Roberval…

Antônio Girão, Fausto Alvim:
Carlos Brasil…Ascendino…
Dário de Castro Alves:
E o poeta Severino…
Diana Bernardes e Cyro:
Fischer, Reinaldo, Levino…

Eliezer Bezerra…Geraldo Costa:
Tanuri…Arnaldo Brandão…
Dário Macedo…Setti, Cansi:
Salles e Antônio Girão…
Da Costandrade e Brandes :
Francisco Morojó Pezzão…

Hermes Lima…Aloysio Chaves…
Wolney Milhomem…Valdemar…
Newton Rossi…José Newton…
Ronald Figueiredo…Osmar…
Olympíades Guimarães:
Vou contextualizar…

Anderson Araújo/Maria Braga:
Berecil…Aluísio Napoleão…
Benedita Damasceno:
Francisca, José, João…
Joaquim Francisco de Matos:
História em primeira mão…

São tantos as escritoras:
Escritores em ação…
Muitos os que se foram:
Ficam na recordação…
Posso esquecer alguém:
Farei rememoração…

Depois falarei dos vivos:
E de sua atualidade…
Vou tirar leite de pedra:
Ir à contemporaneidade…
Aqui fico por enquanto:
Releio o livro da saudade…

Sou Baiano-Brasiliense:
Gosto de ficar no tom…
Estudo a literatura:
Vem de berço esse dom…
Sou o Gustavo Dourado:
Poeta do Amargedom…

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Cordel para Patativa do Assaré:

cordel - Poeta Gustavo Dourado

Cordel para Patativa do Assaré. De: Gustavo Dourado. Em: Geral, cordel, poesia. Comente! ...Cordel para Patativa do Assaré: Centenário do poeta cearense...
http://blogs.universia.com.br/gustavodourado/category/cordel/

Cordel de Gustavo Dourado

 

Amargedom - UOL Blog...Cordel de Gustavo Dourado

 

  1. Cordel de Gustavo Dourado

    Weblog do escritor e poeta Gustavo Dourado. Literatura e poesia popular.
    cordel.zip.net/
  2. Amargedom - UOL Blog

    Cordel de Gustavo Dourado - http://cordel.zip.net Weblog do escritor e ..... Blog de Cordel de Gustavo Dourado é selecionado como um dos melhores da ...
    cordel.zip.net/arch2008-02-01_2008-02-29.html
  3. Amargedom - UOL Blog

    Cordel de Gustavo Dourado. Biografia de Gustavo Dourado. Poesia de Gustavo Dourado. Poeta Gustavo Dourado. Phalábora:Antologia Poética de Gustavo Dourado ...
    cordel.zip.net/arch2006-01-01_2006-01-31.html
  4. Amargedom - UOL Blog

    Por meio do cordel de Gustavo Dourado tem-se divulgado a vida e a obra de ... Cordel de Gustavo Dourado - Weblog do escritor e poeta Gustavo Dourado. ...
    cordel.zip.net/arch2007-01-01_2007-01-31.html
  5. Amargedom - UOL Blog

    O Cordel de Gustavo Dourado será recitado durante o I UFO UNA e será gravado como um dos registros do evento, estamos aguardando uma possível participaçao . ...
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Cordel para Augusto dos Anjos

Cordel para Augusto dos Anjos

Gustavo Dourado

 

 

 

Augusto dos Anjos brilha
No concerto universal
Poeta cientificista
De luz infinitesimal
Cosmogônico-biológico
Místico e transcendental...

 

No Estado da Paraíba
O vate Augusto nasceu
No dia 20 de abril...
O fato assim decorreu ...
No engenho Pau-D`arco:
Sua mãe o concebeu...

 

Alexandre dos Anjos: pai
A mãe Córdula Carvalho...
Os genitores do Poeta
Deram a carta do baralho
Trouxeram ao mundo, Augusto
Um Poeta sem retalho...

 

Na Vila do Espírito Santo
Augusto foi batizado...
A 27 de fevereiro
Deu-se o fato aqui narrado
Em 1885:
Fica assim historiado...

 

Quarto de nove irmãos
Augusto foi destacado
Sempre leu desde menino...
À leitura, sempre dado...
Na biblioteca do pai:
Era um leitor aplicado...

 

No Liceu Paraibano...
Estudou Humanidade
Ano 1900...
Dá asas à liberdade
Sente o cheiro da poesia
No calor da mocidade...

 

No Almanaque da Paraíba
Primeiro soneto publicado
Foi aos 16 anos...
O fato foi registrado...
Dava-se o início
De um vate inusitado...

 

 

Seu amigo Órris Soares
Em sua vida foi presente
Companheiro nos estudos
Plantaram a boa semente
Amigos inseparáveis:
Em um mundo incongruente...

 

O poeta sofreu muito
Um romance interrompido
Seu filho foi abortado
Foi -se um amor perdido
A mãe persegue a amante:
Uma morte sem sentido...

 

A cidade da Paraíba
Era capital do Estado
A futura João Pessoa
Deu-lhe verso inspirado
Colaborou em O Comércio
Como poeta e letrado...

 

Ano 1903
Entra para a Faculdade
Faz Direito no Recife
Vence a adversidade
Cultiva o conhecimento
Cresce em multiplicidade...


Em 1907...
Em Direito é bacharelado...
Na Faculdade do Recife
Junto com Gilberto Amado
Na turma de Órris Soares
Sempre amigo ao seu lado...

 

1907/1908
Dá aula particular...
Torna-se o seu ganha-pão:
E muito precisa lutar
A sobrevivência é difícil:
Nesse mundo de lascar...


Do Liceu Paraibano
É nomeado professor
Na área de Literatura
Um grande conhecedor...
Foi um mestre de renome :
De destacado valor...

 

Pronuncia conferência
Sobre a escravidão
No dia 13 de maio
Data da libertação...
 De mancha da humanidade:
A triste escravização...

 

 

Ano 1909...
A conferência se deu
Ante o Governador do Estado
A palestra ocorreu...
O Poeta mostra a face
Do horror que aconteceu...

 

Em 1910...
Dá-se o seu casamento
Com a sua conterrânea
(Expressão do sentimento):
De nome Ester Fialho:
É o amor em movimento...

 

Abandona a Paraíba:
Briga com o Governador
Vai pro Rio de Janeiro
Como eterno buscador
Lá reside por 2 anos:
Atua como professor...

 

Na Capital do País
Passa por dificuldade
Mora na Avenida Central
Da grandiosa Cidade
Reside em vários lugares:
Tempo de adversidade...

 

Em 1911
Perde o filho primeiro
Morre setemesino
Foi-lhe um tiro certeiro
A dor do poeta é grande
Sente abalo por inteiro...

 

Para a Escola Normal:
Foi nomeado professor
No Colégio Pedro II
Atua como educador
Substitui a João Coelho:
Leciona com amor...

 

Em 1912
O livro Eu é lançado
Em edição particular
Por Odilon é ajudado
Que é irmão de Augusto
E o tem patrocinado...

 

No mesmo ano do livro
A filha tem nascimento...
O Poeta segue em frente
Em constante movimento
Luta pra sobreviver:
Apesar do sofrimento...

 

Em 1913:
De Guilherme, o nascimento
Novo filho do Poeta:
Mexe com seu sentimento...
Augusto Poeta Maior:
Foi um ás no pensamento...

 

Vai para Minas Gerais
Nomeado Diretor
Cidade de Leopoldina
Um Poeta Professor...
É o princípio do fim
De um grande pensador...

 

Chega em Leopoldina
Pra dirigir grupo escolar
Escola Ribeiro Junqueira
Pouco tempo a comandar
Ano 1914...
A gripe o irá matar...

 

Acometido da gripe
Vem uma pneumonia...
Nosso poeta a sofrer
Não consegue harmonia
No dia 12 de novembro:
Vai pra outra sintonia...

 

Morre o Poeta Maior:
Pobre e desconhecido
Um gigante na Poesia
Em pouco tempo vivido
Um dos melhores poetas
Que eu tenho sempre lido...

 

Poeta incomensurável
Transmutador da linguagem
Um gênio da Poesia...
Que deixou forte mensagem:
Apocalíptica: monumental:
Cultivemos sua imagem...

 

 

Gustavo Dourado

www.gustavodourado.com.br

 

Gustavo Dourado é poeta, escritor, cordelista, pesquisador, jornalista. Colunista de Cronópios.

Autor de 12 livros e centenas de cordéis. Premiado na Áustria e na França. Selecionado pela Unesco.

Mantêm o site www.gustavodourado.com.br e o blog http://www.dzai.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado

Antologia poética na Web: www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm E-mail: gustavodourado@gmail.com

Cordel do Ano-Novo

Cordel do Ano-Novo
Gustavo Dourado




Festival do Ano-Novo
Desde a antiguidade...
Na velha Mesopotâmia:
Foi grande festividade...
Nos meus tempos de criança:
Festejei a novidade...


2.000 a.C:
Começou o Festival...
Na antiga Babilônia:
Foi festa primordial...
Equinócio da primavera:
Lua Nova magistral...


Festejava-se em março:
Era festa de primeira...
O povo aproveitava:
Sacudia a pasmaceira...
Saudava o Sol nacente:
Depois da noite festeira...


A 23 de setembro:
Ano-Novo celebrado...
Pérsia, Assíria, Fenícia:
No Egito... Sol adorado...
Na Grécia em dezembro:
Era bem comemorado...


Na Roma antiga o festejo:
No mês de março era dado...
Depois passou a janeiro:
Por ser Jano cultuado...
Há muito tempo o Ano-Novo:
Pelo povo é celebrado...


Em 153 a.C:
O ano-novo romano...
A festa consolidou-se:
No calendário juliano...
Dia 1º de janeiro:
Calendar gregoriano.


Em 25 de Março:
Era o ano festejado...
Chegava a primavera:
No mundo do outro lado
Até 1º de Abril:
Novo ano cultuado...


Gregório XIII instituiu:
O 1º de Janeiro...
Hoje é comemorado:
No Ocidente inteiro...
Até mesmo no Oriente:
Já é ato costumeiro...


Mudou-se o calendário:
O povo festeja a mil...
Resquício da tradição:
O 1º de Abril...
É o Dia da Mentira:
Na Europa e no Brasil...


Na noite de São Silvestre:
O povo fica acordado...
Para a virada do ano;
É preciso estar ligado...
Nessa noite não se dorme:
É costume consagrado...


O Ano Novo chinês:
É móvel no calendário...
Em janeiro ou fevereiro:
Li no Perpétuo Lunário...
Luzes...Pirotecnia:
Fluem do vocabulário...


A 19 de março:
Do calendário atual...
Ano-Novo esotérico:
De cunho espiritual...
Resgata a tradição:
Do tempo imemorial...


Hégira... Rosh Hashaná:
Buda...Moisés...Maomé...
Cristo Jesus em Belém:
Menino de Nazaré...
Harmonia para Gaza:
Menos bomba, mais café...


Pé de porco e lentilha:
Gritar, correr e dançar...
Bombons, balas e doces:
Festejos a beira mar...
Oferendas para os santos:
Fogos explodem no ar...


Pra você tudo de bom:
Saúde...Felicidade...
Novo ano de harmonia:
Luz...Solidariedade...
Paz...Amor e Alegria:
Sucesso...Fraternidade...


Espantem os maus espíritos:
Chega de insanidade...
Viva-se a comunhão:
Basta à barbaridade...
É hora de união:
Paz, amor e liberdade...


Fogos e oferendas:
E gritos de alegria...
Chega de guerra e terror:
Fome, ódio, hipocrisia...
Paz e amor para todos:
Saúde e sabedoria...


Belos fogos de artifício,
Abraços e buzinada...
Sonhos e esperança:
Nossa alma renovada...
Pelo fim da violência:
Paz e amor na jornada...


Abraçe, beije, comemore:
Faça a renovação...
Troque a roupa,os lençois:
Alivie a tensão...
Sorria e se ilumine:
Faça uma boa ação...


10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1:
A contagem regressiva...
Um adeus ao ano velho:
Viva a vida progressiva...
Sem guerras e atormentos:
Consciência reflexiva...


Um Ano-Novo de luz:
O novo sol vai brilhar...
Que tudo se concretize:
Possa tudo melhorar
Multiverse o dia-a-dia:
O novo ano vai raiar...


Feliz Ano-Novo...

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Tags: ano-novo, bahia, brasil., brasília, cordel, do, dourado, gustavo, literatura, nordeste

Confraternização de Natal do Sindicato dos Escritores

Confraternização de Natal do Sindicato dos Escritores

Publicado por Marco Polo em 5 de dezembro, 2008

Acontece amanhã (06/12), a partir das 20h, a confraternização de Natal do Sindicato dos Excritores, no "Canto do Poeta e Escritor", na QL 06, conj. 4, casa 15, Lago Norte. Os escritores estão convidados a contribuir com o que quiserem, em termos de bebidas e/ou comidas. Na ocasião o poeta Gustavo Dourado lançará o cordel O ABC de Vladimir Carvalho. As reservas e mais informações podem ser adquiridas através dos telefones: 3368-3487 / 9961-6813 / 8569-2722, falar com Meireluce Fernandes, presidente do Sindicato dos Escritores do DF. Nos vemos por lá.

Cordel das Festas Populares

Baião de dois:Farinhada
A sagrada rapadura
Bebo uma talagada
Gole de cachaça pura
Para cantar o Brasil:
E os festejos da cultura...

Conhecimentos e crenças:
Conjunto das tradições...
Danças, ritmos e lendas:
Fábulas...Superstições...
Comidas e vestimentas:
Mitos...Advinhações...

São muitos ciclos festivos:
Ano-Novo...Carnaval...
Ciclo das Águas e do Divino:
Sacro ciclo quaresmal...
Ciclo junino e julino:
Papai Noel no Natal...

As doze noites festivas:
Iniciam-se no Natal...
O culto ao Sol Invictus:
Antigo e tradicional...
Vai até 6 de janeiro:Reis
Magos universal

Diversas festividades:
Festas do Cristianismo...
Divindades,santos, santas:
Festejos do ecumenismo...
Nosso Senhor, Nossa Swnhora:
Procissões do sincrertismo...

Os índios também celebram:
Fazem os seus festivais...
É festa de todo tipo:
Festanças monumentais:
Tem as festas evangélicas:
E as festas orientais...

Folguedos, bailes e cultos:
Práticas devocionais...
Tropos, autos, malhações:
Votos sobrenaturais...
Deuses, bruxas, orixás:
Viagens transcendentais...

Cultura e arte do povo:
Cerimônias...Rituais
Expressões do sentimento:
Desatam laços sociais...
Lavam a alma da gente:
Sonho, canto, festivais...

Tantas festas populares:
Lembranças e emoções:
Carnaval sempre presente:
Na marcha dos corações...
Desfiles nas passarelas:
Em dia brados foliões...

Mani.fest.ações de rua:
O Galo da Madrugada...
Trio Elétrico da Bahia:
No Cerrado a cavalhada...
Catira...Cordel...Divino:
Cateretê e congada...

Juninas festas julinas:
Sobressai o São-João...
Quadrilhas, arrasta-pé:
Fogos, fogueira, balão...
Pamonha e milho assado:
Festa boa é no Sertão...

Música, teatro, dança:
Sinônimo de alegria
Uma lona colorida
O palhaço que arrelia...
Desde Maximus em Roma:
O circo nos fantasia...

Sociedade do Espetaculo:
Des.Ilusão, malabar...
Platéia - arqui.bancada:
Gol na festa popular...
Futebol circo moderno:
A multidão a sonhar...

Garrincha,alegria do povo:
Fez a massa delirar...
Driblava Zé e João:
Era festa popular...
O anjo das pernas tortas:
Soube carnavalizar...

As palhaçadas da vida:
Sonho televisionado...
Bobo da corte moderno:
O povo vive adestrado...
Novelas do cotidiano:
No mundo globalizado...

Bailes em todo o Brasil
Centro, Sul, Sudeste, Norte
O Nordeste pega fogo
Alma em teletransporte
Carnaval é poesia:
A vida ilude a morte...

Abre Alas com Chiquinha
No entrudo, teve origem
Cordões pelas avenidas
Balanço que dá vertigem
A multidão se sacode:
Manda embora a fuligem...

Noel, Ary, Pixinguinha
Jacob com seu bandolim
Trio elétrico na folia
Armandinho, serafim
Dodô e Osmar no ritmo:
Salve o Senhor do Bonfim...

Carmen Miranda, Tropicália:
Bumba-Meu-Boi sedutor...
Maxixe, afoxé...lundu...
O samba interlocutor...
Todo mundo na folia:
Ritmos de paz e amor...

Sortes e adivinhas:
Simpatia e acalanto...
Pai-Nosso, Salve-Rainha:
A festa é um encanto...
Santo de cabeça pra baixo:
Atrás da porta no canto...

Crisma, batismo de fogo:
Dançar e pular fogueira...
Asssar batata na brasa:
Cantar a Mulher Rendeira...
Baião de Luiz Gonzaga:
Com forró a noite inteira...

Latada, pamonha, canjica:
Mel, cuscuz e macaxeira...
Cachaça de alambique:
Cana boa de primeira...
Quentão, verso, cantoria:
Pra curar a pasmaceira...

Festival da Música Brasileira
Festival da Nova Música Popular
Festival Internacional da Canção
O Cantador a declamar
Alegria, Alegria:
Vamos todos festejar...

Dancei no Boi do Teodoro:
Desfilei no Pacotão...
Charles Preto na surdina:
Perfilou na contra-mão...
Cassetete da Polícia:
Abaixo a Repressão...

Cantigas...Contos... Brinquedos:
Nos sonhos do dia-a-dia:
Oktoberfest, micarê...
Máscaras da fantasia:
Joãozinho Trinta - Jamelão:
Nossas festas têm magia...

Amazonas Parintins:
Caprichoso e Garantido:
Cunhã Poranga e Pajé:
Saci e boto atrevido...
Gigante Juma - Curupira:
Boitatá bem sacudido...

Bumbódromo tupiniquim
ilha Tupinambarana:
Mapinguari e Mãe-Dágua:
A floresta nos irmana...
Açai...Cupuaçú:
Ecos da sussuarana...

Dança a Mula-sem-cabeça
Mãe-de-ouro na folia...
Corpo-Seco, Pisadeira:
Destranca a rua, Maria:
Com as sete chaves da vida:
Consagrada epifania...

Nosso Senhor dos Navegantes:
Linda Conceição da Praia...
Fui à Pesca do Xaréu:
No mar se via arraia...
Na Festa de Iemanjá:
Capoeira, mini-saia...

Nossa Senhora do Rosário:
Pirenópolis-Catalão...
Goiás Velho e Trindade:
Juazeiro no Sertão:
Lampião e Padim Ciço:
Reza de Frei Damião...

Raízes culturais do Brasil:
Questão de identidade...
Círio e Aparecida:
Interior e cidade...
Procissão do Fogaréu:
Festa...Multiplicidade...

Candomblé Umbandaum:
No Pelô o saravá...
Mãe Menininha, a bênção:
Iluminou Gantoá...
Os orixás da Prainha:
No Lago Paranoá...

Ciranda, Cirandinha:
Lia de Itamaracá...
Serenata, romaria:
Seu Ioiô e Dona Iaiá:
Pega-pega; esconde-esconde:
Lá...aqui e cacolá...

Parlenda, cantiga de roda:
Trava-a-língua e tirana...
Anedota e piada:
Na casa da Mãe Joana:
Tem chorinho e modinha:
Lá na Vila Mariana...

Mestre Salustiano se foi:
Antônio Nóbrega ficou...
O Quinteto Violado:
A sua marca nos deixou...
Na Afrociberdelia:
Chico ciência cantou...

No ritmo do improviso:
Inácio da Catingueira...
Cego Aderaldo na rima:
Desafia Zé Limeira...
Festa em Campina Grande:
Xaxado...Mulher Rendeira...

Repercutem os tambores:
Oferenda a Iemanjá...
Oxum, Xangô,Iansã:
Oxóssi, Ogum, Oxalá...
Macumbanda...Candomblé:
Iaô...Ylê...Iaiá...

Cristão e mouros em luta:
A famosa cavalhada...
Pastoril e seus cordões:
Sebastião na congada...
Zabumbas e maracás:
Sacodem a caboclada...

Nossa Senhora Aparecida:
Festa da Boa Viagem...
Santos Reis, São Benedito:
Chegança...Camaradagem...
Pajelança...Uca-Uca:
Nossos ritos de passagem...

O Brasil se sassarica:
Se sacode na noitada...
Pula, dança e festeja:
Pagode e marujada:
Xoxoteia xaxaxando:
Se remexe na lambada...

Nas festas de hoje em dia:
Tudo está muito mudado...
Tem show e tecnologia:
Se perdeu o rebolado...
Saudade do forrobodó:
No terreiro e no roçado...

Nas noites de minha infância:
Não tinha eletricidade...
A luz era à luz da lua...
Tinha estrelicidade...
Dos festejos de menino:
Lembro e morro de saudade...

Nosso povo é sonhador:
Deseja o essencial...
Terra, amor, casa, comida:
Trabalho, vida normal ...
Quer a paz e equilíbrio
E festejar o Carnaval...

Valorização da Arte
É ação de resistência
A cultura é vital
Pra nossa sobrevivência
Livros, arroz e feijão
Na festa da consciência.

Pra você tudo de bom:
Saúde...Fraternidade
Um Natal de harmonia:
Luz...Solidariedade...
Paz...Amor e Alegria:
Sucesso e Felicidade...

Um Ano-Novo de glórias:
Sua estrela vai brilhar...
Que tudo se concretize:
Possa a vitória alcançar
Universe a fantasia:
Numa Festa Popular...

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Gustavo Dourado. Poeta e cordelista.Letras(UnB). Pós-graduação em artes, literatura, teatro, gestão e linguagens artísticas.Autor de 12 livros.Premiado na Áustria.Selecionado pela Unesco.Tema de teses de mestrado e doutorado www.gustavodourado.com.br http://cordel.zip.net

Uma biblioteca importante!

Uma biblioteca importante!


A leitura muda as pessoas, transforma mundos e, de acordo com a última pesquisa realizada pelo IBOPE, um livro antigo e referência mundial por várias gerações é considerado o mais importante pela maioria dos leitores entrevistados: a Bíblia! Na verdade, a Bíblia é uma pequena biblioteca com 66 livros escritos por mais de 40 autores diferentes dos mais distintos e remotos lugares.

Há uma variação em relação à Bíblia protestante e a católica, pois esta última possui mais 7 livros com valor histórico de uma época.
De acordo com a pesquisa, que foi realizada com leitores brasileiros em 2007, além da Bíblia foram considerados importantes os seguintes livros:

O Sítio do Pica-Pau Amarelo, Chapeuzinho Vermelho, Harry Potter, O Pequeno Príncipe, Os três porquinhos, Dom Casmurro, A Branca de Neve, Violetas na Janela e O Alquimista, respectivamente.
Entre os escritores mais admirados pelos brasileiros estão Monteiro Lobato, Paulo Coelho, Jorge Amado, Machado de Assis e Vinícius de Moraes.
                Para a pesquisa foram entrevistadas 5 mil pessoas em 311 municípios.
Texto: José Ribamar Pinheiro Filho
 
        Pinheirinho: divulgador cultural, maranhense, a partir de Brasília.
        E-mail: pinheirinhoma@hotmail.com

XXV Sarau da Câmara dos Deputados
Coluna Cultural Telescópio
Quinta-feira, 19 de junho de 2008

Coluna Cultural Telescópio

http://telescopio.blog.terra.com.br/

Coluna cultural que abrange todo o universo das artes: música, literatura, poesia, cinema, teatro, artes plásticas, quadrinhos e muito mais, incluindo as questões políticas.
 
http://telescopio.blog.terra.com.br/
 
Editor: Everi Carrara

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Coluna Cultural Telescópio, Everi Carrara

Coluna Cultural Telescópio

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Coluna cultural que abrange todo o universo das artes: música, literatura, poesia, cinema, teatro, artes plásticas, quadrinhos e muito mais, incluindo as questões políticas.
 
 
        ACADEMIA TAGUATINGUENSE DE LETRAS
 
18.06.08

ACADEMIA TAGUATINGUENSE DE LETRAS

22º aniversário da Academia Taguatinguense de Letras
C O N V I T E

Academia Taguatinguense de Letras, por sua diretoria, convida V. Sª e digníssima família para a Sessão Solene de homenagem aos acadêmicos fundadores de nossa Casa de Cultura, dentro da programação festiva do cinqüentenário de Taguatinga e do 22º aniversário da Academia Taguatinguense de Letras. Serão homenageados:
Hilda Mendonça da Silva, Admário Luiz de Almeida, Divina Maria Corrêa, Aglaia de Souza, Adalberto Duarte de Oliveira, Nara Nascimento e Silva, Diniz Félix dos Santos, João Fernandes da Conceição, Zamor Magalhães de Almeida, Francisco Bento, Gilvan José Vieira, Hélio Soares Pereira, Joanyr de Oliveira, Idelbrando David de Souza, Leão Sombra do Norte Fontes, Carlos Alberto dos Santos Abel, João Carlos Taveira, Isaias Alves Passos.
Dia: 21/06/2008 - sábado
Hora: a partir das 16h
Local: Auditório (5º andar), do Ed. Gonçalves Dias, CNA-2, Lt-11, Pça. do DI – Taguatinga – DF.
enviado por GUSTAVO DOURADO (FOTO)

Gustavo Dourado na Unesco
Gustavo Dourado na Unesco
http://www.unesco.org/poetry/appronfondissement.php?nom=1564&langue=english
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http://www.unesco.org/poetry/appronfondissement.php?nom=1374&langue=francais
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http://www.unesco.org/poetry/detail.php?langue=english&pays=BRA&cat=Organisations&indice=55
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http://www.unesco.org/poetry/detail.php?langue=espanol&pays=BRA&cat=journals&indice=35
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http://www.unesco.org/cgi-bin/webworld/portal_bib2/cgi/page.cgi?g=Cooperation%2FWeblogs%2Fmore2.shtml;d=1
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Atualização de Gustavo Dourado 10/06/2008

Atualização de Gustavo Dourado

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Cordel
- Cordel para Fernando Pessoa (120 anos de Fernando Pessoa)
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- 1968: O ano que continua
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Fortuna Crítica
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http://www.jornalecos.net/dourado7.htm

 

..:: Última atualização - 10/06/2008 - Terça-Feira ::..

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Quintanave...

Cordel para Mario Quintana / Gustavo Dourado

 

Mário Quintana passarinho
Traçou o próprio destino
Colibri... Uirapuru
Poeta foi desde menino
Soneto, prosa e hai.cai:
Um coração silibrino...

Poeta livre libertário
Não pertenceu a escola
Na Poesia grande craque
Não precisou de cartola
Um Poeta verdadeiro:
Não se prende em gaiola...

Nasceu lá em Alegrete
E foi alegre na vida
Voou na infinitude
No espaço...navenida...
Juventude em Porto Alegre
Lá se deu a sua lida...

A Rua dos Cataventos:
Caprichoso no soneto
Espelho Mágico criou
No reflexo do quarteto
Sua poesia tem a graça
Do improviso de Hermeto...

No chão:Sapato Florido
O Aprendiz de Feiticeiro...
Fez Inéditos e Dispersos
Ecoou bem altaneiro
Antologia Poética:
Poesias por inteiro...

Caderno H...Quintanares
Apont. Hist. Sobrenatural
A Vaca e o Hipogrifo
Um Poeta sem igual
Prosa & Verso antologia
Quintana é fenomenal...

Chew Me Up Slowly
Lá Na Volta da Esquina
Esconderijos do tempo
Poética bem cristalina
Nova Antologia Poética:
De arte diamantina...

Foi poeta prosador
Criativo jornalista
Contou sonhos e histórias
Atuou como cronista
Tinha a alma de menino
E coração de repentista...

Literatura Infantil
Pra lá de Pé de Pilão...
O Batalhão das Letras
Cartilha em ebulição
Criança que lê Quintana
Navega na Cosmovisão...

Feito estrela - libélula
O Poeta daqui voou
Revive na Poetisfera
Em anjo se transformou
Foi-se do mundo cruel:
Lá no céu se Quintanou...

Poeta bem-humorado
Fez a poesia canora
Soube como ninguém
Fazer sua própria hora
Conquistou o infinitom
Pro eternu foi-se embora...

Quintana nunca passou
E jamais passar-se-á
Poeta: Pásaro...Cigano
"Cante lá que eu canto cá"
Feito ave Patativa:
Loa à lua...soluará

Quintana pássaro menino
Borboleta em marrebol
Quintanares pela vida:
Gen molécula de escol...
Anjo q inspira Poesia:
Diamante como um Sol...

Gustavo Dourado

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Em busca do Novo Tempo©

 

Gustavo Dourado

 


Alternativa à frente
Uma esfinge, uma quimera...
Construção do novo tempo:
Nova vida, nova era...
Liberação do prazer
Sem medo da Besta - Fera...


Queremos paz e união
Um sistema alternativo
Nosso mundo vivo alegre
Planeta não reativo
A Terra com liberdade
Sem poder radioativo...

Fonte: http://www.eunanet.net/beth/poesias/outros/gustavodourado/gustavo_dourado.htm
Blog Poeta Gustavo Dourado

http://www.eunaotenhonome.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado

http://www.eunaotenhonome.com.br/gustavodourado/blog/gustavodourado?tv_pos_id=15466

Taguatinga 5.0

Cordel para Taguatinga:

50 anos da metrópole do Cerrado
Gustavo Dourado


Nasceu a ave do barro:

Águia e flor primordial...

À beira da estrada:

Deu-se o ato inaugural...

O povo fez a cidade:

Taguatinga...Sem igual...

 

 

Gustavo Dourado

 

www.gustavodourado.com.b

Gustavo Dourado no Wordpress

Gustavo Dourado

Blog do poeta e cordelista Gustavo Dourado

Gustavo Dourado é selecionado pela Unesco.

Julho 29, 2006 by gustavodourado
Phalábora de Gustavo Dourado é selecionado pela Unesco.
www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm
UNESCO Libraries Portal
Poemas e cordéis de Gustavo Dourado:
Breve fortuna crítica e opinião de leitores.
Título: Phalábora
Autor: Gustavo Dourado
Sob o signo da invenção, o baiano oriundo de Ibititá (região de Irecê), Chapada Diamantina, mas residente  em Brasília, Gustavo Dourado, de pseudônimo Amargedom, propõe-se a reinventar e, com tal intenção, envereda sua poesia pelos campos da ecologia, da informática, da política, da economia, do cinema, das artes gráficas, da semiótica, da crítica e da sátira, da ironia, da denúncia, da literatura de cordel, de muito mais e de tudo enfim procurando abrir brechas na vastidão de possibilidades que lhe oferecem as palavras e uma prole numerosa de signos icônicos e indiciais.
Trata-se de um criador multimídia, a movimentar um poderoso arsenal de recursos poéticos e transpoéticos, de inesgotável utilização dentro de sua determinação em desvendar os segredos do mundo e denunciar suas mazelas, fazer apologias e proferir julgamentos, inventando linguagens e postando-se em estado permanente de criar. Não recua diante da necessidade de criação de novas palavras, por fusão, aglutinação ou justaposição, nem diante do caos em que porventura essa fertilidade resulte.
Quanto a isto, a terra é fecunda, por vezes apocalíptica. Glauberrando, cinemagia, Rimbaudelaire, fonemastigando, termos colhidos a esmo, são apenas alguns exemplos, de que o verbo volpintar, usando o sobrenome do pintor italiano-paulista, impressionou o crítico de arte Olívio Tavares de Araújo.Poundiano, concreto, expressionista, pop, rótulos por certo não faltarão para pregar na testa de Amargedom, em quem Darci Ribeiro viu “o faro, o ritmo, a vibração, a energia e a criatividade dos grandes poetas”, e Affonso Romano de Sant’Anna, uma poesia a estilhaçar “ironias em granadas a granel, infinita e iluminada”. Moacyr Scliar o qualificou como “expressão maior da cultura brasiliense”.
A arte de reinventar
Phalábora é a síntese da poesia de Gustavo Dourado, poeta da reinvenção e da magia. Seu universo pujante e criativo é desvendado página a página, com palavras que jorram sons e cores, matéria prima da imaginação.
Conhecedor profundo de nossa língua e de obras dos imortais Guimarães Rosa, Mário Faustino, Euclides da Cunha, Castro Alves, dos repentistas Cuíca de Santo Amaro, Zé de Duquinha, Cego Aderaldo e Zé Limeira, sem falar nos modernistas, faz uma junção básica do popular, do erudito e do concreto.
Ao inspirar-se, costuma beber em fontes glauberianas e torquatianas. Não é à toa que dedica dois poemas a Glauber Rocha e um belíssimo cordel a Torquato Neto. Sua magia vem também de leituras de Jorge Amado, James Joyce e de Baudelaire. Assim, o poeta lança um olhar sobre o futuro, transcendendo, com sua obra, os muros do lugar comum. E o resultado não poderia ser outro: versos que primam pela inventividade, versatilidade e ineditismo.
Em “Guimã-Rosa”, por exemplo, faz uma exaltação à língua portuguesa e aos inventores da linguagem quando diz: “Língua! Por(tu)guesa errante, lusídica rosa personalizada/experimentalizo la langue nas ancas filológicas do verso…Guimã-Rosa do povo/Cobra, Cabral Macunaíma”.
Suas palavras brotam cores devido a forte influência das artes visuais. Fez, inclusive, parcerias com os artistas Toninho de Souza, Zé Nobre, Sabino Costa, Delei, Edgar Santana, Jorge Braga, Regina Ramalho e alunos-pacientes do Sarah.
Contrário às profecias do caos, rebate essas idéias de forma peculiar com “homonovo” e ponteia: “O novo homem surgirá dionisíaco/poético-sensual/consciente rítmico/homem performático, bailarino sideral/surfista alquímico da palavra.” Mas é cruel quando fala de nossas instituições políticas, uma herança da geração panfletária e engajada e deixa escapar a constatação: “O Brasil quem U.$.A sou E.E.U.U.”.
Maria Félix Fontele. Jornalista, Editora e Escritora.
Editora do Jornal das Boas Novas (JBN).
“Phalábora, Gustavo DouradoÉ possível transitar em um mesmo livro pelos meandros do manifesto social, por homenagens póstumas com bela carga de saudosismo e, principalmente, por graciosos jogos de palavras com sentido puramente reflexivo?

O poeta baiano Gustavo Dourado provou que sim. É possível reunir todos esses elementos e algo mais. Em seu livro de poesias Phalábora – note que as brincadeiras com as palavras começam no título da obra – Dourado despeja, com a autoridade de um poeta reconhecido nacionalmente, todas as suas idéias e “viagens” por temas e episódios. Revela também sua extensa gama de influências, rompendo mais tabus. Seus mestres percorrem uma escala improvável, estendendo-se pelo erudito e popular. É notável a influência de Carlos Drummond de Andrade, da mesma forma que também identificamos traços de Patativa do Assaré, famoso cordelista cearense. Há até mesmo elementos do concretismo de Haroldo de Campos.

Outro elemento decisivo em seus escritos é a visão critica inteligente e cheia de sensibilidade. Versos que misturam o nacionalismo da primeira fase do romantismo com a inclusão de estrangeirismos do tropicalismo e manifestos do modernismo marginal de Lima Barreto. No livro Phalábora, é possível encontrar várias poesias com belas doses de crítica a globalização e a política externa norte-americana.

O jogo de palavras muito bem utilizado nos remete a trocadilhos e versos assustadoramente interessantes. Não à toa o célebre dicionarista e ex-Ministro da Cultura do Brasil, Antônio Houaiss, chamou Gustavo Dourado de “bruxo das palavras”. Tais poesias sociais seguramente são frutos da influência sofrida por Gustavo Dourado, nos seus tempos de estudante universitário na UnB, em Brasília, onde estudou letras. Na época, foi um ativo membro do movimento estudantil, participando de diretórios em diversos níveis e chegando a ser delegado da União Nacional dos Estudantes, a UNE.

No livro Phalábora, também há espaço para poesias com forte teor mitológico e lendário. Talvez, também fruto da cultura popular sertaneja absolvida por Dourado em seu período de vivência no Nordeste Brasileiro. É exemplo o poema nativista Sinfonia do Verde”. (30/03/2007)
Tiago Zaidan,
http://autoria.net/

“Em Phalábora, escritura de uma consciência sintonizada com o cosmos, Amargedom homenageia a criação, os criadores, as criaturas.
Original na construção de sua gramática poética, retira da palavra, desde a coloquial à erudita, a carga poética do som que traduz imagem. As palavras se partem, se colam, se justapõem, se penetram e vão armando seu jogo. Nisso, ele alcança a poesia enxuta, essencial, de impacto. Então o artefato poético se tece sobre novos signos, novos sons, novos sentidos e o artesão da palavra vai desvendando o sabor de “ser sábio, ser sóbrio, na dança do saber”.
A grandeza da poesia desse “surfista alquímico da palavra” atesta-se pelo compromisso com o fazer poético, através da criação de uma linguagem nova e vibrante, e pelo engajamento com o ser humano e com o contexto sócio-histórico”.

Gislene Barral, professora e mestra em Literatura Brasileira pela UnB. 2001
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“A obra de Amargedom (Gustavo Dourado) fornece material excelente para avaliar os caminhos e descaminhos da poesia brasileira.
A fratura do signo a que Amargedom submete a língua portuguesa, encontra seu sentir-pensar na tradição modernista e vanguardista, esta sendo compreendida em termos de seu contexto e totalidade e não na pulverização das estéticas periféricas.
Amargedom! Seu destino é caminhar entre os verdadeiros achados poéticos, em que as palavras se intercruzam… Caminhar por entre as diferenças, captá-las e apreendê-las na expressividade da linguagem, na metáfora explêndida para que se renove o fluxo criativo do idioma.
Amargedom atinge um espaço discursivo privilegiado por meio do qual as virtualidades do idioma são concretizadas.
Amargedom incorpora o vanguardismo autotélico ao mesmo tempo que abre-se para a comunicação via influência e espontaneidade e oralidade do Cordel.
O sucesso do poeta Amargedom é conciliar a reflexão acerca dos mecanismos expressivos da linguagem ao mesmo tempo que não extingue o pensamento arquetípico, mítico, simbólico, com sentido problemático da existência, em meio às suas opções ontológicas.
O destino de Amargedom é de ultrapassagem, um caminho para a expressividade que ele consegue concretizar em verso”.

Marcos Mota, crítico literário e professor da UnB. 06/09/1992
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Poiesis

Poiesis
Gustavo Dourado
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Sint@xe-se

Um sujeito com posto, cheio de predicado(s),
Decompõe-se oculto, simples, (in) determinado.
Insubordanado, às vezes, subordina-se à oração principal.
Alterna-se ás, sindético, à ética coordenada.
Aposto, pobre, a gente da passiva, evoca ativo
Objeto pré posicionado pra lá de (in) direto.
Lembre-se, de mim, não esqueça, (a) fixe-se na ênclise...
Criar-se-á oblíqua mesóclise, se sufixo me colocar.
Se pré fixar o pronome, proclítico se, tornar-se-á...
Dá-se um jeito à oração sem sujeito: suplementa-se...

Verbo-nominal complementa-se, sexpletiva adjunta-se .
Reduz-se ápora, ad verbial, sub des envolve-se restritiva,
In (transitiva), (in) exis tente:  phenômenica, circunstancial.
Impessoal, o verbo venta,  defectivo,  relampeja, etc e tal.

Ah! bem, pessoal, meu bem, sem espanto,
A gente se beija, com encanto, nus, entre tanto(s)...
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De.Cor.@ção

Meu coração pulsa ao vê-la
Re.mexe, Explode,
Des.man.tela...Implode
Meu cor.ação por ti... gela

SoVocê  mecar.come
T@ntropoafaga-me
Dilacera minha home
Perto de ti... sou multifeera,
Tresloucado LouBichomem
Meuoniverso, cor.ação!
Não tem pátria, nem nome!

TentaAtenta-me  ao
Ao ZenTantra de Mulheros
Gata.Cama-Sutra Orgasmil
AmOrgasmel - e - Flor de Eros...
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Figur@tiva...

Pensamento constrói-se com palavras:
Sons, sintagmas, polissemas, imagens...
Silêncio...linguagens, problemas, soluções.

Alitera-se, repete-se, compara-se.
O termo na elipse se omite:
Conectivos se perdem no eclipse...

A frase na anáfora pede bis:
Contrapõe significativa metáfora.
Zeugmático o vocábulo se suprime...

Eufemismo anacoluta-se polissíndeto
Metonímia assíndeta pleonasma-se:
Onomatopéias em zumzoomzuns...

Perifraseio prosopopéica antítese
Pelo todo, a parte...singular pluralidade:
Na sinédoque, reduzi aquela cri$e...

Coincidência de vogais, tanta ironia;
Consoante fiquei com assonância:
Ao falar com madame Antonomásia...

Tentei me desviar da catacrese
Exagerei nas doses de hipérbole:
Dr. Hipérbato prescreveu-me uma silepse...

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O POETA
Gustavo Dourado

O Poeta é a voz da divindade:
Luminarte transeterno pluriverso…
O poeta é Pulsar que flore versos…

Tempoeta poetisa-a-poiesis, voa:
Demiurge a setessência da antítese
Sexegeta alquimista da mimese…

Taumaturgo da pa…lavra o verbo
Reverbera a magia da mensagem:
O poeta é um deus em Pessoa:
Borboletra que faz multiviagem
Constelarva infinitantra do sonho:
Nuniversa a sua própria imagem…
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Sinergia...
 

Haverá coincidência?
Desperte d(a) in cons ciência...
Situe-se no Uni Verso...

Ligue-se na acontessência
Des.controle a situação
Saiba o verso e reverso ...

Proporção...necessidade
Disputa de energias
Controle de situações
Consciência do Ir... real

Saiba:
Sentir a Mãe-Natureza
Reviver a Infância
Conhecer o passado
Ligar-se no Cosmos...

Perceber o significado
Estar alerta e sonhar
Energizar-se na pureza ...

Compartilhar a Energia
Evoluir na Sinergia
E nunca se viciar ...

Desenvolver-se na Ética
Construir a própria Estética
Ser...Saber se Revelar...

Equilibrar-se na dança
Manter sempre a Esperança
No futuro se mirar...

Compreender o semelhante
Seguir firme...r.adiante
Trans.par e Ser...Siluminar...

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Poética de Gustavo Dourado pelo mundo afora....


Gustavo Dourado
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Excite France - Poetas > Poesia > Literatura > Artes > Português
...Biblioteca Virtual do Escritor e Poeta Gustavo Dourado Selecionado
por Unesco Libraries Portal e Unesco World Poetry Day. ...
www.excite.fr/directory/World/Português/Artes/Literatura/Poesia/Poetas
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Approfondissement World Poetry Day. UNESCO. Phalábora(Antologia
Poética de Gustavo Dourado) ... Poetry House Antology Poetry Gustavo
Dourado Poeta Amargedom Coletânea Seleta ...
www.unesco.org/poetry/appronfondissement.php?nom=1461&langue=english
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poeta Gustavo Dourado. Literatura e poesia popular. ...
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Dourado, Brasília, DF, Brasil. ...
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· ELIZABETH MISCIASCI WEBSITE - POETAS EM FOCO - Gustavo Dourado ...
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 Cordel To William Shakespeare | Spoetry - Submit your own Spoems- [
Traduzir esta página ]8/2/2008 21:49:00 Cordel to William Shakespeare
By Gustavo Dourado Theatre, dramaturgy: Literature Universal… Puzzles
for life: Shakespeare is unique From ...
www.spoems.com/2008/02/09/cordel-para-william-shakespeare/
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Gustavo Dourado.::Site do Escritor e Poeta brasiliense Gustavo Dourado
- Site deste poeta e colunista brasileiro que transita do Cordel ao
Experimentalismo.
diretorio.favorits.org/index.php?a=szcz&id=1974
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poetas (português)Phalábora. biblioteca virtual do escritor e poeta
gustavo dourado selecionado por unesco libraries portal e unesco world
poetry day. ...
pt.alebrije.info/p/poe/poetas.php
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Via Fanzine ESCRITORES Trabalho de Gustavo Dourado é reconhecido
internacionalmente. Por Joelma Rodrigues ..... Gustavo Dourado
apresentou palestra na Feira do Livro de Brasília. ...
www.viafanzine.jor.br/escritores.htm
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Escritor nordestino é recomendado pela UNESCO
Gustavo Dourado já publicou 11 livros e foi premiado na Áustria ...
escritor e jornalista Gustavo Dourado. Que já publicou 11 livros. Foi
...
http://recantodasletras.uol.com.br/forum/index.php?topic=3621.0;prev_next=prev
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Clevane_Em_PessoaPhalábora de Gustavo Dourado (Amargedon)é selecionado
pela Unesco. ..... "Gustavo Dourado Poeta com invenção na linguagem e
permanente criatividade no verso ...
clevanepessoa.blogspot.com/
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UNIVERSITRIO - Page 1 - Strategicboard Blog Search EnginePhalbora de
Gustavo Dourado (Amargedon) selecionado pela Unesco. [...] os de
estudante UNIVERSITRIO na UnB, em Braslia, onde estudou letras. ...
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Poetas del Mundo
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Dourado. A SECRETARIA DE CULTURA DO DF, CONVIDA PARA A ABERTURA DE
DUAS MOSTRAS DE ARTES ...
www.poetasdelmundo.com/verNot.asp?IDNews=500
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DOMIST.net/por literatura poesias - DOURADO - vários poemas( Gustavo
Dourado BRA ). A Saga de Conselheiro nos Sertões .... *Elogiar Gustavo
Dourado, é pouco perto de tudo que ele vem deixando com tanta riqueza
e ...
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Prim@vera - Gustavo Dourado & Obra-prima - Maria PetronilhoGustavo
Dourado Prima por ser... viverdura à flor da pele: musa bela Florgasmo
brota seiva gozo prazeros: Poiesis:êxtasis ...
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CARLOS LEITE RIBEIRO *** GRANDES ENTREVISTASGUSTAVO DOURADO Nascido a
18 de Maio de 1960 Escritor / Educador / Professor / Gestor /
Pesquisador / Produtor Cultural / Promotor de Eventos / Empreendedor
...
www.carlosleiteribeiro.caestamosnos.org/Grandes_Entrevistas/Gustavo_Dourado.html
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User:Ecordel - Wikipedia, the free encyclopediaCordel da Família
Dourado Gustavo Dourado. Deus me deu inspiração Para no tempo voltar À
Bahia e Portugal Do .... Gustavo Dourado www.gustavodourado.com.br ...
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crítica.Autor: Gustavo Dourado Editora: Valci Gráfica e Editora Ano:
1997 ... de Gustavo Dourado Amargedom é selecionada para o Portal de
Poesia da Unesco . ...
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Poems by / from poet Gustavo Dourado best love poem famous poets
...Gustavo Dourado www.gustavodourado.com.br Gustavo Dourado ...
Gustavo Dourado Salve o Poeta Cassiano: Grão-Mestre da Literatura... O
Livro foi a sua vida: ...
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-----Cordel da Corrupção - Gustavo Dourado - Poem PoetCordel da
Corrupção - by Gustavo Dourado .. 11/6/2005 11: 49: 00 Cordel da
Corrupção http: //www.cronopios.com.br/site/poesia.asp? id=257 Por
Gustavo ...
completeclassics.com/p/m/poem.asp?poem=0&poet=55413&num=6&total=33
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Site Comemorativo Centenário Mario QuintanaCordel para Mario Quintana
/ Gustavo Dourado [ Menu ]. Cordel para Mario Quintana / Gustavo
Dourado Mário Quintana passarinho Traçou o próprio destino ...
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Contos | Crônicas | Humor | Poesias | Poetrix | Midis |
VídeosEntrevista do poeta e cordelista Gustavo Dourado(Amargedom) ao
... 1) Gustavo Dourado, como foi o seu primeiro contato com a
Literatura de Cordel? ...
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José Geraldo Neres // "Grupo PALAVREIROS" 5 anos difundindo a palavraa
Gustavo Dourado. Ritmaste :pássaro de luz tropical lavra(a)dor ...
lobisomem bichomem cigano da palavra. lendo: "Phalábora" Autor:
Gustavo Dourado ...
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[Cibercultura] Fwd: Correio Braziliense LITERATURA Rede de ...At=E9
1997, o professor de literatura e escritor Gustavo Dourado, 44=20= >
anos, tinha o trabalho restrito a uma pequena parcela do p=FAblico=20
...
www.listas.ufba.br/pipermail/cibercultura/2005-January/001523.html
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Psicanalista Charles FonsecaGustavo Dourado Prosagrado Saprofano
Profaneio e Sacralizo Vou ao Dia do Juízo Com o Poeta de Feira
Encontro Mulher Rendeira Parceira de Lampião ...
charlesfonseca.blogspot.com/2007/08/entre-o-sagrado-e-o-profano-gustavo.html
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ELES TÃO METENDO A MÃO - Rômulo Marinho e Gustavo Dourado
...ELES TÃO METENDO A MÃO Rômulo Marinho e Gustavo Dourado ...

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Tem muita gente sabida:
Surrupiantes do Erário...
Clientelismo, malandragem:
Para além do dicionário...
A maracutaia é surreal:
Corrompe o vocabulário...
Cordel das Bol$a$ Literária$ e outras mamatas...
Gustavo Dourado


É golpe de todo tipo:
Na internet e no real...
Fantasmagoria literária:
Assombram o textual...
Mamam nas tetas da Viúva:
Nepotismo leiteral...

Tem muita gente sabida:
Surrupiantes do Erário...
Clientelismo, malandragem:
Para além do dicionário...
A maracutaia é surreal:
Corrompe o vocabulário...

Premiam de qualquer jeito:
No emundo da lixeratura...
Doam bolsas do E$tado:
Nem precisa de leitura...
Jogo de cartas marcadas:
Do nascer à sepultura...

Julgam-se iluminados:
Pervertem a comunicação...
Komunicólogos - arrivistas
Chega de descaração....
Os "deputados" literais:
Sugam as mamas da Nação...

Ressucitaram João Grilo:
Macunaima e Cancão...
Pedro Malazartes ataca
No Planalto da Nação...
30 mil dobrões de ouro:
Na lítera-corrupção...

Mais um escândalo literário:
Tem ares de Mensalão...
Sanguessugas evampiros
Chupam o nosso coração...
Lá na Redação do Céu:
Foi notícia de plantão...

Concursos, prêmios, medalhas:
Perdem credibilidade...
Nem precisa fazer prova:
Ganha-se com facilidade....
Têm malandros premiados:
Nos palácios da cidade...

A velha ação entre amigos:
Julgadores sem moral...
Falta ética, compostura:
Etc e coisa e tal...
A comídia esconde o fato:
Não aparece no journal...

Falcatruas, bandalheiras:
Parecem tudo normal...
Salve São Graciliano:
Façam um pelo sinal...
Vade Retro Satanás:
Eta gente sem moral...

Brincam com nosso dinheiro:
O imposto é escorchante...
Leio Finnegans - Ulisses:
Rosa, Machado e Dante...
O povo quer pão-cultura:
Não ser mais signorante...

Fabricam mi(n)tologias:
Ídolos de pés de barro...
PHdeuses de araque:
Amam caviar e karro...
Júri que nos desengana:
Tão bisonho, tão bizarro...

Será coisa de quadrilha?!:
Prefiro a de São João...
Em Drummond, me inspiro:
Chega de conspiração...
Respeitem a Coisa Pública:
Basta à Corrupção...

30 moedas de ouro:
Judas também ganhou...
Por aqui esse preço:
Muito se multiplicou...
Chafurdam-se na lama podre:
A arte se emporcalhou...

Eu vou mudar de toada:
Pôr a Ética no enredo...
Cultivar a boa Estética:
Esse é um bom segredo...
Ficar de orelha em pé:
Essa gente mete medo...

É preciso ter vergonha:
Para que se enganar?!
Ética e eqüidade:
No processo de julgar...
Que a Justiça prevaleça:
A coisa tem que mudar...
Gustavo Dourado no Familiaridade

Gustavo, "Dourado"
M
18/05
Gestor/Escritor/Educador/Pesquisador/Jornalista
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Familia Perfil Biografia  
Biografia

Gustavo Dourado: Poeta, escritor, cordelista, educador, pesquisador. www.gustavodourado.com.br/biografia.htm
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3463846
www.gustavodourado.com.br/cordel.htm
http://cordel.zip.net
www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm

O Brasil quem USA sou EEUU...Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Gustavo Dourado
(05/18/1960 / Recife dos Cardosos-Ibititá(Irecê) - Chapada Diamantina/Rio São Francisco-Bahia-Brasil) Free Poetry E-Book:
25 poems of Gustavo Dourado


Biography of Gustavo Dourado

Biografia e textos de Gustavo Dourado:
www.gustavodourado.com.br
www.gustavodourado.com.br/biografia.htm
Phalábora - Antologia Poética Virtual:
www.bibliotecasvirtuais.hpg.ig.com.br/gustavodourado/index.htm
www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm
http: //phalaborarte.cjb.net
www.avbl.com.br/website/imprensa/reportagens/21.htm
Gustavo Dourado:
Baiano de Recife dos Cardosos - Ibititá (região de Irecê) /Chapada Diamantina, Gustavo Dourado (Amargedom) viveu na Bahia durante 15 anos. Em Brasília há 30 anos, tem participado ativamente dos movimentos políticos, ecológicos, populares, sociais e culturais. Na UnB destacou-se como líder estudantil e ativista cultural e promoveu vários eventos como o Flimpo, a Expoarte, Show do Arroto e encontros estudantis.
Foi fundador e Diretor do Centro Acadêmico de Letras. Militou na área cultural do DCE-UnB e na UNE(Delegado) .
Amargedom é autor de nove livros, alguns premiados e com poemas traduzidos em cinco idiomas. É professor de Português, Literatura, Lingüística, Redação, Religião, Agropecuária e Folclore Brasileiro. Especialista em Literatura de Cordel e Cultura Popular. Lecionou no Colégio Elefante Branco e na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Ensinou no Gama, Ceilândia, Taguatinga, LBA e no Hospital Sarah (nas áreas de criatividade e de linguagens artísticas) .
Atuou como delegado e militante do Sindicato dos Professores, Senalba, Sindsep e Sindicato dos Escritores (Presidente/Diretor sociocultural/Conselheiro) .
Em Taguatinga dirigiu o CineClube Gritto, participou da Prefeitura/Associação dos Moradores da QNG, na área de Comunicação, do Grupo Caxadágua e da Associação de Arte e Cultura/FACULTA.
É produtor cultural e de eventos, promotor, orador, animador, apresentador e membro do Fórum Brasília.
Faz parte de associações, academias e entidades socioculturais. Foi Presidente da Academia de Letras e Música do Brasil. Membro da Academia Internacional de Lutèce, Paris, França. Pesquisador cinematográfico, fez a pesquisa biográfica e literária do filme “Castro Alves”, de Silvio Tendler, prêmio Margarida de Prata da CNBB, em 1999.
Assessor de Literatura da Fundação Cultural do DF. Presidente do Sindicato dos Escritores do DF. Representante da União Brasileira de Escritores. Filiado à Associação de Imprensa de Brasília. Pós-graduado em Gestão (ONU) , Literatura, Educação, Folclore, Cultura Popular, Linguagem Teatral e Linguagens Artísticas. Seu trabalho recebe constantes elogios de críticos e jornalistas e foi analisado pela professora, escritora e antropóloga Sylvie Raynal, da Universidade Sorbonne (França) , Wolf Lustig, da Alemanha e outros pesquisadores estrangeiros. Conselheiro da revista DF Letras, do Concurso de Redação da S/A Correio Braziliense / Fundação Assis Chateaubriand, Prêmio Estadão de Cultura/jornal O Estado de São Paulo, Imprensa Nacional, entre outros. Representante da Secretaria de Educação/ FEDF (Fundação Educacional do Distrito Federal) junto a 52ª SBPC, realizada na Universidade de Brasília, em julho de 2000.
Foi alfabetizado aos três anos pelo pai, com leituras bíblicas, literatura oral e literatura de cordel, ouvindo estórias, causos, cantigas, repentes e lendas sertanejas.
Destaca-se como um dos escritores baianos/brasilienses mais criativos e inovadores dos últimos tempos, de acordo com renomados críticos..
Estabeleceu contato com os concretistas, neoconcretistas, cordelistas, repentistas, experimentalistas, jornalistas e vanguardistas de várias tendências. Autor de centenas de folhetos de Cordel (muitos inéditos) , contos, crônicas, ensaios, romances e roteiros cinematográficos.
No GDF criou /coordenou diversos projetos lítero-culturais, tais como Poesia no Ônibus, Encontro com a Palavra, Bolsa Brasília de Produção Literária, Lançamentos de Livros, Estante do Escritor, Fórum Permanente de Escritores, entre outros. Participou ativamente da Feira do Livro de Brasília, Festivais e Mostras de Cinema, Classe Arte, Temporadas Populares, Hora do Trabalhador, Almoço com o Escritor, Bienais Internacionais do Livro do Rio e de São Paulo. Improvisador, repentista, declamador. Participou de mais de 500 recitais poéticos e de diversas antologias, jornais e revistas no Brasil e no exterior. O seu livro Phalábora foi selecionado pela Comissão Editorial Letras da Bahia para ser divulgado no Projeto Brasil 500 Anos e foi objeto de estudo do Professor Ilton Cerqueira no Mestrado de História da Universidade Federal de Ouro Preto, em 1999. Em 2000 inaugurou com o reitor da Universidade de Brasília, Prof. Lauro Morhy, a Estante do Escritor Brasiliense e o Arquivo-Museu da Literatura, na Biblioteca Central da UnB, com a participação de mais de 200 autores do Sindicato dos Escritores.
Estudioso da História e da Literatura da Bahia e de Brasilia com destaque para assuntos ligados ao cangaço, Lampião, Corisco, Padre Cícero, Canudos, coronelismo, Horácio de Matos, Manoel Quirino, Revoltosos, Cordel, garimpeiros, genealogia, ciganos, pioneiros, JK, Missão Cruls, jagunços e aventureiros do Planalto Central, do Cerrado, de Goiás, do Sertão Nordestino e da Chapada Diamantina.
Descendente de família de escritores, dos quais se destacam Autran Dourado, Ângelo Dourado, Alzira Dourado, Mecenas Dourado, Paulo Gusmão Dourado e o cartógrafo português Fernão Vaz Dourado, entre outros.
Concluiu pós-graduação(MBA) em Gestão Pública na Escola de GestãoDF em convênio com a ONU - Organização das Nações Unidas. Participou do filme: 'A Poesia do Barro'. É diretor cultural da ONG Candanga Viva.

Retrato de Gustavo Dourado
Resumo dessas obras.
Veja a genealogia da Família Dourado
www.gustavodourado.com.br
Obras:

Phalábora - 1997/2003

Transformação - UnB - 1980

Linguátomo - 1991

Espejos de La Palabra / Espelhos da Palavra - 1999

Carmo Bernardes Imortal (versos de Amargedom) - 1996

Tupynambarbarie - 1984

Cordel - Torquato Neto - 1991

Coletivo de Poetas( Participação) Org. Menezes y Moraes - 1997/98

Brasília: Vida em Poesia ( Participação) Org. Ronaldo Mousinho - 1997

Autores em Braille ( Participação) Org. Dinorá Couto - 1995/2002

Dicionário de Escritores de Brasília ( Verbete), de Napoleão Valadares - 1994/2003

Encíclopedia da Literatura Brasileira - Equipe Afrânio Coutinho ( Verbete) - 2001/02

Participa de diversas revistas, sites, coletâneas e antologias.

Coral da UnB - Cordel - 1981

6 posteres e 6 postais de Poesia - Edição do Autor - 1980/2001

2 Adesivos Poéticos - 1983 - Lançamento no Restaurante Beirute - Brasília

Catálogo de Escritores Brasilienses( Verbete) - Governo do Distrito Federal - 2001

Poesia de Brasília, de Joanyr de Oliveira ( Participação) - 1999

Cordel da Criatividade. Equipos/Sarah - 1986

Pesquisa do Filme Castro Alves - Retrato de um Poeta, de Sílvio Tendler, Prêmio Margarida de Prata, da CNBB. - 1999

Nua Capital - vídeo - Wanderley Bertolo - 1988 - Prêmio do Festival Latino-Americano de Arte e Cultura - 1989 do MIS - Museu da Imagem e do Som - São Paulo - 1990

Participação Poética/Entrevistas em Filmes e Vídeos de Argemiro Neto, Maria Coeli, Márcia Macedo, Reginaldo Gontijo, Maria Maia, Vladimir Carvalho, George Jesus Duarte, Anand Rao, Neto Borges e Bea Maury, UnB, Universidade Católica de Brasília, Grupo HUNDREDONE. -1980/2002


Por:COMISSÃO EDITORIAL SELO LETRAS DA BAHIA


Linkeratura : Links Literários selecionados por Gustavo Dourado

http://www.gustavodourado.com.br

http://www.poetagustavodourado.hpg.ig.com.br

Sites e links de autores do Sindicato dos Escritores

http://www.sindescritores.hpg.ig.com.br


Gustavo Dourado. Bahiano de Recife dos Cardosos-Ibititá (Irecê) -Chapada Diamantina, Gustavo Dourado(Amargedom) .No DF há 32 anos atua/atuou nos movimentos poéticos, ecológicos, populares, estudantis(UnB) , socioculturais.
www.gustavodourado.com.br
http: //cordel.zip.net 
 http://www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm
Site, blog e antologia selecionados pela Unesco.

http://www.eunanet.net/beth/poesias/outros/gustavodourado/gustavo_dourado.htm

ForArma.Men.Terror
Ato.Mi.Calam.Idade
Nu.C.LE.AR.MatAmor
Nuclearma: Matamor
Nuclear, mata, amor
Arma mata,amor...!

Gustavo Dourado

Site Oficial

Cordel de Gustavo Dourado

 

Em busca do Novo Tempo©

 

Gustavo Dourado

 


Alternativa à frente
Uma esfinge, uma quimera...
Construção do novo tempo:
Nova vida, nova era...
Liberação do prazer
Sem medo da Besta - Fera...


Queremos paz e união
Um sistema alternativo
Nosso mundo vivo alegre
Planeta não reativo
A Terra com liberdade
Sem poder radioativo...

 

Todos os Direitos Reservados ao Poeta Gustavo Dourado

Cordel das Bol$a$ Literária$ e outras mamatas...
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Gustavo Dourado


É golpe de todo tipo:
Na internet e no real...
Fantasmagoria literária:
Assombram o textual...
Mamam nas tetas da Viúva:
Nepotismo leiteral...

Tem muita gente sabida:
Surrupiantes do Erário...
Clientelismo, malandragem:
Para além do dicionário...
A maracutaia é surreal:
Corrompe o vocabulário...

Premiam de qualquer jeito:
No emundo da lixeratura...
Doam bolsas do E$tado:
Nem precisa de leitura...
Jogo de cartas marcadas:
Do nascer à sepultura...

Julgam-se iluminados:
Pervertem a comunicação...
Komunicólogos - arrivistas
Chega de descaração....
Os "deputados" literais:
Sugam as mamas da Nação...

Ressucitaram João Grilo:
Macunaima e Cancão...
Pedro Malazartes ataca
No Planalto da Nação...
30 mil dobrões de ouro:
Na lítera-corrupção...

Mais um escândalo literário:
Tem ares de Mensalão...
Sanguessugas sequiosas
Chupam o nosso coração...
Lá na Redação do Céu:
Foi notícia de plantão...

Concursos, prêmios, medalhas:
Perdem credibilidade...
Nem precisa fazer prova:
Ganha-se com facilidade....
Têm malandros premiados:
Nos palácios da cidade...

A velha ação entre amigos:
Julgadores sem moral...
Falta ética, compostura:
Etc e coisa e tal...
A comídia esconde o fato:
Não aparece no journal...

Falcatruas, bandalheiras:
Parecem tudo normal...
Salve São Graciliano:
Façam um pelo sinal...
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Brincam com  nosso dinheiro:
O imposto é escorchante...
Leio Finnegans - Ulisses:
Rosa, Machado e Dante...
O povo quer pão-cultura:
Não ser mais signorante...

Fabricam mi(n)tologias:
Ídolos de pés de barro...
PHdeuses de araque:
Amam caviar e karro...
Júri que nos desengana:
Tão bisonho, tão bizarro...

Será coisa de quadrilha?!:
Prefiro a de São João...
Em Drummond, me inspiro:
Chega de conspiração...
Respeitem a Coisa Pública:
Basta à Corrupção...

30 moedas de ouro:
Judas também ganhou...
Por aqui esse preço:
Muito se multiplicou...
Chafurdam-se na lama podre:
A arte se emporcalhou...

Eu vou mudar de toada:
Pôr a Ética no enredo...
Cultivar a boa Estética:
Esse é um bom segredo...
Ficar de orelha em pé:
Essa gente mete medo...

É preciso ter vergonha:
Para que se enganar?!
Ética e eqüidade:
No processo de julgar...
Que a Justiça prevaleça:
A coisa tem que mudar...

Gustavo Dourado
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Cordel para William Shakespeare para brindar 2008

Cordel para William Shakespeare
Gustavo Dourado

 


Teatro, dramaturgia:
Literatura universal...
Enigmas por toda a vida:
Shakespeare é sem igual
De Stratford para o Mundo:
Transmutação textual...

Poético e dramaturgo:
Em Stratford nasceu...
Filho de John Shakespeare:
Mary Arden o concebeu...
Sir William Shakespeare:
Grande arte floresceu...

Nasceu em próspera família:
Boa posição social...
Ficou pobre, arruinou-se:
Flui consciência vital...
Foi guardador de cavalos:
Fez fortuna no final...

Na King's New School:
Shakespeare foi educado...
Não concluiu os estudos:
Mas teve bom resultado...
Na universidade da vida:
Foi um doutor diplomado...

Ano 1582:
Com Anne Hathaway se casou...
Nasceu a filha Susanna:
Que a Shakespeare encantou...
Gêmeos Judith e Hamnet:
Belo casal procriou...

Abandonou Stratford:
Por motivo controverso..
Foi residir em Londres:
Drama, teatro e verso...
Foi ator e teatrólogo:
Fez arte, verso e reverso...

James Burbage/Globe Theater:
Dramaturgo e ator...
Reescritura de textos:
Narrativa, arte-amor...
Teatro, poesia, sonetos:
Transcendente criautor...

Escritor dramático maior:
No período jacobino...
Demonstrou o seu talento:
Desde os tempos de menino...
Sua arte é um luzeiro:
De brilho diamantino...

Por muitos apreciado:
Nobres e público geral
Reis, rainhas, eruditos:
É magister teatral...
Como ele não se viu:
É criador primordial...

Autor de obra grandiosa:
Seu nome é referencial...
Em teatro, verso e prosa:
O texto é monumental...
Tragédias, peças, comédias:
Contexto lírico - social...

Escreveu 37 peças:
Em alta inventividade...
Criou em diversos gêneros:
Fruiu genialidade...
É um dos mestres da arte:
Nos legou diversidade...

Tragédia Titus Andronicus:
The Two Gentlemen of Verona...
The Taming of the Shrew:
Sua arte se entrona...
The Comedy of  Errors:
A miséria nos detona...

Henrique VI e Ricardo III:
Venus and Adonis, poesia...
The Rape of Lucrece:
«Dark Lady», fantasia...
Love's Labour's Lost:
A Raleigh, com ironia...

Sátira a Walter Raleigh:
Famoso explorador...
O conde de Southampton:
Soube ser seu protetor...
Lord Chamberlain's Men:
Atuação como ator...

Teatro Globe, um marco:
Sonho de Uma Noite de Verão...
O Mercador de Veneza:
O fulgor da criação..
Romeo and Juliet...King John:
Sempre vejo com emoção...

As peças de Falstaff:
The Merry Wives of Windsor
Henry IV... Henry V :
Fluência como autor...
Criação à flor da pele:
Fotografa a nossa dor...

Escreveu as peças líricas
Para Isabel, a pedido?
Sua fama extrapolou
Muito além do Reino Unido...
Sir William Shakespeare:
Foi criador destemido..

Em 1599,
Julius Caesar  escreveu
Much Ado About Nothing:
Logo depois concebeu...
As You Like It:
Cabe aqui no verso meu...

Período das grandes tragédias:
Hamlet, Macbeth, Othello,
King Lear, Timon of Athens:
Leio e me refestelo...
Antony and Cleopatra:
Coriolanus, singelo...

All's Well That Ends Well:
Troilus and Cressida...
Measure for Measure:
Comédias na sua lida...
Cymbeline, The Winter's Tale:
The Tempest em sua vida...

Péricles,  A Tempestade,
Arte de "reconciliação"...
Quase ao final da carreira:
Não perdia a emoção....
Do apogeu isabelino:
Aos tempos de transição...

Colaborou com John Fletcher:
Dúvidas na caminhada...
Escreveu Henrique VIII:
Mais conflitos na jornada...
Two Noble Kinsmen:
Mais uma obra criada...

Li Hamlet e Macbeth:
Otelo, A Tempestade...
Reli Romeu e Julieta:
Senti dramaticidade...
Rei Lear e outros reis:
Leitura com majestade...

Amores e desencontros:
Dúvidas e sofrimento...
Bobagem e sabedoria:
Os desvãos do sentimento...
Universos desvelados:
As dores do pensamento...

Dramas e traições:
Vivência, intensidade...
Crise de valores morais:
Ação, fala, crueldade...
Vidas de tragicomédias:
Espelhos da falsidade...

Família, relacionamentos:
Ética, política, moral...
Solilóquios e metáforas:
Transgressões do hominal...
Desejos, ambições, loucuras:
Shakepeare fenomenal...

Da Natureza humana:
Profundo conhecedor...
Narrativa inspiradora:
É exemplo de escritor...
Pelos séculos afora:
Metamorfose do Amor...

Paradigma literário:
Retrata a condição humana...
Ápice e base da pirâmide
Obra shakesperiana...
Disseca nossos conflitos:
Os mistérios da persona...

Shakepeare se destaca:
Expressa a humanidade...
Sua arte é um primor:
Desperta a criatividade...
Reflete a alma humana:
Pulsa com vitalidade...

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Jornal do Brasil 23/12/2007 Coluna Gilberto Amaral Confraternização dos escritores
A JORNALISTA Maria Félix, os escritores Gustavo Dourado e Stella Rodopoulos, e o
diretor da Biblioteca Nacional de Brasília, professor Antônio Miranda,
na festa de confraternização dos escritores
Poem Hunter Cordel para Ibititá: A Cidade das Pedras...
Cordel para Ibititá: A Cidade das Pedras...
 
 

Cordel para Ibititá: A Cidade das Pedras...



Ibititá é Rochedo:
Sempre em evolução
É a Cidade das Pedras
Que fulgura no Sertão
Uma dádiva de Deus:
Terra do meu coração...

Rochedo de Ibititá
Da mamona: capital
Pedra de Arrecife
Lagedo fenomenal
Na Lagoa de Anísio:
Tomei banho matinal...

Na farmácia de Urbano
O remédio para a cura
Na feira de Ibititá:
Cuscuz, doce e rapadura
Terra do meu pai Ulisses
Que me transmitiu ternura...

Clemente(Padre) e Benigno
Juntos com Martiniano
E José Rufino Dourado
Vieram em primeiro plano
Manoel José de Oliveira:
Foi Paca se não me engano...

Vieram de Macaúbas
Para da terra apossar
Fazenda Lagoa Grande
Ótimo solo pra lavrar
Catu, Padre e o Paca:
A semente a germinar...

Fazenda Rochedo
Foi o nome inicial
Povoado de Rochedo
Foi nome seqüencial
A vila tornou-se cidade:
Ibititá sem igual...

Rochedo de Ibititá
Terra de Martiniano
De Clemente e de Bento
De Ulisses e Urbano
De Josias e Eufrásio
Benigno e Geminiano...


Clemente Marques Dourado
Por Padre era conhecido
Casou-se com Maria Amélia
O fruto foi concebido
Vieram Ápio e Alfredo:
Desse casal destemido...

Rochedo de Reginaldo
Sofia, Gustavo, Durval
Sebastião e Vitória
Antônio e Derival
De Nena e Ana Amélia:
Ibititá magistral...

Reginaldo Cardoso Dourado
Fixou-se no Rochedo
Com Sofia Miranda Machado
Romanceou com enredo
Quatro filhos e uma filha:
Uma família sem medo...

Reginaldo e Sofia
Geraram Sebastião
Durval, Gustavo e Antônio
Vitória é flor do Sertão
Casou-se com tio Anísio:
Dourado em primeira mão...

Gustavo te deu a base
Antônio Cardoso criou
Henrique, Gemi, Durval:
Sebastião te amou
Eufrásio, Arli, Abnaias:
Chiquinho te abençoou...

Gustavo Cardoso Dourado:
Foi o grande precursor
Da antiga Vila Rochedo
Ele foi um benfeitor
Deu estrutura ao lugar:
Foi bom empreendedor...

Sebastião e Ernestina:
Da sagrada união
Nasceu o menino Antônio
Cardoso de coração
Fundador de Ibititá:
Um Rochedo do Sertão...

Sebastião Cardoso Dourado
Casou-se com Ernestina
Antônio Cardoso Dourado
Tem a verve cristalina
Fez do Rochedo...Ibititá:
Urbi da Diamantina...

17/10/1961:
Rochedo vira Município
Lei de nº 1518:
À cidade deu início
Antônio Cardoso Dourado:
Foi líder desde o princípio...

Antônio Cardoso Dourado
Comerciante, agricultor
Criador de Ibititá
Prefeito e vereador
Estruturou a cidade:
Trabalhou com muito amor...

Nos bons tempos de Quelé:
Artur e Manoel Quirino
Catu, Padre e Alfredo
Foi-se o tempo de menino
No açude do Rochedo:
Vi o sol diamantino...

Henrique, Ângelo, Alberto
Ana Flora e Hermano
Altina e Maria Amélia
Carlota e Otaviano
Hermina  e Constança:
Prole de Martiniano...

Lauro, César, Maria, Osvaldo
Domingos Urquiza, Durvalina
Família Marques Dourado
À história se destina
Progrediram Ibititá
Na Chapada Diamantina...

Chiquinho na prefeitura:
Em permanente construção
Concha acústica na praça
Pólo de confecção...
Fez da Cidade das Pedras:
Estrela da Região...

Rochedo de Ibititá
De Recife e Canoão
Feira Nova, Pedra Lisa
Boa Vista e Lagedão
Alto da Cruz e Meios:
Patos e Umbuzeirão...

Dourado, Cardoso, Silva
Marques, Macedo, Oliveira
Machado, Vilela, Bastos
Pimenta, Gomes, Pereira
Castro, Seixas e Martins:
Sem esquecer a Ferreira...

Matos, Santos e Barreto,
Miranda, Gama, Macedo
Alencar, Durães e Alves
Souza, Moitinho, Azevedo
Alcântara, Moura e Lopes:
São famílias do Rochedo...

Batista, Bento, Rodrigues,
Teles, Ramos e Ribeiro,
Aurora, Gama e Cruz,
Silveira, Hayne, Carneiro
Bezerra, Sousa, Batista:
Sem esquecer de Cordeiro...

Benigno, Abílio, Onélia e Baía:
Nena, Quininha e Vitória
Arlinda, Tui e Ninalva
Neusa, Cléo, Adi e Glória
Ester, Leonor, Santa, Elzi:
Ibititá tem História...

Erasmo, Adilson, Dinálio
Tom, Laélio, Lourival
Vespasiano e Osfande
Edésio, Raul, Vital
Sebastião, Etelvina
Ernestina e Dorival...

Jovelina, Zélia, Orlan
Jair, Rogério, Edvaldo
Érita, Valdete e Zélia
Lia, Deda e Deraldo
Bolivar e Canutinho
Didi, Nilton e Everaldo...

Louro e Sinobelino
Ananias e Arnaldo
Emerentino e Astério
Zé Pimenta e Reinaldo
Sidinei e Fransciquinho
Zé Anísio e Carivaldo...

Missivaldo e Ozias
Jozias, Lília, Auzier
Délia, Maura e Mário
Maridete, Ediezer
Gilberto e Valdevi
Uilson e Eliezer...

Lauro Adolfo e Alberto
Magno e Odair José
Arilson, Dé e Ernandes
Vitória, Anísio e Quelé
Abílio, Chico e Daniel:
E nosso Augusto Lelé...

Doda, Peco e Vadim
Adelmo, Lurdes, Jovinha
Messias, Julina, Djalma
Délia, Érita e Dizinha
Ana Flora e Marlene:
Sem esquecer de Joaninha...

Guliherme, James, Hildebrando
Arquimedes, Ademar
Edmilson e Gervásio
Eudaldo, Véi, Denizar
Dário, Osvaldo e Tiago:
Chico bom parlamentar...

Vanderlino e Arturzinho
Mainá, Bemba, Irineu
Trazíbulo, Té, Isaías
Graziela, Ti, Alfeu
Licinho e Florisvaldo
Erenito, Jaci, Dirceu...

Josias e Daniel
Jonas e Napoleão
Francisco e Nicolino
Tolentino e João
Válter, Carlos e Augusto:
Osvaldinho e Magão...

Raul Vilela e Astério:
Ageu, Edésio e Vital
Anísio, Vitória e Lia
Messias e Lourival
Dalila, Dé, Altair
Rosalvo sempre legal...

Saudade do umbuzeiro
De Zupera e Sinhá
Perolina e Mariquinha
De Tiquinha e Naná
Das lagoas e barreiros:
Barrigudinha e Iaiá...

Sou catingueiro da gema
Nasci no Ser...Tao baiano
Recife de Ibititá:
De Ulisses, não me engano...
Na Chapada Diamantina:
No Rochedo de Urbano...

Sou Gustavo Dourado
Trovador de Ibititá
Já cantei na Palestina
E até em Shambalá
No Nepal... na Conchinchina:
E pra lá de Bagdá...

Ulisses e Edelzuíta:
Dourados que têm nobreza
Trouxeram-me a este plano
Com amor, paz e clareza
Deram-me arte e poesia:
Pra cantar a Natureza...

Rua, Gelo e Riacho
Pedras Lisas: Canoão
Em Recife dos Cardosos
Fiz minha transmutação
Rochedo de Ibititá:
Princesinha do Sertão...


Gustavo Dourado
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Gustavo Dourado

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Cordel da Família Dourado Gustavo Dourado


Deus me deu inspiração Para no tempo voltar À Bahia e Portugal Do Sertão ao grande Mar A gênese dos Dourados: Em versos vou relatar...

Família que vem do ouro Das plagas de Portugal Do Porto e Rio Douro Do Celta é original... No Brasil fez bela História E no concerto universal...

É família muito antiga Tem genética lusitana Originou-se dos celtas Tem a vertente hispana A sua maior grandeza: É na boa terra baiana...

Dourados de Antigamente: Estevão, Joana, Miguel Fernão, Lopo e Mariana Pedro, Francisco, Isabel Ruy Dourado e Mateus: E Maria de Samiguel...

Mateus Nunes Dourado Navegador...Garimpeiro Veio da terra de Camões Para o torrão brasileiro Aportou em Salvador: Vindo lá do estrangeiro...

De Salvador da Bahia Foi morar em Jacobina Garimpou pelo Sertão Encontrou ouro na mina Tornou-se rico fazendeiro: Na Chapada Diamantina...

Encantou-se com Joana: Da Família Silva Lemos Nasceu-lhe o filho José Isto é o que sabemos José, pai de João José: Dourado sempre seremos...

Sou Dourado da Bahia Um Dourado recifense Dourado lá do Rochedo Sou Dourado ireceense Dourado de Ibititá: Dourado brasiliense...

Dourados de Irecê: Nossa Terra do Feijão Dourado de Ibititá: Terra do meu coração Em Recife dos Cardosos: Deus me deu a criação...

Ulisses e Edelzuíta: Dourados que tem nobreza Trouxeram-me a este plano Com amor, paz e clareza Deram-me arte e poesia: Pra cantar a Natureza...

A família é numerosa E tem grandiosidade Convivemos todos bem No cultivo da verdade Sempre em busca do amor: De paz e fraternidade...

Fátima, Gleide e Gustavo: Gostam de genealogia Uilson, Toth, Ulisses: Navegam na Poesia Dourados do universo: São genes da alquimia...

Nandes, Vane e Valdo Edenivaldo e Zeni Dourados na irmandade Ouço o canto do coqui Dourado gosta de cuscuz: Feijão, milho e buriti...

Dourado lá do Rochedo Canarana e Lapão Em Recife dos Cardosos Ibititá...Lagedão... João Dourado e América Dourada em meu coração...

Teotônio(s), Alfredo, Terêncio Arlinda, Deda e Reinaldo Mário, Dene e Hermenito Ulisses, José, Reginaldo Bento, Francisco, Gustavo Antônio, João, Edivaldo...

Carlota, Constança, Nena Jovita, Dalila, Messias Celso, Sônia e Elísio, Rogério e Girimias Adalberto e Clemente Felisberto e mil Marias...

Nicolino, Augusto, Jove Sabino, Dário e Durval Exupéria e Arlinda Ana Amélia, Dermeval Adir, Vitória e Santa Querubina e Lourival...

Líbia, Antônia, Judite Maria, Ernesto, Perolina Maria Amélia e Antônia Maridete e Jovelina Em Recife dos Cardosos: Recordo de Eponina...

Urbano, Lauro, Alzira Eurides, Deise, Dagmar Eufrásio e Abnaias Astério e Bolivar Horácio e Manoel Osório, Jonas, Omar...

Josias, Amália, Adelmo, Otaviano, Bernadete Nilton e Stoessel Ninalva e Cleodete Edmilson e Isaías Otacílio e Hildete...

Jaci, Nilva, Juraci Darcy, Neusa e Hermano, Marcelo e Tolentino Arli e Justiniano Clemência, Nair, Vitória: Daniel e Herculano...

Dourado é trabalhador Criativo, condoreiro É família destacada: Aqui e no mundo inteiro Quem tem o nome Dourado: Sabe ser bom garimpeiro...

João José da Silva Dourado: Baluarte...Timoneiro... Dinâmico empreendedor: Agricultor...Garimpeiro Patriarca dos Dourados: Muito rico fazendeiro...

João José trabalhou muito Com esforço enriqueceu Tinha diversas fazendas À família enobresceu... Do tamanho de Sergipe: Muita terra ele nos deu...

Milhares de cabeças de gado À família ele deixou Ouro, minas e fazendas A família bem herdou Homem digno, destemido: Aos Dourados projetou...

De Mateus herdou a fibra De José, a valentia... Era muito respeitado No Estado da Bahia Sua palavra era ouro: Mais que dinheiro valia...

A família cresceu muito No Brasil, no estrangeiro Na Chapada Diamantina: João José foi pioneiro Seu gen se multiplicou: Hoje está no mundo inteiro...

Deu à Família Dourado Riqueza e capacidade Talento e inteligência: O amor pela verdade Coragem e competência: A luta pela liberdade...

Os Dourados se destacam Na arte e na cultura Temos muitos escritores Ases da literatura Artistas de qualidade: Diamantes da leitura...

Lembro Mecenas Dourado Autran, Gustavo, Regina Paulo, Alzira e Pedro Maria, Ana e Cristina No Rio, Brasília e Sampa E na Chapada Diamantina...

Lauro, Adalvo e Júnior Dermi e Americano, Osvaldo, Francisco, Elias Yon, Jackson, Herculano Galvão, Ana e Laurita: Washington e Floriano...

Ângelo, Dene, Waldomiro Zeni, Adolpho e Roldão Guilherme e Adhailton Hermenito e Sebastião Uilson e Amargedom: Que moraram em Lapão...

Vou retornar ao passado Nos idos de antigamente Aristides e Teotônio: (Prefeito era Intendente) Dois destaques de Irecê: Que orgulham nossa gente...

Teotônio, Ineny, Renério Dr. Mário e Deraldo Não se pode esquecer O professor Edivaldo Que é neto de Porcina: Sendo por isso Dourado...

Edivaldo Santos Lopes Sucedeu a Nobelino... Nobelino era justo Generoso e cristalino Era neto de Aristides... Um talento diamantino...

Nobelino foi riquíssimo Um grande trabalhador Criava gado e plantava Tinha frota de trator Seu caminhão carregava: Muito além do Tombador...

Muitos grãos transportava: Milho, mamona e feijão Por Tareco e Gameleira Morro do Chapéu, Lapão Xique-Xique...Ibititá: Recife e Lajedão...

Isaías...Stoessel O grande Lauro Galvão Hermenito foi destaque Teve grande dimensão Um orador afamado: Em qualquer ocasião...

Dourados em todo o Mundo: No Brasil, em Portugal Europa, França, Bahia: Amazonas, Pantanal... Rio, Minas e São Paulo E no Distrito Federal...

Dourado se misturou Com Silva e Oliveira Cardoso, Nunes e Castro Marques, Matos e Pereira Pimenta, Macedo, Bastos Barreto, Sousa e Ferreira...

Dourado se integrou Com Vilela e Carvalho Andrade, Fernandes, Pires, Magalhães, Alves, Barbalho Tavares, Durães, Martins Soares, Lima e Ramalho...

Dirceu, Joabe, Everaldo Orivaldo e Zeferino Erenito e Ernandes Mizael e Nobelino Em Recife dos Cardosos E no Recife do Lino...

Adolfo, Marcos e Joel Davi, Moisés, Salomão Clemente, Martiniano Ester, Jó e Abraão Genésio e Hildebrando Matias e Damião...

Wellington e Israel Edésio e Ernestino Odilon, Eliezer Elvira e Severino Onélia e Maridete Auzier, Emerentino...

Família Dourado é 10: É família de primeira É das maiores famílias Desta terra brasileira Família universal: Luminosa...Candeeira...

Ulisses Marques Dourado: Meu sagrado genitor Homem honesto e íntegro De destacado valor Em Recife dos Cardosos: Cultivou paz e amor...

Edelzuíta de Castro Dourado Minha mãe iluminada Criativa, talentosa... Trabalhadora honrada Foi destaque na Família: Fez gloriosa jornada...

Bento da Silva Dourado Maria Cardoso de Oliveira Rita e Antônio Lourenço Gerendência de primeira Belarmina e João: Exupéria...Rezadeira...

Fazenda Pau de Pilão: É em Tapiramutá De lá veio vovô João Para o sertão de Ibititá Da boa Fazenda Porcos: Na "barriguda" de Iaiá...

João de Oliveira Cardoso Belarmina Seixas Dourado Geraram José, Ana, Perolina Tio Otávio de bom grado Otaviano, Júlio e Maria... De Exupéria...A Poesia: Flui martelo agalopado...

Exupéria e Francisco Deram boa geração Tio Josias e Ulisses Um bom pai e bom irmão Francisca, Amália e Jonas: Um trio de bom coração...

Alfredo Marques Dourado Com Ana Bela se casou Nasceu Ana e Ormezina Francisco se destacou Ana Rita e Durvalina: A família se consagrou...

Foi feliz a união: Nasceu José e Durval Maria Amélia surgiu Em um tempo magistral Não esqueço Daniel: Nosso gen é genial...

Exupério e Ormezina: Dalva, Lurdes, Edgar Abnael e Abderman Abner sempre a amar Relembro Abnaias No Tanque Velho a sonhar...

Augusto e Dona Meire O legado protestante Semente presbiteriana Uma igreja triunfante Os "Augustos" são de Deus: Testemunhas, sempre avante...

Élis, Afonso, Enderlaite Abner, Daniel, Odemar Augusto, Zeri, Hamilton Benjamin bom no beijar Todos filhos excelentes: São doutores para orar...

Augusto de Oliveira Cardoso Foi um crente pioneiro Em Recife dos Cardosos Evangelista primeiro Com Meire Pereira Rios: No caminho verdadeiro...

Élis e tia Francisca: Abdenalva e Leni Daniel e Miriam Augusto e Irani Eudes e Iraíldes: Gente boa é essa aí...

Sou Dourado em Brasília: A Capital Federal Aqui vivo com Maria E faço meu carnaval Yon, Gustavo e Elias: São bons filhos sem igual... --

Gustavo Dourado www.gustavodourado.com.br

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Wikipédia: Castro Alves: Condoreiro do Sertão Gustavo Dourado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Castro Alves: Condoreiro do Sertão

Gustavo Dourado

 

Castro Alves Popular Poeta bem brasileiro Telúrico...Espiritual Libertador altaneiro O Poeta dos Escravos Nosso eterno condoreiro

Bardo sempre iluminado Sol Poeta Menestrel Trovador de alto brado Alquimista...Bacharel Repentista de primeira Foi precursor do Cordel...

Na Fazenda Cabaceiras O grande Poeta nasceu No dia 14 de março A Poesia floresceu Em Mil 800 e 47 O Poeta apareceu...

Cabaceiras do Paraguaçu De Muritiba, freguesia Comarca de Cachoeira No Estado da Bahia Surge Antônio Frederico Transmutador da Poesia

Poeta de boa estirpe Nasceu no Interior Pai: Antônio José Alves Grande médico de valor Clélia Brasília, a mãe Mulher de fibra e amor...

Aos 5 anos de idade A família se mudou Residência em Muritiba... Em São Félix...morou Na famosa Cachoeira Castro Alves...Estudou...

José Peixoto da Silva O primeiro professor O poeta bem infante Sente a essência do calor Recebe do amado mestre A sinergia do Amor...

Em Mil 800 e 54 A família em Salvador Lá na Rua do Rosário Num sobrado encantador Lá morreu Júlia Feital Baleada pelo "amor"...

Mudou para a Rua do Paço Logo no ano seguinte Foi estudar no Sebrão Mui atento bom ouvinte Já gostava de Poesia Da alma: constituinte...

No ano de 58 Vai pro Ginásio Baiano, De Abílio César Borges Asas ao Poeta Cigano Treme a terra...brame o mar: Multiversoteropolitano...

Fixa moradia em Brotas Na Chácara da Boa Vista Castro Alves vive a vida Com a alma de ativista Surgem os primeiros versos Do monumental artista...

Dona Clélia Castro Alves Falece em 59 É grande a emoção O Poeta se comove Grande baque na Família A dor à Poesia sorve...

Em 1860 Mês setembro dia 9 Recita os primeiros versos O Uni Verso se move A estrela da Poesia Pelo céu se loucomove...

Versos ao Doutor Abílio Criativo educador Ás do Ginásio Baiano Seu dinâmico diretor O Barão de Macaúbas Grande Mestre...Professor...

3 de Julho...1861 O Poeta a declamar Poema ao 2 de Julho Sua verve a consagrar O Poeta dos Escravos Poesia a nos libertar...

Dr. Antônio José Alves Busca o amor novamente Maria Ramos Guimarães Para cuidar da semente Antônio e José Antônio Tem Recife pela frente...

Ano 1862... A 25 de Janeiro Parte para o Recife O Poeta condoreiro Na Veneza brasileira Faz-se vate guerrilheiro...

Publica no Jornal do Recife "Destruição de Jerusalém" Versos arrebatadores Uma poesia do além Poeta crítico altaneiro Além do Mal e do Bem...

Surge Eugênia Câmara Teatro Santa Isabel Nasce o vate repentista Vigoroso menestrel O Amor queima a alma Como fogo no papel...

"A Canção do Africano" Publica em " A Primavera" Maio...17... 1863... O Canto de uma Nova Era Poeta abolicionista Construtor da Primavera...

Eugênio Câmara no lance Início de uma paixão O poema "Meu Segredo" Germina do coração Sofre uma hemoptise Sangue que vem do pulmão...

Primeiro ano jurídico Após a morte do irmão "O Futuro" ele redige Em Arte de depuração A Poesia toma forma Na luta da abolição...

"Mocidade e Morte" É poesia de primeira "O Tísico" ele escreve Poesia na dianteira Sofre com o pulmão Dor profunda e verdadeira...

Interrompeu os estudos Volta para Salvador Início de tuberculose Sofre o Poeta do Amor Tem o curso interrompido Nosso vate sedutor...

Ao Recife ele retorna Com o Fagundes Varela Castro Alves condoreiro Poeta de vida bela Apesar do sofrimento Fez poesia para ela...

Logo à lida retornou Ao Recife pra estudar Segundo ano jurídico O Poeta vai cursar Sociedade abolicionista Pra escravidão acabar...

Declamou "O Século" Sessão comemorativa Amante de Idalina Vida sensual...ativa Sofria com a escravidão Da plebe negra cativa...

Cria com Rui Barbosa Núcleo pela abolição Regueira Costa - Plínio Lima Companheiros de ação O Poeta dos Escravos Queria a libertação...

Lança o Jornal A Luz E ilumina o ambiente Com o Tobias Barreto Polemiza no Repente O conflito das idéias Faz germinar a semente...

Compõe "Horas de Martírio" Na cela de um convento Lá fez o seu habitat Transmutou o sentimento Navegante do eterno Luminar de um movimento...

Declamação de "Pedro Ivo" Teatro Santa Isabel Poesia diamantina Do famoso menestrel Castro Alves precursor Do Repente e do Cordel...

Amante de Eugênia Câmara Teatrólogo - tradutor Cultivou a sua dama Com Poesia, fé, fervor Traduziu duas peças Dramaturgo de valor...

Poesia de indignação Divulga em "O Tribuno" Versos "O Povo no Poder" Impressões de um aluno Ativista ator libertário Feito Giordano Bruno...

Conclui o drama Gonzaga Ou a Revolução de Minas No povoado do Barro Poesias cristalinas É nome reconhecido Pelas plagas nordestinas...

Na Rua do Imperador Dirigiu-se à multidão Crítica à arbitrariedade Do Sistema da Opressão Torres Portugal espancado: Protesta a população...

Teatro Santa Isabel: Do Gonzaga fez leitura Círculo de intelectuais Amigos da literatura Artistas e admiradores Castro Alves se estrutura...

Em 1867 Volta para Salvador Deixa de vez o Recife Com Eugênia...Grande Amor Retorna à Boa Terra Bahia de Nosso Senhor...

Se instala na Bahia Tem uma peça aprovada Recital ao 2 de Julho Em cena ovacionada No Teatro São João Tem poesia declamada...

"O Livro e a América" Por Eugênia recitado Em benefício do Grêmio Com sucesso renovado O Poeta Castro Alves Tem seu nome elevado...

Estréia da peça Gonzaga Dia de consagração... O Poeta é carregado Com louvor e devoção Coroado pelo povo Como às da criação...

Apresentações do drama O Poeta é coroado Gonzaga traz-lhe a glória É muito bem representado Castro Alves cria fama É pelo povo respeitado...

Após o drama Gonzaga Dedica-se a escrever "Sub Tegmini Fage" "Os Escravos" a tecer Na bela chácara Boa Vista Vai com Eugênia conviver...

Escreve várias poesias Vai ao Rio de Janeiro Acompanhado por Eugênia Vai cantar noutro terreiro Da Bahia para o Rio Em 8 de Fevereiro...

Na Capital do Brasil Vai a José de Alencar Lê Gonzaga e poemas Ao escritor popular O criador de Iracema Soube bem recomendar...

Diário do Rio de Janeiro Gonzaga: apresentação... A jornalistas e letrados E Notáveis da Nação É consagrado no Rio No calor da emoção...

Alencar recomendou: Foi ouvido por Machado Que leu a peça e poemas E exaltou a nosso bardo Machado de Assis gostou E demonstrou seu agrado...

Castro Alves fez sucesso No Rio foi glorificado Banquete de alto nível Seu nome: homenageado, Por Emílo Zaluar E pelo Poetariado...

"Pesadelo de Humaitá" Recita à multidão Na sacada do Diário Toca a população O Poeta Castro Alves Alquimista da Paixão...

Levou o Povo ao delírio Despertou o sentimento Coração de estudante Alma em vôo no firmamento Militante da Poiesis Nas ondas do movimento .

Viaja para São Paulo Com Eugênia e Rui Barbosa Terceiro ano jurídico Muita poesia e glosa Sabia o segredo do verso E o mistério da Rosa...

"O Livro e a América" Recita em congraçamento Sua estréia em São Paulo No calor do movimento Arquivo jurídico e literário Promoveu o seu talento...

No Teatro São José Triunfa em declamação Segundo Joaquim Nabuco Testemunha da ação Sua "Ode ao 2 de Julho" Recebeu aclamação...

Com o poema "Pedro Ivo" Exalta a abolição Prenuncia a República Com fervor no coração Na Paulicéia Desvairada Faz sua Revôolução...

Discurso a José Bonifácio Recita "O Navio Negreiro" Triunfa em sessão magna Com ares de condoreiro Prega contra a escravidão Pede o fim do cativeiro...

Gonzaga faz sucesso No Teatro São José Poeta glorificado Escritor de muita fé Castro Alves luminoso Na Boa Terra do Café...

Nos seus atos escolares O poeta foi aprovado Sucesso com a Poesia Na Escola, respeitado Reconhecido pelo Povo Que gostava de seu brado...

No dia 11 de Novembro Um fato desagradável Dizem que numa caçada Um tiro foi disparado Com uma bala na perna Foi ferido o grande bardo.. .

É um fato muito estranho Que não dá pra entender Foi um ato complicado Não dá pra compreender É um fato muito estranho Que não dá pra entender Foi um ato complicado Não dá pra compreender É uma história esquisita Que é preciso esclarecer...

No Quarto Ano jurídico Começa a estudar Com o problema no pé Agrava a dor pulmonar Tem a saúde agravada E não pode mais estudar...

Tem a saúde abalada Vai pro Rio de Janeiro Luís Cornélio dos Santos Recebe o vate condoreiro Começa o sofrimento Do gigante brasileiro ...

Teve um pé amputado Na mesa de operação Não pôde ser anestesiado Muita dor e emoção Para dominar os nervos Gracejou seu coração...

"Corte-o, doutor"... O Poeta proferiu "Terei menos matéria" Castro Alves só sorriu Mesmo com a imensa dor O Poeta não desistiu...

Teatro Fênix Dramática Com Eugênia... encontrou Uma ano de ruptura No período completou Despediu-se de Eugênia Deu "Adeus " e embarcou...

Foi embora pra Bahia Terra de São Salvador Segue para Curralinho Nas Terras do Interior Depois em Itaberaba Reconquista o Amor...

No sertão renasce o vate Vive um sonho cristalino No amor...o platonismo No sertão diamantino Sonha com a bela Nídia Novo amor em seu destino...

Seis meses no Sertão Na Chapada Diamantina Fazenda Santa Isabel Terra de Gente Fina Retorna a Salvador Pra mudar sua rotina...

No retorno a Salvador Encontra admiradores... Cachoeira de Paulo Afonso Declamação com fervores O Poeta dos Escravos Com versos libertadores...

Lança Espumas Flutuantes Expressão do Sentimento Obra-Prima de Um Mestre Gênio de um Movimento Estrela do Romantismo De Social Pensamento...

Agnèse Trinci Murri Uma nova inspiração Sente-se arrebatado No enlevo da emoção Com a poesia "A Violeta" Transparece a paixão...

Declama pela última vez No dia 10 de Fevereiro É o último ato público Do romântico brasileiro Nossa expressão maior Vate...eterno condoreiro...

Na noite de São João Agravou o seu sofrimento Sangrou com o Mal do Século Na alma, o padecimento Expirou em 6 de Julho E voou pro firmamento...

Castro Alves é exemplo Para o povo brasileiro Amante da Utopia Realista...Guerrilheiro Cantador da Primavera Nosso Poeta primeiro...

Gustavo Dourado www.gustavodourado.com.br www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm http://cordel.zip.netTexto em itálicoMedia:Example.ogg

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Usu%C3%A1rio:Gustavodourado"
Wikipédia Cordel: do sertão à contemporaneidade... Gustavo Dourado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Usu%C3%A1rio:Francisco_Gustavo_de_Castro_Dourado 

Cordel: do sertão à contemporaneidade...

Gustavo Dourado

Os Doze Pares de França, O Pavão Misterioso, Juvenal e o Dragão, Donzela Teodora, Imperatriz Porcina, Princesa Magalona, Roberto do Diabo, Côco Verde e Melancia, João de Calais, Viagem a São Saruê...São livros do povo(sob o ponto de vista do mestre Luís da Câmara Cascudo e deste poeta cordelista). Essências da Literatura de Cordel.Fontes da Poesia Popular do Nordeste do Brasil.

Origens do Cordel

Cordel. Vem de corda, cordão, cordial, coração. Os folhetos eram expostos em cordões nas feiras, praças e mercados e adquiridos pelos leitores e aficcionados. Literatura de cordel, poesia de cordel, romance, folheto(s), "folhas volantes" ou "folhas soltas","littèratue de colportage","cocks" ou "catchpennies", "broadsiddes", "hojas" e "corridos". São nomes que a poesia popular recebeu ao longo do tempo, na Europa e nos países latino-americanos. O cordel apresenta-se em narrativas tradicionais e fatos circunstanciais, em folhetos de época ou "acontecidos". As origens da literatura de cordel estão na Europa Medieval. Tem as suas bases na França(Provença), do século XII e posteriormente na Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra. Chegou ao Brasil Colônia com os portugueses, depois incorporou a poesia indígena, a poética do negro e ganhou um ritmo sertanejo-tropical.

A polêmica e complexidade dos ciclos temáticos.

Os principais temas e ciclos do cordel(minha classificação) abordam vários assuntos: religiosidade, costumes, romances, história, heroísmo(heróico, façanhas), cavalaria(vaqueiros, bois, cavalos, animais), valores, moral e ética, atualidades, circunstâncias, fatos e acontecidos, fantasias(fantástico, maravilhoso), biografias e personalidades, poder, estado e governo, política e corrupção, exemplos, intempéries da natureza (secas, inundações, terremotos etc), crimes, cangaço, valentia, coronelismo, banditismo e jagunçagem, Lampião, Antônio Silvino, Corisco, Padre Cícero, Getúlio Vargas, Antônio Conselheiro, Internet, televisão e tecnologia, crítica e sátira, humor, obscenidade, putaria e sacanagem(pornocordel), terrorismo, guerras, modernidade e contemporaneidade, entre outros etc.

Classificação dos ciclos temáticos do cordel, por Ariano Suassuna:

1) "Ciclo heróico, trágico e épico; 2) Ciclo do fantástico e do maravilhoso; 3) Ciclo religioso e de moralidades; 4) Ciclo cômico, satírico e picaresco; 5) Ciclo histórico e circunstancial; 6) Ciclo de amor e de fidelidade; 7) Ciclo erótico e obsceno; 8) Ciclo político e social; 9) Ciclo de pelejas e desafios." As origens da literatura de cordel estão na Europa Medieval.Tem as suas bases na França do século XII e posteriormente na Espanha, Portugal,Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra.Chegou ao Brasil com os portugueses, depois incorporou a poesia indígena e a poética do negro e ganhou um ritmo sertânico e tropical. A Literatura de Cordel, mais que centenária no Brasil(ultrapassou cem mil títulos publicados, segundo Joseph Luyten), tem suas origens ocidentais e pré-medievais, no universo poético medieval de Provença, França, com os trovadores albigens (com destaque para Arnaud Daniel, Bertran de Born, Guiraut de Bornelh e Rimbaud Daurenga). http://pt.wikipedia.org/wiki/Proven%C3%A7al Entre os trovadores portugueses, precursores da Literatura de Cordel e do Repente, vêm-me à memória Martim Soares e Paio Soares de Taiverós, além dos célebres reis-trovadores Dom Diniz e Dom Duarte. As influências sobre o cordel e a poesia popular contemporânea são multidiversas: desde a poesia mesopotâmica árabe-fenício-semítica, mediterrânea, hindu e persa, à poética egípcio - caldaica – hebréia – greco - latina e afro - indígena...Não se pode esquecer a influência bíblica(Salmos de Davi, Provérbios de Salomão, Cântico dos Cânticos, Apocalipse) e dos grandes livros religiosos e de seus cânticos de todos os tempos. Os chineses e indianos devem ter tido significativa influência nas origens e desenvilvimento da poesia popular, por sua antiguidade e por tantos escritos primordiais como os Vedas, Gita, Upanishades, Mahabarata, Ramayana, I Ching, o Zen e o Tão – Te - King, via Confúcio, Lao-Tse, Buda, Krishna, Rama e outros sábios do velho e mágico Oriente, tão incompreendido pela cultura ocidental. A Poesia de Cordel demonstra a sua força e pujança na expressão ibero-lusitana - afro - brasilíndia e galego - castelã...Sem esquecer da verve provençal e italiana(latina). Os romanos com suas epopéias fecundaram a semente da poesia ocidental, herdada dos gregos, etruscos, celtas, normandos, nórdicos e dos povos bárbaros da antiga Europa, Ásia e África. Foi nesse espaço mitológico que surgiu a poética mágica de Dante e a verve criativa do mestre Leonardo da Vinci e dos grandes artistas italianos. Entretanto, foi na Espanha de Cervantes(Quixote) e em Portugal de Pessoa, Camões e Gil Vicente, que a poesia de cordel ganhou feição popular e postura lítero-poética. É na poesia cavalheiresca e trovadoresca que o cordel se inspira e alimenta-se de forma criativa, principalmente a partir dos Doze Pares da França, das gestas e epopéias, dos bardos, dos Templários, da Távola Redonda do Rei Arthur, de El Cid, O Campeador, dos cavaleiros e cruzadas e da obra monumental de Camões e Cervantes, ambos influenciados por Dante Alighieri e por toda a tradição oral greco-latina-ibero-lusitana. Os reis trovadores Dom Diniz e Dom Duarte foram nossos eruditos precursores portugueses e alicerces para a futura Literatura de Cordel nos países de língua portuguesa, principalmente no Nordeste do Brasil, a partir de Salvador-Bahia, dos portos marítimos e do Rio São Francisco. Não se pode esquecer o papel dos bandeirantes, dos jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, do negro, dos orixás, do índio, caboclos, mameloucos, cafusos, mulatos, do boi, dos garimpeiros, vaqueiros e tropeiros, disseminadores de costumes, falas e dialetos pelo vasto Sertão da poesia universal. A Literatura de Cordel foi enriquecida pela criatividade e maestria de Gil Vicente, Camões, Rabelais, Gregório de Matos, Bocaje, Castro Alves, Gonçalves Dias, Cervantes, José de Alencar, Tobias Barreto, Catulo da Paixão Cearense, Juvenal Galeno, Ascenso Ferreira, além da contribuição incomensurável dos trovadores provençais e de tantos outros nomes de destaque na senda literária. O cordel ganhou o mundo por meio do estudo, pesquisa e divulgação de mestres, amantes e pesquisadores da cultura popular: Leonardo Mota, Luís da Câmara Cascudo, Manuel Diégues Jr, Ariano Suassuna, Rodrigues de Carvalho, Gustavo Barroso, Átila de Almeida, José Alves Sobrinho, Manoel Florentino Duarte, Jorge Amado, Glauber Rocha, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, José Américo de Almeida, Mário de Andrade, Sebastião Nunes Batista, Veríssimo de Melo, Sílvio Romero, Tobias Barreto, Vicente Salles, Alceu Maynard, M. Cavalcânti Proença, Roberto C. Benjamin, Carlos Alberto Azevedo, Hernâni Donato, Liedo Maranhão de Souza, Téo Azevedo, Orígenes Lessa, Mário Lago, Américo Pellegrini Filho, Jerusa Pires Ferreira, Teófilo Braga, Sebastião Vila Nova, Ruth Brito Lemos, Gilmar de Carvalho, Fausto Neto, Raymond Cantel, Joseph Luyten, Mark Curran, Paul Zumthor, Candace Slater, Ria Lemaire, Silvie Raynal, Silvie Debs, Martine Kunz, Ronald Daus, Silvano Peloso, Zé Ramalho, Rogaciano Leite, Ribamar Lopes, José Erivan Bezerra de Oliveira, J. de Figueiredo Filho, Eduardo Diatahy de Menzes, Francisca Neuma Fechine Borges, Antônio Augusto Arantes, Ruth Brito, Maria de Fátima Coutinho, Rodrigo Apolinário, Maria Edileuza Borges, Alda Maria Siqueira Campos, Alícia Mitika Koshiyama, Maristela Barbosa de Mendonça, Mª José F. Londres, Patrícia Araújo e tantos outros destaques do mundo culturaliterário. Renomados criadores da arte e da literatura brasileira foram influenciados pela literatura de cordel. Saliento os principais: Ariano Suassuna, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, Dias Gomes, João Ubaldo Ribeiro, Orígenes Lessa, Cora Coralina, Carlos Drummond de Andrade e tantos outros artistas significativos. Na música, além de Villa-Lobos, a presença do cordel é marcante em Luiz Gonzaga, Elomar, Zé Ramalho, Raul Seixas, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Ednardo, Xangai, Fagner, Elba Ramalho, Zeca Baleiro, Lenine, Chico Science, Chico César, Amelhinha, Juraíldes da Luz, Chico Buarque, Geraldo Vandré, Cartola, João do Vale, Jackson do Pandeiro, Jorge Mautner, Tom Zé, Dominguinhos, Clodo, Climério e Clésio(Os Irmãos Ferreira do São Piauí e de Brasília), Sivuca, Zé Gonzaga, Marinês, Hemeto Paschoal, Pixinguinha, Noel Rosa, Ary Barroso, Vital Farias, Diana Pequeno, Roberto Correia, Nando Cordel, Cordel do Fogo Encantado, Jorge Antunes, Genésio Tocantins, Beirão, Torquato Neto, Capinan, Pessoal do Ceará, Gilberto Gil, Maria Betânia, Vinícius de Moraes e Caetano Veloso. Só para lembrar alguns nomes expressivos. A lista é quilométrica. Convém ressaltar figuras de destaque, mistura de cordelistas e cantadores como o lendário "Zé Limeira", fabuloso e fantástico Poeta do Absurdo, de Orlando Tejo e o inesquecível mestre Patativa do Assaré, da Triste Partida e tantas chegadas... Há ainda os semeadores Ugolino de Sabugi(primeiro cantador que se conhece), Nicandro Nunes da Costa), Silvino Pirauá, Germano da Lagoa, Romano de Mãe D´Água, Cego Aderaldo, Cego Oliveira, Zé da Luz, Fabião das Queimadas, Zé de Duquinha, Caraíba de Irecê, Otacílio e Lourival Batista, Ivanido Vilanova, Pinto do Monteiro, Pedro Bandeira, Raimundo Santa Helena, Oliveira de Panelas, Azulão, Franklin Machado Nordestino e Cuíca de Santo Amaro. São símbolos que me vem de repente à memória. Não posso esquecer de figuras mí(s)ticas do universo do cordel: Lampião, Maria Bonita, Corisco, Antônio Silvino, Jesuíno Brilhante, Quelé do Pajeú, Lucas de Feira, Sinhô Pereira, Antônio das Mortes, os dragões da maldade, os santos guerreiros, beatos, jagunços, coronéis, cabras da peste, personagens glauberianos e cinematográficos... No Brasil, o cordel ganhou estatura poética no Nordeste do Brasil, pelas bandas do Polígono das Secas, do Sertão do Cariri, dos Inhamuns, do Pajeú, Serra de Santana, Serra da Laranjeira, Serra do Teixeira, Campina Grande, João Pessoa, Caruaru, Juazeiro do Norte, Crato, Crateús, Limoeiro, Recife/Olinda, Fortaleza, Salvador, Serra Talhada, Cabrobó, São José do Egito, Patos, Piancó, Umbuzeiro, Penedo, Aracaju, Oeiras, Picos, Imperatriz, Pedreiras, Catolé do Rocha, Bezerros, Surubim, Mossoró, Caicó, Paulo Afonso, Feira de Santana, Juazeiro, Petrolina, Irecê/Jacobina, Barra, Morro do Chapéu, Bom Jesus da Lapa, Maceió, Natal, São Luís, Terezina, Parnaíba, Belém, Cidades do Rio São Francisco;Ilhéus, Itabuna, Canindé, Arapiraca,Palmeira dos Índios, Ingazeira, Quebrângulo, Ipirá, Irará, Canudos, Monte Santo, Jequié, Vitória da Conquista, Ibititá, Canarana, Lapão, Recife dos Cardosos, Chapada Diamantina, Chapada do Apodi, Serra da Borborema, Chapada do Corisco, Pirapora, Anápolis, Montes Claros, Rio, São Paulo, Brasília/Ceilândia/Taguatinga/Gama e pela vastidão das metrópoles, dos campos, fazendas, roças, lugarejos, povoados, arraiais, arrabaldes, vilas, vielas, pés de serra e cidadelas da caatinga e do agreste. Francisco Chagas Batista publicou um folheto, no ano de 1902, em Campina Grande, que está catalogado na Casa de Rui Barbosa - no Rio de Janeiro. É registrado como o primeiro folheto de cordel brasileiro publicado. Muito outros anteriores, se perderam na poeira do tempo. Por muitos desses caminhos andaram e foram lidos os vates - poetas fenomenais: O condoreiro Antônio Frederico de Castro Alves (uma espécie de precursor do cordel erudito e do repente), Silvino Pirauá de Lima( o introdutor do folheto de cordel no Brasil, segundo Luís da Câmara Cascudo), Agostinho Nunes da Costa(um dos pais da poesia popular no Nordeste), Leandro Gomes de Barros(um dos principais cordelistas de todos os tempos, pioneiro-mor, publicou centenas de folhetos), Ugolino de Sabugi(primeiro cantador), Francisco Chagas Batista, Nicandro Nunes da Costa), Germano da Lagoa, Romano de Mãe D´Água, Manoel Caetano, Manoel Cabeleira, João Benedito, José Duda, Antônio da Cruz, Joaquim Sem Fim, Manuel Vieira do Paraíso, Romano Elias da Paz, Manoel Tomás de Assis, José Adão Filho, Lindolfo Mesquita, Arinos de Belém, Antônio Apolinário de Souza, Laurindo Gomes Maciel, Rodolfo Coelho Cavalcante, Francisco Sales Areda, Manoel Camilo dos Santos, Minelvino Francisco da Silva, Caetano Cosme da Silva, Expedito Sebastião da Silva, João Melquíades Ferreira da Silva, José Camelo de Rezende, Joaquim Batista de Sena, Gonçalo Ferreira da Silva, Teodoro Ferraz da Câmara, José Albano, João Ferreira de Lima, José Pacheco, Severino Gonçalves de Oliveira, Galdino Silva, João de Cristo Rei, Antônio Batista, José Alves Sobrinho, Manuel Pereira Sobrinho, Antônio Eugênio da Silva, Severino Ferreira, Augusto Laurindo Alves(Cotinguiba), Moisés Matias de Moura, Pacífico Pacato Cordeiro Manso, José Bernardo da Silva, Cuíca de Santo Amaro, João Martins de Athaide, José Costa Leite, Antônio Teodoro dos Santos, José Cavalcante Ferreira(Dila), Francisco Gustavo de Castro Dourado, Manoel Monteiro, Abraão Batista, J.Borges, Zé da Luz, Arievaldo e Klévisson Viana, Zé Soares, Zé Pacheco, João Lucas Evangelista, Amargedom, Joăo de Barros, Zé de Duquinha, Carolino Leobas, Elias Carvalho, Zé Maria de Fortaleza, Audifax Rios, Adalto Alcântara Monteiro, Cunha Neto, Francisco Queiroz, Ary Fausto Maia, Toni de Lima, Bráulio Tavares, Téo Azevedo, Stênio Diniz, Josealdo Rodrigues, Antônio Lucena, Geraldo Gonçalves de Alencar, Hélvia Callou, Edmilson Santini, Eugênio Dantas de Medeiros, Jomaci e Jandhuir Dantas, Francisco de Assis, Paulo de Tarso, Francisco Morojó, Olágário Fernandes, Zé Antônio, Pedro Américo de Farias, Marcelo Soares, Jair Moraes, João Pedro Neto, Guiapuan Vieira, Vânia Freitas e diversos nomes recorrentes no fantástico cosmos cordelista. Poetas significativos do passado e da atualidade, entre tantos baluartes da Poesia Popular e do Romanceiro do Cordel.

Cordelistas da Internet.

Almir Alves Filho, Anízio Guimarães, Benedito Generoso da Costa, Daniel Fiuza, Domingos Medeiros, Francisco Egídio Aires Campos(Mestre Egídio), Guaipuan Vieira, F.G C.Dourado, Jesssier Quirino, Jandhuir Dantas, José de Souza Dantas, Lenísio Bragante de Araújo, Rubênio Marcelo.(Todos os últimos citados são publicados constantemente na Internet). Divulgam seus trabalhos nas páginas da Web com relativa freqüencia e constantes atualizações. O cordel tem presença marcante no mundo virtual. Além de centenas de cordelistas que divulgam os seus trabalhos na Internet. Temos até a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro e seleto quadro de acadêmicos de boa qualidade. Entre os principais sites que divulgam o cordel Há pouco surgiu um dos melhores sites sobre o Cordel na Internet: O Cordel Campina, coordenado por Rodrigo Apolinário, lá em Campina Grande, nossa Meca sertaneja da poesia popular e berço de célebres poetas e cantadores repentistas. http://www.cordelcampina.cgonline.com.br O cordel continua e sobrevive, apesar das idiossincrasias, intempéries e dificuldades e das antropofagias da Indústria cultural midiática e globalizante... São imprescindíveis a divulgação na mídia, a distribuição eficiente, a abertura de espaços e fóruns de discussão e de publicação de textos de cordel, de autores tradicionais e contemporâneos, para dinamização do movimento da Poesia Popular Universal...A Internet é um espaço primordial e dinamizador de nossa literatura popular. Se quiser conhecer um pouco sobre a poesia popular e apreciar a minha criação em cordel, visite: www.gustavodourado.com.br/cordel.htm www.gustavodourado.com.br/patriciaaraujo.htm www.gustavodourado.com.br/CordelnaInternet.htm http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id_usuario=32 http://www.gargantadaserpente.com/cordel/ www.triplov.com/poesia/gustavo_dourado/ www.vaniadiniz.pro.br/realese_gustavo_dourado.htm www.saladepoetas.eti.br/efigenia/amigos_homens/dourado.htm www.viafanzine.yan.com.br/cordel.htm www.se.df.gov.br/gcs/file.asp?id=3744 www.gustavodourado.com.br/Cordel%20e%20cinema.htm www.abrali.com/020cordel/014008gustavo_dourado/014008cordel_index_gustavo_dourado.html http://cordel.zip.net Veja também: http://www.cordelcampina.cgonline.com.br/index_2.htm http://www.ablc.com.br/ www.ablc.com.br/cordeldavez/cordeldavez.htm http://www.secrel.com.br/jpoesia/cordel.html www.camarabrasileira.com/cordel.htm www.gustavodourado.com.br/cordelinks.htm www.observatorio.unesco.org.br/comum/view=noticia&cod=731

Wikipédia A magia do cordel Por Gustavo Dourado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Usu%C3%A1rio:Dourado
 
A magia do cordel

Por Gustavo Dourado


A Literatura de Cordel, mais que centenária no Brasil, tem suas origens ocidentais e pré-medievais no universo poético de Provença, França, com os trovadores albigens(com destaque para Arnaud Daniel e Rimbaud Daurenga). As influências são multidiversas:desde a poesia árabe-semítica, mediterrânea, hindu e persa à poética egípcio-hebréia- greco-latina e afro - indígena tupiniquim... Entretanto, a Poesia de Cordel tem a sua força na expressão ibero-lusitana -brasilíndia e galego-castelã...Sem esquecer da verve provençal. Foi na Espanha de Cervantes e em Portugal de Camões e Gil Vicente , que a poesia de cordel ganhou feição e postura literária. É na poesia cavalheiresca e trovadoresca que o cordel se inspira e alimenta-se de forma pungente e pujante, principalmente a partir dos 12 pares da França, das gestas e epopéias, dos Templários, da Távola Redonda do Rei Arthur, de El Cid, O Campeador, dos cavaleiros e Cruzadas e da obra monumental de Camões e Cervantes, ambos influenciados por Dante Alighieri. Os reis trovadores Dom Diniz e Dom Duarte foram nossos precursores ibéricos e alicerces para a futura Literatura de Cordel nos países de língua portuguesa. A Literatura de Cordel foi enriquecida pela criatividade e maestria de Gil Vicente, Camões, Gregório de Matos, Bocaje, Castro Alves, Rabelais, Cervantes, Catulo da Paixão Cearense, Juvenal Galeno, Ascenso Ferreira e dos mestres e pesquisadores da cultura popular: Leonardo Mota, Luiz da Câmara Cascudo, Ariano Suassuna, Jorge Amado, Glauber Rocha, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, José Américo de Almeida, Sebastião Nunes Batista, Sílvio Romero, Cavalcanti Proença,Vicente Salles, Téo Azevedo, Orígenes Lessa, Mário Lago, Jerusa Pires Ferreira, Joseph Luyten, Mark Curran, Silvie Raynal, Raymond Cantel, Zé Ramalho, Rogaciano Leite e tantos outros nomes de destaque. No Brasil, o cordel ganhou estatura poética no Nordeste do Brasil, pelas bandas do Sertão do Cariri, do Pajeú, da Serra do Teixeira, Campina Grande, João Pessoa, Caruaru, Juazeiro do Norte, Crato, Recife, Fortaleza, Salvador, Serra Talhada, Mossoró, Caicó, Paulo Afonso, Feira de Santana, Juazeiro, Petrolina, Irecê, Chapada do Apodi, Serra da Borborema, Chapada Diamantina, Rio, São Paulo, Brasília e pela vastidão dos lugarejos, povoados, arraiais, vilas e cidadelas da caatinga e do agreste, com os vates - poetas Leandro Gomes de Barros, Rodolfo Coelho Cavalcante, Francisco Chagas Batista, Francisco Sales Areda, Manoel Camilo dos Santos, Minelvino Francisco da Silva, Caetano Cosme da Silva, João Melquíades Ferreira da Silva, José Camelo de Rezende,Teodoro Ferraz da Câmara, João Ferereira de Lima, José Pacheco, Severino Gonçalves de Oliveira, Galdino Silva, João de Cristo Rei, João Ferreira de Lima, Antônio Batista, Laurindo Gomes Maciel, Manuel Pereira Sobrinho, Antônio Eugênio da Silva, Augusto Laurindo Alves( Cotinguiba), Moisés Matias de Moura, Pacífico Pacato Cordeiro Manso, José Bernardo da Silva, Cuíca de Santo Amaro e João Martins de Athaide, Francisco Gustavo de Castro Dourado( Amargedom), João Lucas Evangelista, Zé de Duquinha, Audifax Rios, Bráulio Tavares e Rubênio Marcelo e nomes que são destaque no cenário da Internet: Almir Alves Filho, Anízio Guimarães, Benedito Generoso da Costa, Daniel Fiuza, Domingos Oliveira Medeiros, Francisco Egídio Aires Campos(Mestre Egídio), Guaipuan Vieira, José de Souza Dantas, Lenísio Bragante de Araújo.(Todos os últimos citados são colaboradores da Abrali - Academia Brasileira de Literatura), entre outros nomes significativos do passado e da atualidade, entre tantos baluartes da Poesia Popular e do Romanceiro do Cordel... Convém ressaltar figuras de destaque, mistura de cordelistas e cantadores como Zé Limeira, lendário Poeta do Absurdo, de Orlando Tejo e Patativa do Assaré, da Triste Partida, Zé da Luz, Raimundo Santa Helena, Azulão e Franklin Machado Nordestino. Além de centenas de cordelistas que divulgam os seus trabalhos na Internet. Temos até a Academia Brasileira de Literatura de Cordel. O cordel continua e sobrevive(com seus diversos ciclos), apesar das idiossincrasias, intempéries e dificuldades e das antropofagias da Indústria cultural midiática e globalizante...A linguagem tradicional sobrevive nas ondas da Web. É imprescindível a abertura de espaços e fóruns de discussão e de publicação de textos de cordel, de autores tradicionais e contemporâneos, para dinamizar o movimento da Poesia Popular..A Internet é um espaço primordial... Caso queirar conhecer e apreciar um pouco mais sobre cordel, visite:

www.gustavodourado.com.br/cordel.htm Gustavo Dourado. Bahiano de Recife dos Cardosos - Ibititá (Irecê)-Chapada Diamantina, Gustavo Dourado(Amargedom).No DF: há 30 anos atua/atuou nos movimentos poéticos, ecológicos, populares, estudantis(UnB), socioculturais. www.gustavodourado.com.br www.gustavodourado.ebooknet.com.br http://cordel.zip.net Site, blog e antologia selecionados pela Unesco

CineCordel: Cordel, Cangaço e Cinema...Gustavo Dourado
CineCordel: Cordel, Cangaço e Cinema...
 
  CineCordel: Cordel, Cangaço e Cinema...

Para Sylvie Debs, Tânia Quaresma,
Maria do Rosário Caetano,
Carlos Del Pino,
Kydelmir Dantas,
Gustavo Fontele Dourado e Vladimir Carvalho...

Por Gustavo Dourado



Vou do Cordel ao Cinema:
Do Cinema ao Cordel...
Cangaceiro...Repentista:
Língua...Torre de Babel...
Glauber e o Cinema Novo:
Nos versos do menestrel...

Glauber Rocha fez a síntese:
Transposição da linguagem...
Cinemagia sertânica:
Cosmo.visão da imagem...
Deus e o diabo nas telas:
Além da Terceira Margem...

Sertão em metamorfoses
O Cabeleira...O Cangaceiro...
Vi 'O Dragão da Maldade
Contra o Santo Guerreiro'...
Três Cabras de Lampião:
No cinema brasileiro...

Cangaço - A Lei do Sertão:
O Homem que matou Corisco...
Eterna luta pela terra:
O Estado, a dor, o fisco...
Presença do Lobisomem:
Severino, Zé, Francisco...

Lampião - O Rei do Cangaço:
Fez Benjamin Abrahão...
Rufino - Antônio das Mortes:
O conflito no Sertão...
Corisco, Quelé, Silvino:
Caatinga em ebulição...

O massacre em Angicos:
O bando envenenado...
Bezerra e Zé Rufino:
Crime a serviço do Estado...
Antônio Pernambucano:
E Riverão fuzilado...

A Morte comanda o Cangaço:
Nordestern brasileiro...
Proezas de Satanás:
Paulo Gill, tiro certeiro...
Entre o amor e o cangaço:
Terra em Transe no estrangeiro...

Linduarte...Vladimir
Saraceni...Arraial...
Cabeças Cortadas na tela:
Concepção genial...
Cinema Novo - Galáxia:
Transmutação cultural...

O Pagador de Promessas:
O Homem que virou suco...
De parabellum na mão:
Punhal, faca e trabuco...
Cacá, Walter Lima Jr:
Bahia, Rio, Pernambuco...

Leon, Nélson e Joaquim:
Luís Sérgio e Carneiro...
Glauber na linha de frente:
Do cinema brasileiro...
Antropofagia plena:
Cinema novo, guerreiro...

Brinquedo Popular do Nordeste:
Pedro Jorge nos faz brincar...
O Pagador de Promessas:
O cordel está no ar...
Cuíca de Santo Amaro:
A história a registrar...

Nordeste: Cordel, Repente, Canção:
Tânia Quaresma-arte popular...
Um Vaqueiro Voador:
No Planalto a navegar...
No País de São Saruê:
Vladimir nos faz pensar...

Catulo da Paixão Cearense:
O sertão no pensamento...
Cascudo e João Cabral:
Severina-se o sentimento...
Nísia e Josué de Castro:
Paulo Freire em movimento...

Morte e Vida Severina:
Távora em O Cabeleira...
José Américo de Almeida:
Romance A Bagaceira...
Retorno ao nosso passado:
Com Gregório, Rui, Vieira...

Gonzaga e Patativa:
Ariano e Alencar...
Jorge de Lima, Zé Lins:
Leandro sempre a rimar...
No Cinema do Cordel:
Aqui vou Aruandar...

Marcelo Coelho, Paulo Caldas:
Lima Barreto em ação...
Massaini...Zé Humberto:
Macunaíma e Cancão...
João Grilo na malandragem:
Mestre Ariano no Sertão...

Euclides, Rosa, Graciliano:
Mário, Nélson e Raquel...
Walter Salles, Rosemberg:
Central, cangaço, cordel...
Vidas Secas no Sertão:
As Veredas de Babel...

Virgolino Ferreira da Sliva:
Do cangaço, imperador...
Eterno Rei do Sertão:
Foi um vate criador...
Virou lenda, criou fama:
Nos versos do cantador...

Jesúino Brilhante relampejou:
Trovejou o Cabeleira...
Tiros de Pilão Deitado:
Ecos de Lucas de Feira...
Vi Adolfo Meia Noite:
Em Afogados do Ingazeira...

Lucas Evangelista, José Gomes:
Bravo Antônio Silvino...
Sebastião Pereira da Silva:
Sinhô Pereira, Severino...
Cangaço, Cordel, Cinema:
No sangue do nordestino...

Menino de Engenho, O Auto do Sertão
Vi Milagre em Juazeiro...
Coronel Delmiro Gouveia:
Jornal do Sertão ligeiro
Tieta do Brasil, Viramundo:
O cordel se fez luzeiro....

Mandacaru Vermelho, Prova de Fogo:
Filho sem Mãe, Sangue de Irmão...
O Primo do Cangaceiro:
O Lamparina na escuridão...
Entre o Amor e o Cangaço:
Cangaceiros de Lampião...

Nordeste Sangrento, Riacho de Sangue:
O Cangaceiro Sanguinário...
A Compadecida: Quelé do Pajeú:
Cordel, cangaço, operário...
Jesuíno Brilhante, Maria Bonita:
Muito além do dicionário...

O Cangaceiro sem Deus:
Corisco, O Diabo Louro...
Deu a Louca no Cangaço:
No cordel tem um tesouro...
Cinemagia flui a luz:
Cinema reluz o ouro...

Memória do Cangaço, Paulo Gil:
A Saga do Guerreiro Alumioso...
Dadá, A Musa do Cangaço:
Li Pavão Misterioso...
Lampião, A Fera do Nordeste:
A Grande Feira é luminoso...

O Sertão das Memórias:
As memórias do Sertão...
As veredas da linguagem:
Brotam em meu coração...
Castro Alves, Jorge Amado:
Canudos...Revôolução...

Sangue Mineiro: Ganga Bruta,
Humberto Mauro brasileiro
Joaquim Pedro de Andrade:
Brilha em Rosa o candeeiro...
Garrincha, Alegria do Povo:
Foi um cabra presepeiro...

Maria Bonita, Rainha do Cangaço:
O Último Dia de Lampião
O Leão do Norte, O Último Cangaceiro:
Vida, Paixão e Morte de Faustão...
O Anjo Negro...Fogo Morto:
O Cangaceiro Trapalhão...

A Ilha das Cangaceiras Virgens:
Os Trapalhões no Auto da Compadecida...
As Cangaceiras Eróticas:
Difícil é ganhar a vida...
Pecado na Sacristia:
Maria Bonita destemida...

Pedro Bó, o Caçador de Cangaceiros:
Lampião & Maria Bonita...
Os Cangaceiros do Vale da Morte:
O bando sai bem na fita...
Kung-Fu contra as bonecas:
Jumento, bode e cabrita...

Ruy Guerra em Os Fuzis:
O Quinze; Corisco e Dadá:
José Araújo, Lima Barreto:
Meu sertão de Ibititá:
Coluna Prestes, Lampião:
No sertão do Deus dará...

O Santo Guerreiro de Canudos:
Profecias de Conselheiro...
Riverão Sussuarana:
Leia o poeta-vaqueiro...
A Guerra do Fim do Mundo:
Foi daqui pro estrangeiro...

Brilha o cordel no cinema:
Em Cannes, em Juazeiro...
No Raso da Catarina:
Na caatinga, no terreiro...
Vejo o cordel no cinema:
Nas telas do mundo inteiro...


Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Gustavo Dourado


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Gustavo Dourado (12/18/2007 4:24:00 PM) | Delete this message
CineCordel: Cordel, Cangaço e Cinema... by Gustavo Dourado

Destaco aqui os principais filmes brasileiros sobre o fenômeno do Cangaço.
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br
http: //cordel.zip.net
www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm
Poema de José Geraldo Neres para Gustavo Dourado
Phalábora

a Gustavo Dourado


Ritmaste
:pássaro de luz tropical
lavra(a)dor
canto do abandonado
das metamorfoses sonoras
no oceano sertanejo
cadente nave
a morte dança como anjo louco
de sete sinas
vampiro meta.físico
língua de sete buracos
rouba o sopro da foice
estrelua pontiaguda
:baião-blues
saravá
xote maracatu
navega Netuno
serpente
lobisomem
bichomem
cigano da palavra



lendo: "Phalábora" Autor: Gustavo Dourado
http://www.bibliotecasvirtuais.com.br/biblioteca/gustavodourado/index.htm
Gustavo Dourado no Blog da Clevane Pessoa

 

Diário
 
27/09/2006 23h47
Carta Aberta a Gustavo Dourado
Luciene Oliveira,estudante de Letras manda-me um e-mail dizendo que havia impresso uma carta que eu escrevera a Gustavo Dourado, motivo de um debate em sua sala de aula,que levou a turma a ler Phalábora.Mas que perdeu a folha onde a imprimira e não se lembrava onde a encontrara.
Vou então, republicar a carta(que originalmente,está no Recanto das Letras), pois gosto da idéia de estudantes dissecando nossas produções...Rsss...À época, Gustavo viria para um evento chamado Belô Poético, organizado por Virgilene e Rogério Salgado, o que acabou por não se concretizar....
Clevane


Caro amigo douro,dourado:

Quando te indiquei para o Encontro Nacional de Poesia,do Belô Poético, para o qual também estava sendo convidada,além de apreciar há tempos nossa amizade virtual, que embora parca e à distãncia,muito me aquece,o fiz em especial por um motivo:seres cordelista.Não porque, mas apesar de.Incluis o cordel em tuas transições poéticas e quando percorres de uma galáxia à outra de tua caminhada de versos,ele é teu cartão de visistas.
Ando fula com certos poetas emproados que chutam trovas e cordéis, porque as rimas dão a falsa impressão de des/literatura.Lembro que quando conhecia tua verve, foi através de Phalábora, e-livro virtual que deixou-me meio que sem fôlego, num valsar de energia pura,e então, te escrevi:
"Gustavo:Parabéns pela coragem de colocar um livro tão precioso na Internet.Confesso que até hoje só ousei colocar a poesia menos elaborada, por já ter sido vítima de plagiadores.Gostaria de saber se Phalabora existe também editado no papel...Em caso positivo,mande a editora e indique-me como tê-lo.
Preciso dizer o quanto gostei?O título já é de per si, um achado.O labor elaborado.A fala do labor.O labor da fala.O Falus.Phalas Atena determinando a Philosofia.A SOPHIA.A POIESIS parlando por teu falo.O fato falado.A IMAGEM no enganjement.O poder do falus e das falas.Teu poder de Poeta/metapoeta/metaphórico.Rico de imagens sincronizadas,"o tempora, o mores!".Que belíssimos jogos!LUDUS x LIÇA:o brincar e o combater.O Prazer embutido nos NÃO e nos SIM.A Perfeita Harmonia .Assimilação do SER ao aparente Não SER.A simbologia cromática.Embutida nos versos, a falacusatória, a falamante,a falardente:sarça que não se apaga...
Um abraço:Clevane Pessoa de Araújo Lopes"
Nem sei se te lembras disso.Nem eu lembro em que ano foi.Phalabora é de Poesia concreta, densa, mas abstrata,tênue.Mais a beleza plástica das iluminuras hodiernas.E acentuo:somente o bom poeta é bom cordelista, de patativa do assaré, com a grandiosidade da alma simples, jamais simplória,a Rodolfo Cavalcanti,de Jequié,na Bahia, para quem, mocinha fiz,capas de livros,enviando-as, de Juiz de Fora, onde militei na imprensa, para ele.
Quando soube que havias feito uma tese de formatura em codel, vibrei.E daí em diante, venho acompanhando teu tracejar de cordelista.O mais recente(penso),foi para cantejar Raul Seixas-em seu (U)niver(so):Uni, verso,só relembrado.
Às vezes, Gustavo, surpreendo-me a rir,imaginando um desses poetaços de versos brancos(tão deliciosos de fazer),a suar para conseguir metrificar as quatro linhas da trova, as seis da sextilha.Nunca mais haveria de menosprezar cordelistas.
Poesia é ave de grande envergadura, asa a asa...De grandes vôos.De muitos emplumares.Trocas de árvores, voltas aos ninhos e ninhais.E o Poeta a acompanha com amorosolhar.Assim és, se te permitem e se não.Tens a mesma grandiosidade de teu sobrenome.E brilhas.
Um abraço cordifraterno:de conhecer-te ando à espera.No real, pois no virtual,já te penso tanto quanto soi ser um amigo.E quero te apresentar uns que aqui em Minas Gerais fiz.O encontro cito é daqui a alguns dias,bem o sabes.

N:Armagedon é o pseudônimo de Gustavo,esse baiano radicado em Brasília, prolífero autor.
 

Publicado por clevane pessoa de araújo lopes em 27/09/2006 às 23h47
Cordel do São João

, Gustavo Dourado

São João arrasta-pé:
Forró, fogueira, baião...
Xote, xaxado e quadrilha...
Foguete, bomba, balão...
Caruaru-Campina Grande:
São João bom é no Sertão...

São João lá na Bahia:
Na festa do interior...
Irecê, Ibititá...
Cruz das Almas, Salvador...
Em Recife dos Cardosos:
Sanfona, paz e amor...

Arraiá, queima de espada:
Cará, milho, animação...
Festa junina...joanina:
No Brasil é tradição...
Santo Antônio, São Pedro:
O quente é o São João...

Sortes e adivinhas:
Simpatia e acalanto...
Pai-Nosso, Salve-Rainha:
A festa é um encanto...
Santo de cabeça pra baixo:
Atrás da porta no canto...

Crisma, batismo de fogo:
Dançar e pular fogueira...
Assar batata na brasa:
Cantar a Mulher Rendeira...
Baião de Luiz Gonzaga:
Com forró a noite inteira...

Latada, pamonha, canjica:
Mel, cuscuz e macaxeira...
Cachaça de alambique:
Cana quente de primeira...
São João é no Nordeste:
Pra curar a pasmaceira...

Mês de junho, 24:
O Dia de São João ...
É festa da cristandade:
É antiga tradição...
Até no Antigo Egito:
Já tinha celebração...

Pular fogueira, dançar:
Chuva de ouro e rojão...
Sortilégio e buscapé:
É bela a celebração...
Pistolas de lágrimas no céu:
Nas noites de São João...

Bandeirolas e balões:
Claridade no Sertão...
Barraquinhas de comida:
Mugunzá, licor, quentão...
Balinha e amendoim:
Como é bom o São João...

No São João de hoje em dia:
Tudo está muito mudado...
Tem show e festa em clube:
Se perdeu o rebolado...
Saudade do São João:
No terreiro e no roçado...

No São João de minha infância:
Não tinha eletricidade...
A luz era à luz da lua:
Tinha estrelicidade...
Do São João de menino:
Lembro e morro de saudade...

--
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

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Cordel para Neruda (Gustavo Dourado)

       Literatura de Cordel

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Cordel para Neruda
© Gustavo Dourado

              

Parte 1

Pablo Poeta Neruda
Cem Sonetos de Amor
Uma Canção Desesperada
Do Poeta Cantador...
Confesso que Vivi: Pablo
Do Nobel foi ganhador

20 Poemas de Amor
Navegam na Barcarola
O Poeta-Sol del Chile
Com Lorca à espanhola,
Cultivou a esperança,
Na Poesia fez Escola...

Neruda! Estrela doceano
Anfíbio do mar-sereia
Como um cetáceo passeia,
Nas plagas do firmamento,
Ola sempre em movimento,
A molhar a branca areia...

Poeta Ultramarino
Transandino universal
Alvoresceu Crepusculário
E fez En.Canto Geral
Navegações e Regressos
À sualdeia luznatal...

Em Neruda se destaca:
O Amor: A Amizade...
A fantasia o sonho
Germina a fecundidade
O MarOceano Nalma
Em ondas de liberdade...

Relembro teus companheiros:
Jiménez, Lorca e Amado
Hernandéz - Poeta Pastor
Jesus Brito ensismemado
Neruda: Peixe do eterno
Pássaro Cigano Alado...

Vate sempre militante
Da Poesia, Embaixador
Nobel de Literatura
TransPoeta.Senador
Cosmunista sempre ativo
PaNativista do Amor...

Poeta Estravagario
Ser:Transmutador do bem
Poeta de Saber.Dor.ia
Do oceano provém...
Espuma a flutuar:
Eterna.mente no além...
          

  
Gustavo Dourado

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Cibercultura Gustavo Dourado

[Cibercultura] Fwd: Correio Braziliense LITERATURA Rede de ...

At=E9 1997, o professor de literatura e escritor Gustavo Dourado, 44=20= > anos, ... antologia de = cordel=20 > com xilogravuras eletr=F4nicas. ...
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O Bibliotecário: O Cantor de si Mesmo

Cordel para Walt Whitman Por Gustavo Dourado "Ó Capitão! meu Capitão!": Flui a Whitmania... Folhas de Relva no tempo Prima-obra da poesia ...
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Câmara Brasileira de Jovens Escritores

Autor: Gustavo Dourado www.gustavodourado.com.br Capa: Olga Kapatti .... Com expressiva Poesia... Ano de 64 Pixinguinha internado Acometido de enfarte ...
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Cineclube Gritto–DF Gustavo Dourado
Ponto de Encontro Cineclubista : Cineclube Gritto–DF

Descrição: Blog do cineclube Gritto, cinema e poesia. Criada por gdourado 227 pontos ...

Cordel do Cinema Novo. (Por Gustavo Dourado) ''Uma idéia na cabeça ...
www.pec.utopia.com.br/tiki-view_blog.php?blogId=42

Acontece: Escritor nordestino é recomendado pela UNESCO
Acontece: Escritor nordestino é recomendado pela UNESCO
http://www.portaldepicos.com/

Escritor nordestino é recomendado pela UNESCO

Gustavo Dourado já publicou 11 livros e foi premiado na Áustria
De Milão-Itália : Joelma Rodrigues
[05/12/2007]


Depois de ter encantado o Brasil com seus cordéis e poesias, agora
está levando o seu talento para o conhecimento do mundo, o professor,
escritor e jornalista Gustavo Dourado. Que já publicou 11 livros. Foi
premiado na Áustria e recomendado pelo World Poetry Day e World Portal
Libraries, ambos da Unesco.

Vem enchendo o povo brasileiro e nordestino de orgulho, de origem
baiana, mas 31 anos que vive em Brasília, é de verdade um mestre da
palavra. Suas obras já foram discutida em varias universidades do
Brasil e do mundo, faz parte do Grupo da Memória da Educação do
DF(UnB/SEEDF).

Conheça melhor o perfil e obra desse grande nome da literatura
 brasileira.

De Milão-Itália : Joelma Rodrigues – E-mail: joelmarb1@hotmail.com
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Embaixadora Universal da Paz  - Genebra - Suiça - Cercle Universel des..."
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Escritor reclama direitos autorais à Folha de S. Paulo
O escritor Gustavo Dourado reclama junto à um dos maiores jornais do país, pelo reconhecimento à legitimidade de sua frase de sua autoria publicada pelo veículo. Leia mais...




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Cordel para Auta de Souza
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Auta de Souza Auta de Souza

Cordel para Auta de Souza
Gustavo Dourado

  Auta de Souza Escritora
Nasceu em terra potiguar
Na pequena Macaíba
Bom local pra se morar
Trouxe ao mundo a Poesia
Pra nossa vida melhorar...

Nasceu em 12 de Setembro
Pelo século dezenove
Ano de 1876...
Tirei a prova dos nove
Agora no Terceiro Milênio
Que ninguém nos desaprove...

Educou-se em Pernambuco
No Colégio São Vicente
Diz a Biobibliografia:
A Poesia nunca mente
Auta de Souza é História
E será daqui pra frente...

Religiosas francesas
Foram suas preletoras...
Falava bem o Francês
Aprendeu com as mentoras
Dominava a Língua Inglesa
Teve sábias preletoras...

Sofreu com tuberculose
No raiar da adolescência
14 anos de idade...
Poesia e transcendência
Publicou aos 17:
Versos com clarividência...

Na Revista Oásis
Teve participação
No Jornal "A República"
Ativa colaboração
Grêmio "Le Monde Marche"
Letras em ebulição...
Em Congresso Literário
Seu nome foi destacado
Na Revista "A Tribuna"
Belo texto publicado
Ida Salúcio - Hilário das Neves:
Em pseudônimo letrado...

Dhálias: Flores da Poesia
Consagrada inspiração
Jornal Oito de Setembro
Em fértil elaboração
Revista do Rio Grande do Norte
Horto: Versos - seleção...

A Tribuna - Número 10
Auta de Souza em criação
Foi título em bom artigo
De Alberto Maranhão:
-Mestre Zeferino Arruda-
Elogio em construção...

Prefácio de Olavo Bilac:
O Horto foi editado.
Por Arthur Pinto da Rocha
O livro foi elogiado
Auta de Souza em Paz:
Um espírito iluminado...

Impresso em A República
O Horto em circulação
114 poemas
Em boa divulgação
Mil exemplares do livro
Pra nossa população...

Polycarpo Feitosa
Sobre Auta escreveu
Publicou em A República
Profundo artigo teceu
Horto entitulado
Auta bem que mereceu...

Auta ganhou novo artigo
Na Revista A Tribuna,
Por Sebastião Fernandes:
Que a Poesia nos una...
Ilumine a nossa vida
Com luz do sol e da luna...

Os passarinhos cantaram
O Universo tremeu
07/02/1901...
Auta de Souza faleceu
Voou para o Infinito
Pra encontrar o Galileu...

Auta de Alta Poesia
O Amor sempre concebeu
Espírito diamantino
Lá no céu amanheceu
Transmutando a Poesia
Com o Poeta Cecéu ...

Cecéu é Castro Alves
Poeta de envergadura
Como Auta... um gigante
No Amor e na Ternura
Poesia de alto nível
De alta temperatura...

Auta foi-se aos 24
Também foi o Condoreiro
Foram-se na mesma idade
Para o mundo altaneiro
Poetas universais:
De luminoso candeeiro...

Auta de obra eterna
De alta concepção
Aos 24 anos partiu
Para outra dimensão...
Por Cascudo elogiada
E amada pelo Povão...

O seu nome é destaque
No Brasil de Sul a Norte
Auta de Souza é sábia
Que esclarece a morte
Nos conduz à vida eterna
Na luz do teletransporte...

Gustavo Dourado


 




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Entrevista de Gustavo Dourado a José Geraldo Neres do Palavreiros
Palavreiros no Portal da UNESCO
(World Poetry Directory)
Este site tem a honra de ter sido incluído 
no portal da UNESCO 
em 21 de Novembro de 2001.

 

A literatura no novo milênio

Gustavo Dourado - presidente Sindicato dos Escritores do DF

Nesta entrevista, o presidente do SEDF, Gustavo Dourado, faz uma síntese do trabalho desenvolvido pela diretoria da entidade que, nos últimos três anos, batalhou no sentido de impulsionar a divulgação dos autores brasilienses. Ele preconiza um futuro promissor para a literatura, com a integração das novas tecnologias e meios de comunicação que facilitarão o acesso do leitor a um maior número de escritores, muitas vezes relegados pelo competitivo e tradicional mercado editorial.

Escriba – Qual o balanço que você faz destes três anos à frente do sindicato?
Gustavo Dourado – O balanço é altamente positivo. Houve um avanço na divulgação do trabalho dos escritores brasilienses, que hoje ocupam um lugar proeminente na cultura local. Isso em parte se deve ao grande número de lançamentos de livros, muitos com o apoio do sindicato. Atualmente registramos uma média de cinco lançamentos por semana, em grande parte, de autores locais. Assim, atingimos o mesmo nível do Rio e São Paulo. Falta, no entanto, maior apoio dos órgãos governamentais e profissionalização do mercado editorial. Contudo, reconhecemos que a literatura brasiliense conquistou o seu lugar de destaque.

Escriba – Ao seu ver, quais os motivos para essa expansão da literatura local?
GD – Graças, principalmente, ao trabalho desenvolvido pelos autores. A melhoria da qualidade textual também é outro ponto positivo. A ação do sindicato tem impulsionado a divulgação dos escritores brasilienses, com apoio a lançamentos de livros de novos escritores e de autores já estabelecidos, por meio de importantes projetos. Dos projetos desenvolvidos, salientamos a Usina de Letras via Internet e a Estante do Escritor Brasiliense que têm proporcionando maior visibilidade das obras literárias.

Escriba – E quanto ao mercado editorial. Você acha que ele está mais aberto?
GD – Em Brasília, ainda temos poucas editoras. A grande maioria são gráficas. Praticamente não existem contratos editoriais. O autor paga por tudo. E isso é um drama, pois a atividade do escritor é muito individual e pouco valorizada numa sociedade de analfabetos reais e analfabetos virtuais. O meio empresarial também não investe em cultura de um modo geral. A Bolsa Brasília de Produção Literária está paralisada e a Secretaria de Cultura não desenvolve projetos literários. Apesar de tudo, os autores de Brasília vêm quebrando os grilhões e conquistando espaços. Haja vista o número significativo de autores premiados e vencedores de concursos literários em outros estados e até no exterior. Muitos autores participam de antologias, coletâneas, revistas, jornais e publicações diversas. Dos membros do sindicato, 250 já foram agraciados em concursos e prêmios literários. E este é um grande incentivo para se continuar na luta.

Escriba –Quais sugestões você daria a quem quer publicar um livro hoje em Brasília?
GD – Em primeiro lugar, ter autocrítica. Analisar o mérito da obra e a qualidade do trabalho. Não se deve publicar uma obra somente pela vaidade. É necessário depurar o texto e conhecer os bons autores. A partir daí, começa uma verdadeira via-crucis. É necessário registrar a obra na Biblioteca Nacional, via Biblioteca Demonstrativa. Preparar os originais e enviá-los para as editoras. E, sobretudo, ter paciência para receber muitas negativas. Conheço autores premiados pela Academia Brasileira de Letras que tiveram seus originais vetados por mais de 20 editores. E que depois criaram suas próprias editoras. Como dizia Fernando Pessoa – “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Portanto, se um escritor tem talento e uma boa obra, ele deve mesmo batalhar para publicá-la.

Escriba –como ficou o seu trabalho individual de escritor nestes três anos à frente do sindicato?
GD – Apesar da falta de tempo e do grande número de tarefas, mesmo assim, consegui publicar o livro Phalábora e participar das antologias Espelhos da Palavra, Poesia de Brasília, Coletivo de Poetas e Brasília: Vida em Poesia. Além disso, publiquei dezenas de textos no site Usina de Letras e em outros sites da Internet. Mas a minha maior satisfação neste período foi ver o meu trabalho ser reconhecido em tese do mestre Ilton Cerqueira, da Universidade Federal de Ouro Preto, e em seleção da comissão editorial Selo Letras da Bahia. Assim, desenvolvi atividades como presidente do SEDF, sem, contudo, esquecer da produção literária pessoal.

Escriba – Ao seu ver, qual o futuro do livro diante das novas tecnologias?
GD – O livro é eterno. Ele não morrerá. Deverá, no entanto, passar por transformações e adaptações às novas linguagens e tecnologias. O computador, as linguagens audiovisuais, a Internet, tudo isso contribuirá para que a literatura passe por um processo de renovação. As perspectivas não são ruins, uma vez que haverá uma maior democratização no processo de edição e de divulgação de textos. A preocupação maior é com a qualidade. Esta, deve permanecer sempre, independente de qualquer tecnologia ou inovação.
http://www.gustavodourado.com.br/milenio.htm

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br
www.poetagustavodourado.hpg.com.br
www.sindescritores.hpg.com.br Portal da Unesco
zazap544@terra.com.br

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Gustavo Dourado no Correio Braziliense


 Brasília, sábado, 29 de janeiro de 2005

 

LITERATURA
Rede de alternativas


Escritores que não se enquadram nas exigências impostas pelas editoras convencionais encontram na internet o veículo ideal para divulgar seus trabalhos


Naiobe Quelem
Da equipe do Correio

 

Antônio Siqueira/CB

Das vendas de mão em mão em bares e restaurantes à popularidade entre internautas de todo o planeta, o escritor Gustavo Dourado aprova a iniciativa: “Hoje estou no mundo

 

Paralelamente às restrições impostas pelas editoras convencionais, autores até então desconhecidos no mundo das letras têm investido cada vez mais no mundo virtual para divulgar seus trabalhos. Baixos custos de editoração, velocidade na publicação e na divulgação, bem como a viabilização de obras que não se enquadram no conceito de atratividade comercial das editoras tradicionais, são algumas das vantagens que as suas correspondentes virtuais.

Até 1997, o professor de literatura e escritor Gustavo Dourado, 44 anos, tinha o trabalho restrito a uma pequena parcela do público brasiliense. Todos os nove livros publicados até então foram independentes e distribuídos com dificuldade. “Vendia os exemplares nos lançamentos e nos bares e restaurantes, de mesa em mesa”, lembra Gustavo. Cansado de ter os escritos recusados, há quase oito anos ele só publica o material na internet. Começou publicando artigos, contos, crônicas e poesias em sites do Brasil e do exterior.

Há cinco anos, Gustavo lançou seu primeiro livro pelo Ebook Net (www.ebooknet.com.br), editora virtual com acesso para download gratuito, e não se arrepende. Phalábora – antologia poética com ilustrações do artista plástico Toninho de Souza – é o mais lido do site. Só em dezembro, recebeu 3.549 visitas – média de 114 acessos diários. Recentemente, o seu site (www.gustavodourado.com.br) e a antologia (www.phalabora.ta-na.net) foram incluídos no World Poetry Day e Unesco Portal Libraries. O portal de poesias da Unesco destaca os principais autores contemporâneos de cada país e é hoje uma das mais importantes referências na área cultural em todo o mundo. O site do escritor também está entre os primeiros no PageRank do Google Directory, que mede a qualidade e o nível de leitura dos sites. No último dia 28, por exemplo, Gustavo ocupava o 4º lugar na categoria Escrita Online e a 8ª posição na categoria Autores. “Isso tudo aconteceu depois de publicar no Ebook Net”, conta.

No Ebook Net, o autor paga para publicar o livro digital e ganha uma biblioteca virtual própria onde são hospedadas as obras. “Não há restrição de gêneros, mas 80% dos títulos são poéticos”, observa a criadora do site, a poetisa Maria Inês Simões . Os preços e a ampla possibilidade de divulgação dos trabalhos por meio da rede são os maiores atrativos. Um livro, que custaria cerca de R$ 5 mil se impresso, no site, sai por cerca de R$ 150. Não é preciso pagar hospedagem. Já para os leitores, o custo é zero. Como as obras podem ser baixadas gratuitamente, o autores não recebem os direitos autorais. “A única coisa que não ganho é dinheiro, mas isso é um investimento. As editoras tradicionais são muito fechadas. Antes era conhecido apenas em Brasília. Hoje estou no mundo”, avalia Gustavo, que se prepara para lançar na Internet Cordéli@, antologia de cordel com xilogravuras eletrônicas. Desde 2003, o Ebook Net publicou 234 títulos de 103 autores.

O Ebook Net é um desmembramento da Academia Virtual Brasileira de Letras (www.avbl.com.br). Criada em 2001, também por Maria Inês, a Academia tem 436 membros. O site da AVBL – que remete ao Ebook Net – também é bastante conhecido entre os internautas. No portal (www.marketleap.com/publinkpop), que mede o índice de popularidade na rede, a página da AVBL soma 7.740, pontos contra 10.126 pontos da Academia Brasileira de Letras (ABL), que já tem cem anos de existência.

Mercado
A ampla capacidade de penetração dos e-books (livros virtuais, eletrônicos ou digitalizados) entre os internautas, no entanto, ainda não representa uma parcela significativa no mercado editorial brasileiro. Na Papel & Virtual (www.papelvirtual.com.br) – a primeira editora virtual do país, que opera desde 1998 e possibilita aos leitores escolher entre a versão impressa e eletrônica –, os e-books representam apenas 5% das vendas. “Mas, de qualquer maneira, a forma digital ajuda na divulgação. Além disso, curiosamente, a maioria das pessoas compra as duas versões, a impressa e a virtual. Isso acontece quando o leitor prefere o livro impresso, mas precisa com urgência de um exemplar”, explica o editor do site, Thomaz Adour.

Um exemplo da força de divulgação dos e-books e do peso dos impressos sob o digital é que várias editoras fizeram o caminho inverso: nasceram completamente virtuais e hoje já oferecem também a opção impressa. Entre elas estão a Ei Editora Inteligente, antiga Ieditora (www.ieditora.com.br), e a Usina de Letras (www.usinadeletras.com.br). A EI já faz isso há três anos. Já a Usina de Letras começou há três meses. Nessa última, o serviço de impressão é somado às facilidades cibernéticas. Há, por exemplo, a opção de fazer o orçamento online.

Nas editoras virtuais que vendem os livros, os autores recebem os direitos autorais. Essa é uma outra vantagem da publicação digital. “Enquanto as editoras tradicionais pagam em média 10% do valor de capa, pagamos 20% para as edições impressas e 40% para as digitais”, diz Thomaz. A diferença na porcentagem existe para igualar os valores, já que no Papel & Virtual, por exemplo, os títulos na forma digital custam em média metade do valor do impresso.

Há ainda outras vantagens dos e-books. O conteúdo do livro, por exemplo, pode ser rapidamente revisado e alterado. Os contratos entre autores e editoras virtuais costumam ser mais brandos ou nem existem. Na maioria delas, os autores podem publicar as obras virtualmente e, quando quiserem, mudar para uma editora convencional sem nenhum ônus. Os e-books também funcionam como uma espécie de vitrine para as grandes editoras. “Mas também acontece de algumas editoras encaminharem o autor para o site para testar o potencial de aceitação de obra de um ator. Se vender no virtual, eles publicam”, acrescenta Thomaz.


Enquanto as editoras tradicionais pagam em média 10% do valor de capa, pagamos 20% para as edições impressas e 40% para as digitais

 

Thomaz Adour, editor do site Papel & Virtual

 

Gustavo Dourado no Triplov
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Cyberdesigner:
Magno Urbano

Centenário de Oscar Niemeyer
Centenário de Oscar Niemeyer...Gustavo Dourado  
   
 
 
  
Cordel para Oscar Niemeyer
Gustavo Dourado


Centenário de Niemeyer:
O mestre da arquitetura
Em eterna construção:
Forma, leveza, ternura
Harmonia e elegância:
Simetria na estrutura...

Ano 1907:
No belo Rio de Janeiro
Nasceu Oscar Niemeyer
Um gigante brasileiro
Arquiteto universal:
Comunista por inteiro...

Em 1934:
Termina a graduação
Escola de Belas Artes
Deu início à profissão
Com o amigo Lúcio Costa:
Floresceu a criação...

Le Corbusier presente
Na arte niemeyeriana
Ministério da Educação:
Fluiu arte soberana
Edifício-sede da ONU:
Influência corbusiana...

Volumes espetaculares
Leveza na estrutura
Vocabulário barroco
Modernismo na cultura
Estética da linha reta:
Evolução na arquitetura...

Oscar Niemeyer Soares:
Sol do Rio de Janeiro
É nome internacional
Famoso no mundo inteiro
Expoente da Arquitetura:
Na arte – um candeeiro...

Neto de Ribeiro de Almeida
Do Supremo Tribunal
Amava a boemia
Da terra do carnaval
Sempre foi preocupado:
Com a estrutura social...

Aos 21 anos:
Concluiu o secundário
Casou-se com Anita Baldo
O seu amor foi diário
Em oficina tipográfica:
Teve primeiro salário...

Escola Nacional de Belas Artes:
Arquiteto engenheiro
Passou por dificuldades
No terreno financeiro
Sempre foi insatisfeito
Com o sistema brasileiro...

Trabalhou com Lúcio Costa
No começo, estagiário
Com Lúcio e Carlos Leão
Não recebia salário
Queria nova arquitetura:
Foi pesquisador diário...

Tempos de Estado Novo:
De Getúlio presidente
Agricultura no auge
Industrialização crescente
Gustavo Capanema no MEC:
Um ministro experiente...

Fez parceria com Lúcio
Ernane e Jorge Moreira
Reidy e Carlos Leão
Uma equipe de primeira
Ideário de Corbusier:
Niemeyer na dianteira...

Ministério da Educação:
Modernismo Brasileiro
Lúcio Costa com Oscar
Seu amigo e parceiro
Portinari, Ceschiatti
Burle Marx...Jardineiro...

Feira Mundial de Nova Iorque:
No Pavilhão Brasileiro
Com Paul Lester Weiner
O escritório parceiro
A nova arquitetura:
Conquistou o mundo inteiro...

Edifício Gustavo Capanema
No Rio é inaugurado
Arquitetura modernista
Entra na pauta do Estado
O talento de Niemeyer:
Pelo mundo é destacado...

Em 1940:
Atuação do destino
O projeto da Pampulha
Une Oscar a Juscelino
O prefeito de BH:
Era homem cristalino...

O conjunto da Pampulha
Nasce em Belo Horizonte
Niemeyer aos 33
Faz brotar a sua fonte
Crítica e admiração:
Ao criativo hierofonte...

Igreja de São Francisco de Assis
Gera polêmica social
A Igreja não benzeu
A grande obra cultural
O lobo de Portinari:
Era um cachorro no mural...

Arte no concreto armado
Propriedade estrutural
Forma, sinuosidade
Mínimo traço nominal
Projetos justificados:
Renome internacional...

Francisco Inácio Peixoto
Dinâmico industrial
Colégio de Cataguases
Um projeto magistral
Residência e escola:
Foi um marco cultural...

Com jardins de Burle Marx
De Portinari, o mural
Mosaicos de Paulo Werneck
Ornamentos sem igual
Sete anos de trabalho
Do mestre primordial..

Filiou-se ao PCB:
O famoso partidão
Lenine, Revolução Russa
Stalin na programação
Segunda Guerra/Guerra Fria:
O povo no coração...

Universidade de Yale:
Convite pra lecionar
Teve o visto negado
E não pôde viajar
Devido a visão política
Não deixaram lecionar

Ano 1947:
Reconhecimento mundial
Projeto sede da ONU
Alcance internacional
Niemeyer a se expandir
No cenário universal...

Foi à União Soviética:
Contatos no Politburo
Além da Nomenklatura:
O regime era duro
Kremlin e Sputnik:
Gagárin viu o futuro...

The Work of Oscar Niemeyer:
Nos EUA é editado
Por Stamo Papadaki
O livro foi publicado
Seu trabalho se projeta:
É nome reverenciado...

São Paulo – 400 anos:
Obras no aniversário
Conjunto do Ibirapuera
Embelezou o cenário
No edifício Copan:
Um toque revolucionário...

Constrói a Casa das Canoas
Em nosso Rio de Janeiro
A paisagem é divina
Patrimônio verdadeiro
Niemeyer nos ilumina:
Camarada, companheiro...

Ano 1956:
Eleição de Juscelino
Faz um convite a Niemeyer
Uma mudança no destino
Pra dirigir a Novacap
No cerrado cristalino...

Brasília, sua obra-prima:
Com Lúcio e Juscelino
Israel na dianteira
Brasília em seu destino
Palácio da Alvorada:
No coração planaltino...

Urbanismo modernista:
Hierarquia viária
Corbusier prenunciou
Com sua mente visionária
Niemeyer edificou
A urbi revolucionária...

Prédios em blocos afastados:
Grande área verdejante
Sur les Quatre Routes
Uma cidade radiante
Aos estudos de Hilberseimer
Tem aspecto semelhante...

Catetinho foi um marco:
O palácio de madeira
Juscelino Kubitschek
Teve a verve pioneira
Oscar, Lúcio e Bernardo:
Brasília é de primeira...

Flui o Palácio do Planalto
E o Congresso Nacional
Da Ermida o pôr do sol
Logo depois da Catedral
Rodoviária nos Eixos:
Escala monumental...

Ano 1963:
Amplo reconhecimento
Instituto Americano de Arquitetos
Destacou o seu talento
Torna-se membro honorário:
Glória ao conhecimento...

Prêmio soviético de paz:
Por Prêmio Lênin conhecido
Niemeyer se amplifica
Tem o nome distinguido
Homem de sabedoria
Consciente e destemido...

Pós-construção de Brasília:
Niemeyer foi lecionar
Universidade de Brasília
Para bem coordenar
A Faculdade de Arquitetura
Até o Golpe Militar...

Socialismo sonhado
Ficou só na utopia
A elite se sobrepôs
Comanda a burguesia
Os pobres foram expulsos
Para outra freguesia...

Em 1964:
Para Israel viajou
Muitas mudanças à vista
O Golpe se anunciou
Em primeiro de abril:
A Ditadura se implantou...

Depuseram João Goulart:
Exilaram Juscelino
Interromperam o sonho
Abortaram o destino
Brasília sobreviveu:
Ao tremendo desatino...

Veio o obscurantismo:
Censura e repressão
AI-5 e tortura
Terror, fome e depressão
A miséria e a fome:
Estagnaram a Nação...

O medo nos foi imposto
A liberdade acorrentada
Frieza e opressão
Decadência na estrada
Ocaso do pensamento:
Prenderam a madrugada...

O Brasil entrou em crise:
A UnB foi invadida
O carnaval ficou triste
Sem samba na avenida
Niemeyer foi-se embora:
Para arquitetar a vida...

Auto-exilou-se na França:
Nos tempos da Ditadura
"Endurecer se preciso for:
Mas, sem perder a ternura"
Lênin, Marx, Che, Fidel:
Revôolução na arquitetura...

O povo quer moradia:
Pra melhorar o destino
Brasília foi aventura
Um momento diamantino
JK, Lúcio e Oscar:
Foi um sonho de menino...

No começo era o ermo:
Parecia o fim do mundo
Não tinha nada em Brasília
Só tinha o Riacho Fundo
Paranoá e Mestre D`Armas:
Céu azul muito profundo...

O Plano Piloto de Lúcio
Tinha muita qualidade
O mestre do urbanismo
Fez o plano da cidade
Volume e espaço livre:
O traço com liberdade...

Brasília foi um momento
De coragem e aventura
Otimismo e vontade
Arrojo da arquitetura
Lúcio Costa e Niemeyer
Em alta temperatura...

Memorial JK:
Monumento a Juscelino
Polêmica com os militares
Foice e martelo no tino
O símbolo do Comunismo
Prenuncia o destino?!

Progresso para o Interior:
De Brasília a utopia...
Crescimento exagerado
Miséria no dia-a-dia
Desvirtuaram o Plano:
Detonaram a Poesia...

Multiplica-se a cidade
Faz-se a re.construção
Evite-se o descontrole
Parem a poluição
A Capital da Esperança:
Reclama mais atenção...

Integração com a natureza:
Era o plano original
Pilotis nas construções
Da Capital Federal
Esplanada, Três Poderes:
Não se vê nada igual...

Excesso de automóveis:
Provoca a dependência
Detrimento do pedestre
Trânsito em turbulência
Brasília cresceu demais:
Dói a nossa consciência...

Cidades da periferia
Fora do planejamento
Grave problema humano
Desemprego, atormento
O povo invadiu o espaço:
Transgrediu o monumento...

A cidade explodiu:
Cresceu, se agigantou
Águas Claras, Taguatinga
Ceilândia se projetou
Gama e Samambaia:
Brasília se multiplicou...

Em Ceilândia, o Nordeste:
A Casa do Cantador
Único projeto de Niemeyer
Fora do centro gestor
Brasília em outros eixos:
O povo é renovador...

As satélites surgiram:
Houve a necessidade
O povo se instalou
Usou a criatividade
Não podiam expulsar
Os construtores da cidade...

Urbanismo modernista:
Hierarquia viária
Corbusier prenunciou
Com sua mente visionária
Niemeyer edificou
A urbi revolucionária...

O Cerrado ganhou alma:
Pulsa grandiosidade
Brasília é uma metrópole
O tempo deixou saudade
Niemeyer deu a essência:
Arte – Multiplicidade...

Minha experiência em Brasília
Editado no Japão
Rússia, França e Espanha
Fizeram a tradução
A forma na Arquitetura
Com boa repercussão...

Ano 1994:
Conversa de Arquiteto
Meu Sósia e Eu
As Curvas do Tempo, incerto
Minha Arquitetura, li:
É um livro sempre aberto...

Já no Terceiro Milênio
O Complexo Cultural
91,8 mil m²
No centro da Capital
Biblioteca e Museu:
Bem perto da Catedral...

Ano 2007:
O ano do centenário
Em Postdam, na Alemanha:
Planifica um balneário
Brasília homenageia:
O mestre revolucionário...

Oscar Niemeyer é gente:
É homem de consciência
Por toda a longa vida
Manteve a coerência
Escreveu bela história:
Com a sua experiência...

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br
Entrevista a Jéssica Teixeira

http://www.gustavodourado.com.br/entrevista_jessicateixeira.htm

Entrevista do escritor Gustavo Dourado à jornalista Jéssica Teixeira

01 - O senhor não é de Brasília certo? O que fez com que viesse para cá?
GD - Sou da Bahia, do povoado de Recife dos Cardosos-Ibititá-Região de Irecê-Chapada Diamantina. Já vivo em Brasília há mais de 30 anos. Vim para Brasília por um impulso do destino. Desde menino tive vontade de conhecer Brasília e ficava fascinado com as histórias sobre a moderna cidade e a sua arquitetura. Vim aos 15 anos em busca de novos horizontes e na tentativa de ampliar o meu conhecimento e estudar e pesquisar novos assuntos e conceitos. Creio que foi o destino que me trouxe a Brasília, para ser poeta no Planalto Central do Brasil...
02 - Acha que Brasília sabe valorizar os seus escritores, ou ainda existe uma grande barreira?
GD - Brasília ainda não valoriza os seus escritores. Existem muitas barreiras e preconceitos que precisam ser ultrapassados. A mídia brasiliense é muito voltada para o mecado editorial dominado pela indústria cultural. A maioria dos escritores brasilienses são independentes e alternativos e não contam com quase nenhum apoio para edição, distribuição e divulgação de suas obras. A imprensa local não incentiva os autores da cidade e trata os artistas daqui com desdém e preconceito. Apenas uma meia dúzia de autores, que são amigos dos editores é que conseguem divulgar as suas "obras". Para os amigos, tudo. São atitudes lamentáveis e segregacionistas. É uma espécie de clube e de clientelismo e isso se repete em todos os segmentos artísticos. Há também a influência do poder do dinheiro e do poder acadêmico, político e o apadrinhamento, Exemplo: se eu sou filho, amigo ou parente de um editor de jornal vou ter espaço para divulgar o meu trabalho nos suplementos e cadernos de cultura. Tudo depende de favores e da propaganda. Chamam tudo isso de marketing e merchandising. Dizem que há o famoso jabá, o jabaculê... É o fraterno clube dos amigos do capital...Há muita discriminação com quem não tem livro publicado em uma grande editora...
Brasília não tem editoras e não tem distribuição e divulgação dos autores brasilienses. A Feira do Livro e as livrarias são voltadas para o mercado editorial e marginalizam os escritores que não tem editoras competitivas ou que sejam independentes e alternativos. Tudo funciona como se fosse uma empresa. São as leis do mercado que datam e determinam as regras e os nomes dos escolhidos... Pagou, levou, entrou...É tudo na base do comércio, oportunidade, oferta, procura. O Estado não tem dado apoio às iniciativas dos autores de Brasília. Quando se tem algum apooio é quase imposível ser incluído devido à àrdua burrocracia...
03 - Quando começou o gosto pela leitura?
GD - Desde menino, aos três anos quando fui alfabetizado por meus familiares. Tudo começou com uma forte cultural oral, seguida pela leitura de folhetos de cordel e da Bíblia. Lia de tudo. Depois passei para os almanaques, catecismos, revistas, jornais, bulas de remédio. Tudo o que via eu queria ler. Li dicionários e enciclopédias, os clássicos, a poesia, os romances...
Sempre fui um grande leitor desde menino. Sempre apreciei o cinema e todos os tipos de arte, invenções e criatividade...
04 - Defina Gustavo Dourado, o escritor
GD - Deixo essa definição para os leitores e para os meus críticos. Quem quiser pode dar uma olhada no que dizem em: www.gustavodourado.com.br/fortunacritica.htm
Sou um eterno aprendiz...
Segue uma apreciação do livro Phalábora: "Sob o signo da invenção, o baiano oriundo de família tradicional de Ibititá (região de Irecê), Chapada Diamantina, mas residente em Brasília, Gustavo Dourado, de pseudônimo Amargedom, propõe-se a reinventar e, com tal intenção, envereda sua poesia pelos campos da ecologia, da informática, da política, da economia, do cinema, das artes gráficas, da semiótica, da crítica e da sátira, da ironia, da denúncia, da literatura de cordel, de muito mais e de tudo enfim procurando abrir brechas na vastidão de possibilidades que lhe oferecem as palavras e uma prole numerosa de signos icônicos e indiciais.
Trata-se de um criador multimídia, a movimentar um poderoso arsenal de recursos poéticos e transpoéticos, de inesgotável utilização dentro de sua determinação em desvendar os segredos do mundo e denunciar suas mazelas, fazer apologias e proferir julgamentos, inventando linguagens e postando-se em estado permanente de criar. Não recua diante da necessidade de criação de novas palavras, por fusão, aglutinação ou justaposição, nem diante do caos em que porventura essa fertilidade resulte. Quanto a isto, a terra é fecunda, por vezes apocalíptica. Glauberrando, cinemagia, Rimbaudelaire, fonemastigando, termos colhidos a esmo, são apenas alguns exemplos, de que o verbo volpintar, usando o sobrenome do pintor italiano-paulista, impressionou o crítico de arte Olívio Tavares de Araújo.Poundiano, concreto, expressionista, pop, rótulos por certo não faltarão para pregar na testa de Amargedom, em quem Darci Ribeiro viu "o faro, o ritmo, a vibração, a energia e a criatividade dos grandes poetas", e Affonso Romano de Sant'Anna, uma poesia a estilhaçar "ironias em granadas a granel, infinita e iluminada". Moacyr Scliar o qualificou como "expressão maior da cultura brasiliense".- COMISSÃO EDITORIAL SELO LETRAS DA BAHIA
05 - Achou difícil entrar nesse mundo da literatura?
GD - É muito difícil. Tem que ter muito esforço, muita leitura, pesquisa. Além da inspiiração é preciso suar a camisa e transpirar muito...É uma pedreira...
É preciso muita força de vontade, sorte, empenho e entusiasmo...
06 - Porque o pseudônimo Armagedon?
GD – Armagedon...Amargedom... É um pseudônimo que uso desde os 15 anos, que recebi e adotei logo que cheguei a Brasília, São inspirações bíblicas, em especial do Apocalipse 16:16 de São João...
Sobre o assunto escrevi o Cordel do Apocalipse www.triplov.com/poesia/gustavo_dourado/2006/apocalipse.html

e o Cordel do Armagedom www.gustavodourado.com.br/cordel/Cordel%20do%20Armagedom(7-7-1977).htm
07 - Professor, Jornalista, Escritor, Cordelista...Em qual dessas profissões se sente mais realizado?
GD – Ainda não me sinto realizado. As quatro funções se fundem e se dialogam sempre. São áreas que estão interligadas e se comunicam diariamente...
O professor precisa ter um maior reconhecimento e melhoria salarial... O jornalista se realiza na Internet. Quase não tem espaço na mídia. Como escritor e cordelista consigo uma maior satisfação com o contato com os leitores, o que se dá principalemente via Internet por meio do meu site Gustavo Dourado www.gustavodourado.com.br e pelo meu blog http://cordel.zip.net
Há ainda a presença do pesquisador que está em constante atividade...
08 - Além do cordel e do estudo do folclore, quais os outros campos em que o senhor atua, ou pretende atuar?
GD – Atuo muito como cordel a a cultura popular. Pesquiso a memória de Brasília e a memória da educação http://www.se.df.gov.br/institucional/historico.asp Preciso de mais apoio e incentivo para desenvolver as minhas pesquisas. Pretendo desenvolver o meu lado roteirista e romancista...
09 - De onde veio esse interesse pelo cordel?
GD - Vem do berço, da alma. De minha infância e da minha verve baiana, sertaneja e nordestina que aqui em Brasília recebeu a inspiração de outras vertentes culturais. Sobre o cordel escrevi um artigo que retrata o tema depois de ampla pesquisa: http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=2608
10 - De todas as suas obras, existe alguma que pode ser considerada a 'queridinha'?
GD - Gosto de todas e em especial dessas duas:
Phalábora: http://www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm
Cordel: http://www.gustavodourado.com.br/cordel.htm
11 - Em outubro desse ano, o senhor participou de uma palestra sobre Cordel e Cinema, juntamente com seu filho, Gustavo Fontele Dourado, qual a sensação de ter o filho interessado nas mesmas coisas?
GD - É uma sensação muito boa. Fico feliz por ver o meu filho interessado em cinema, arte, poesia e literatura...Todos os meus filhos são estudiosos e pesquisadores. O Elias, o Yon, todos eles...Espero que continuem sempre assim...
12 - Para finalizar, o que gostaria de deixar como mensagem para aqueles que pretendem se tornar escritores um dia?
GD - Não desistam nunca. Estudem, Pesquisem e leiam muito. Leiam os clássicos. Escreva bastante, Corte. Recorte. Selecione. Depure. Conviva com as pessoas. Observe. Viva a vida... Veja bons filmes. Trabalhe. Viaje...Dedique-se ao máximo. Experiencie. Vá à luta e não dê muita importância aos críticos negativistas...Ame.

A demissão do Gerúndio(por decreto)
A demissão do Gerúndio(por decreto)



A demissão do Gerúndio:

Deu polêmica oficial...

Endorréia, gerundismo:

É uma praga cultural...

Infesta a Língua Portuguesa:

E o nosso tempo verbal...



O governo em Brasília::

No Diário Oficial...

Demitiu o tal Gerúndio:

No Distrito Federal...

Mas o sujeito é teimoso:

E não some do jornal...



O fato ganhou a mídia:

A imprensa noticiou...

É uma piada da boa:

O mundo se gerundiou...

Dólar e telemerchandising:

No gerúndio se enroscou...



É um vício de linguagem:

Em qualquer repartição...

No discurso, no artigo:

Em concurso e redação...

Na escola e na rua:

Na favela e na mansão...



Gerúndio na boca do povo:

Chacota já se tornou...

Blá.Blá.Blá...Nhemnhemnhem:

O fato se proliferou...

Virou piada no Céu:

São Pedro me telefonou...



É gerúndio no Planalto:

No Congresso Nacional...

No telefone e na tela:

O gerundismo é total...

O gerúndio se abunda:

É preferência nacional...



Tem gerúndio na tv:

No jornal e na novela...

A modelo gerundia:

Gerundando-se magrela...

Ouve-se tanto gerúndio:

A alma da gente, gela...



Terá fim o gerundismo?!

Com tanta ignorância...

Teleanalfabetismo:

Leitura sem importância...

O Português não tem vez:

Norma Culta, que distância...



Fazer e estar fazendo:

Estar amando e amar...

Ligar e estar ligando:

Informando e informar...

Gerúndio e Infinitivo:

Cada qual tem seu lugar...

>

Negociando - providenciando:

Ouve-se no dia-a-dia...

Expressões inadequadas:

Palavras sem sintonia...

Culto à ineficiência:

É voz da burrocracia...



Ligando nós estaremos:

Documento prescrevendo...

Todo mundo enrolando:

Gerundismo pervertendo...

A máquina não funciona:

É o gerúndio corrompendo...



É uma praga virulenta:

Haja contaminação...

Vem da Língua Inglesa:

Em erro de tradução...

Telemarketing e Intermídia:

Fazem a divulgação...



Um basta ao gerundismo:

Ao infinitivo vou voar...

Tenho verbo, falta verba:

Para poder participar...

Estou "rezando" demais:

Para a vida melhorar...




Gustavo Dourado. Poeta e cordelista.Letras(UnB).
Pós-graduação em artes, literatura, teatro, gestão e linguagens artísticas.
Autor de 11 livros.Premiado na Áustria.Selecionado pela Unesco.
Tema de teses de mestrado e doutorado.
www.gustavodourado.com.br http://cordel.zip.net


EXPOSIÇÃO PRÁTICA, PRECISA E POÉTICA,
DA PRÁTICA DA NOSSA LINGUA PORTUGUESA.
NOVAMENTE COM BELO TEMPO, EM TEXTO QUE ME É SUCESSO!

Miguel Eduardo Gonçalves


APLAUDO-TE, AMIGO POETA!!!
SEMPRE MARAVILHOSO VOCÊ!!!
Meu beijo no seu coração!!!

Iza Klipel


AMEI! Texto crítico, politizado
e LINDÉRRIMO! PARABÉNS!!!
Saudações poéticas, Gustavo!

Tânia Regina de Oliveira Voigt


Gustavo, meus aplausos e respeito.
Um encanto!
Parabéns!
Bjs!
Claudete  Silveira


Tânia Mara Camargo - 2007-10-04 09:42:13
Gustavo adoro teus cordéis, coisa rara aqui no planeta, não fique
tanto tempo sem publicar, podem não chover comentários, mas meu caro
teu
trabalho é riquissímo em conteúdo. Tua admiradora
de sempre. Beijos!

Resolução 800x600 (c) Copyright 2006 Planeta Literatura
>
Foto no Correio Braziliense - Brasília, segunda-feira, 03 de dezembro de 2007
Foto: Aureliza           Maria Félix, Gustavo Dourado e Stella Rodopoulos
Cinema e literatura no Brasil Os mitos do sertão: emergência de uma identidade nacional Sylvie Debs
 

 

 


 

 

 

 

Quem não conhece Central do Brasil ou Jorge Amado ?  

O cinema brasileiro é um dos grandes cinemas mundiais e no qual Glauber Rocha e Walter Salles constituem referências incontornáveis. A literatura brasileira tem também seus clássicos lidos por todo o planeta, de Euclides da Cunha a João Guimarães Rosa. Paulo Paranaguá, na introdução desse livro, escreveu: “O cinema é um negócio muito sério para ser deixado apenas entre cinéfilos e a literatura só tem a ganhar ao ser confrontada com outras expressões”. E aí está a inovação desse livro: por meio da análise da produção artística cinematográfica e literária, ele se introduz no coração da “fábrica” de elementos essenciais da brasilidade: o índio, o negro, o mestiço e os personagens típicos do Nordeste que são o cangaceiro, o beato, o coronel, o contador de estórias… 
 

No Brasil, o cinema e a literatura do século XX caracterizam-se por tensões entre regionalismo e nacionalismo, portadoras de julgamentos variados; certos autores propõem uma abordagem científica, antropológica, política, folclórica ou social; outros preferem uma abordagem poética, ontológica, mística, histórica ou revolucionária… . E assim nós vemos que a projeção de identidades do Nordeste evolui, traduzindo as crises vividas pelo país: Canudos, revolução de 30, anos JK, golpe de estado de 1964, crise econômica e social de 1998. 

Uma introdução esclarecedora do Brasil. Uma ajuda preciosa aos amadores do cinema e da literatura brasileiras. 

 

Sylvie DEBS nasceu na França (Strasbourg) e mora no Brasil desde 2007 onde ela trabalha como Adida de Cooperação e Ação Cultural na Embaixada da França em Belo Horizonte. Jornalista, ensaísta e crítica. Realisou curtas documentarias e de ficção na década de 80. Doutora em Literatura Geral e Comparada pela Universidade Le Mirail de Toulouse, Sylvie Debs viajava sempre para o Brasil, notadamente pelo Nordeste. No Brasil, ela participa dos festivais (como jurado), acompanha as filmagens, colabora com varias revistas, participa de seminarios e eventos culturais, da palestras e mantém trocas com cineastas, artistas, sociologos e criticos. Na França, ela publica livros e artigos sobre a cultura popular, o cordel, a literatura e o cinema brasileiros, traduz os filmes brasileiros assim que livros de critica de cinema, participa de exposições, da palestras sobre cordel e cinema, e assume curadorias de festivais de cinema brasileiro. Professora na Universidade Robert Schuman de Strasbourg, ela ensina a teoria da comunicaçao. Ela esta considerada uma das mais ativas introdutoras de cinema brasileiro na França. No Brasil, ela publicou Patativa do Assaré (2000), Editora Hedra e Cinema e literatura no Brasil. Os mitos do sertão : emergência de uma identidade nacional (2007), Editora Interarte.

Observação:

o livro pode ser comprado diretamente com a autora Sylvie Debs: 30 reais + custo postal.

Basta enviarum e mail para ela poder retornar

Contato: debs.sylvie@gmail.com

 

Capa do ivro de Sylvie Debs: Cinema e literatura no Brasil Os mitos do sertão: emergência de uma identidade nacional
CineCordel: Cordel, Cangaço e Cinema(Gustavo Dourado Amargedom)
CineCordel: Cordel, Cangaço e Cinema...
Para Sylvie Debs, Tânia Quaresma, Maria do Rosário Caetano
Gustavo Fontele Dourado e Vladimir Carvalho...

Por Gustavo Dourado



Vou do Cordel ao Cinema:
Do Cinema ao Cordel...
Cangaceiro...Repentista:
Língua...Torre de Babel...
Glauber e o Cinema Novo:
Nos versos do menestrel...

Glauber Rocha fez a síntese:
Transposição da linguagem...
Cinemagia sertânica:
Cosmo.visão da imagem...
Deus e o diabo nas telas:
Além da Terceira Margem...

Sertão em metamorfoses
O Cabeleira...O Cangaceiro...
Vi "O Dragão da Maldade
Contra o Santo Guerreiro"...
Três Cabras de Lampião:
No cinema brasileiro...

Cangaço - A Lei do Sertão:
O Homem que matou Corisco...
Eterna luta pela terra:
O Estado, a dor, o fisco...
Presença do Lobisomem:
Severino, Zé, Francisco...

Lampião  - O Rei do Cangaço:
Fez Benjamin Abrahão...
Rufino - Antônio das Mortes:
O conflito no Sertão...
Corisco, Quelé, Silvino:
Caatinga em ebulição...

O massacre em Angicos:
O bando envenenado...
Bezerra e Zé Rufino:
Crime a serviço do Estado...
Antônio Pernambucano:
E Riverão fuzilado...

A Morte comanda o Cangaço:
Nordestern brasileiro...
Proezas de Satanás:
Paulo Gill, tiro certeiro...
Entre o amor e o cangaço:
Terra em Transe no estrangeiro...

Linduarte...Vladimir
Saraceni...Arraial...
Cabeças Cortadas na tela:
Concepção genial...
Cinema Novo - Galáxia:
Transmutação cultural...

O Pagador de Promessas:
O Homem que virou suco...
De parabellum na mão:
Punhal, faca e trabuco...
Cacá, Walter Lima Jr:
Bahia, Rio, Pernambuco...

Leon, Nélson e Joaquim:
Luís Sérgio e Carneiro...
Glauber na linha de frente:
Do cinema brasileiro...
Antropofagia plena:
> Cinema novo, guerreiro...

Brinquedo Popular do Nordeste:
Pedro Jorge nos faz brincar...
O Pagador de Promessas:
O cordel está no ar...
Cuíca de Santo Amaro:
A história a registrar...

Nordeste:Cordel, Repente, Canção:
Tânia Quaresma-arte popular...
Um Vaqueiro Voador:
No Planalto a navegar...
No País de São Saruê:
Vladimir nos faz pensar...

Catulo da Paixão Cearense:
O sertão no pensamento...
Cascudo e João Cabral:
Severina-se o sentimento...
Nísia e Josué de Castro:
Paulo Freire em movimento...

Morte e Vida Severina:
Távora em O Cabeleira...
José Américo de Almeida:
Romance  A Bagaceira...
Retorno ao nosso passado:
Com Gregório, Rui, Vieira...

Gonzaga e Patativa:
Ariano e Alencar...
Jorge de Lima, Zé Lins:
Leandro sempre a rimar...
No Cinema do Cordel:
Aqui vou Aruandar...

Marcelo Coelho, Paulo Caldas:
Lima Barreto em ação...
Massaini...Zé Humberto:
Macunaíma e Cancão...
João Grilo na malandragem:
Mestre Ariano no Sertão...

Euclides, Rosa, Graciliano:
Mário, Nélson e Raquel...
Walter Salles, Rosemberg:
Central, cangaço, cordel...
Vidas Secas no Sertão:
As Veredas de Babel...

Menino de Engenho, O Auto do Sertão
Vi Milagre em Juazeiro...
Coronel Delmiro Gouveia:
Jornal do Sertão ligeiro
Tieta do Brasil, Viramundo:
O cordel se fez luzeiro....

Mandacaru Vermelho, Prova de Fogo:
Filho sem Mãe, Sangue de Irmão...
O Primo do Cangaceiro:
O Lamparina na escuridão...
Entre o Amor e o Cangaço:
Cangaceiros de Lampião...

Nordeste Sangrento, Riacho de Sangue:
O Cangaceiro Sanguinário...
A Compadecida:Quelé do Pajeú:
Cordel, cangaço, operário...
Jesuíno Brilhante, Maria Bonita:
Muito além do dicionário...

O Cangaceiro sem Deus:
Corisco, O Diabo Louro...
> Deu a Louca no Cangaço:
No cordel tem um tesouro...
Cinemagia flui a luz:
Cinema reluz o ouro...

Memória do Cangaço, Paulo Gil:
A Saga do Guerreiro Alumioso...
Dadá, A Musa do Cangaço:
Li Pavão Misterioso...
Lampião, A Fera do Nordeste:
A Grande Feira é luminoso...

O Sertão das Memórias:
As memórias do Sertão...
As veredas da linguagem:
Brotam em meu coração...
Castro Alves, Jorge Amado:
Canudos...Revôolução...

Sangue Mineiro:Ganga Bruta,
Humberto Mauro brasileiro
Joaquim Pedro de Andrade:
Brilha em Rosa o candeeiro...
Garrincha, Alegria do Povo:
Foi um cabra presepeiro...

Maria Bonita, Rainha do Cangaço:
O Último Dia de Lampião
O Leão do Norte, O Último Cangaceiro:
Vida, Paixão e Morte de Faustão...
O Anjo Negro...Fogo Morto:
O Cangaceiro Trapalhão...

A Ilha das Cangaceiras Virgens:
Os Trapalhões no Auto da Compadecida...
As Cangaceiras Eróticas:
Difícil é ganhar a vida...
Pecado na Sacristia:
Maria Bonita destemida...

Pedro Bó, o Caçador de Cangaceiros:
Lampião & Maria Bonita...
Os Cangaceiros do Vale da Morte:
O bando sai bem na fita...
Kung-Fu contra as bonecas:
Jumento, bode e cabrita...

Ruy Guerra em Os Fuzis:
O Quinze; Corisco e Dadá:
José Araújo, Lima Barreto:
Meu sertão de Ibititá:
Coluna Prestes, Lampião:
No sertão do Deus dará...

O Santo Guerreiro de Canudos:
Profecias de Conselheiro...
Riverão Sussuarana:
Leia o poeta-vaqueiro...
A Guerra do Fim do Mundo:
Foi daqui pro estrangeiro...

Brilha o cordel no cinema:
Em Cannes, em Juazeiro...
No Raso da Catarina:
Na caatinga, no terreiro...
Vejo o cordel no cinema:
Nas telas do mundo inteiro...
 
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br
http://cordel.zip.net
 
www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm
 
www.cultural.autoria.net/livroluso.htm

www.avbl.com.br/website/imprensa/reportagens/21.htm
 
>
Cordel do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
"Todo elogio ou prêmio é sempre um beijo na boca, uma gratificante
prova de amor. Mas o poema em cordel sobre o Festival de Brasília,
criado por Gustavo Dourado, é mais do que isso - trata-se de uma
celebração, a consagração do Cinema Brasileiro como objeto de seu
amor. Todos nós, ausentes e presentes, de Paulo Emílio ao mais jovem
cineasta do país, ficamos lhe devendo a certeza que ele nos dá de que
vale à pena fazer o que fazemos. No fundo, é para isso mesmo que o
fazemos, para sermos compreendidos e amados".

Cacá Diegues.

Cordel do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Gustavo Dourado
http://www.planetaliteratura.com/index.php?view=detalhesartigo&codigo=32356
Cordel do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro:

De Paulo Emílio Salles Gomes aos dias de hoje...


Para Silvestre Gorgulho, Fernando Adolfo Cardoso, Geraldo Sobral, Walter Mello,
Olívio Tavares de Araújo, Vladimir Carvalho, Sílvio Tendler,
Berê Bahia, Antenor Gentil Júnior, Irone Queiroz,
Maria do Rosário Caetano, Sérgio Moriconi, Marco Antônio Guimarães,
Tânia Quaresma, Nelson Pereira dos Santos, Gustavo Fontele Dourado, Elias Fontele Dourado, Maria Félix Fontele Dourado e ao Mestre Rogério Costa Rodrigues(In memoriam)...




Cine.Cinematografia
Filmografia nacional
Brasília além da política
Transmutação cultural
Paulo Emílio foi mentor
Do famoso Festival...

Tempos de efervescência:
Fellini, Godard, Buñuel
Movimento Estudantil
CPC/UNE Cordel
Prenúncio do Tropicalismo:
Pós-Bossa Nova e Noel...

Paulo Emílio Salles Gomes
Foi o mestre precursor
Professor da UnB
De destacado valor
Cleantho e Carlos Augusto
Apoiaram o criador...

Pós-golpe de 64:
O quadro era indefinido
UnB e CIEM
Conhecimento atrevido
Apesar da Repressão:
O povo era destemido...

Ano 1965:
Foi triste o Carnaval
Veio a I Semana
Etc e coisa e tal
Apesar da Ditadura:
Deu-se luz ao Festival...

I Semana do Cinema Brasileiro:
Foi o marco inicial
Rogério Costa Rodrigues
Olívio e Geraldo Sobral
Galante e Fernando Adolfo:
Na equipe inicial...

Guimarães Rosa na tela
Ecos do Grande Sertão
A Hora e a Vez de Augusto Matraga
Era um tempo de ilusão
Deus e o Diabo em luta:
Sonhos de Revôolução...

Roberto Santos de primeira
Prêmio de melhor diretor
A Hora e a Vez de Augusto Matraga:
Filme, diálogo e ator
Excelente argumento:
Foi um filme vencedor...

Fernanda Montenegro
Tem seu público fiel
No filme "A Falecida"
Fez excelente papel
A nossa melhor atriz:
Destaco aqui no cordel...

"O Circo" foi premiado
Curta de Arnaldo Jabor
Toda nudez será castigada
Tudo Bem tem seu valor
O Festival de Brasília:
No Cerrado é uma flor...

Tinha o Clube de Cinema:
A Fundação Cultural
Cine Brasília arrendado
Por grupo empresarial
Luiz Severiano Ribeiro
Primórdios do Festival...

W3 - Cine Cultura
Paulo Sá Pinto em ação
Elefante Branco no auge
Fervilhava a criação
Fernando na linha de frente
Arte, estudo e emoção...

Depois veio o Beirute
Esquina brasiliense
Cine, poesia, teatro
Política, arte circense
Culinária das arábias
Com tempero cearense...

Cultura sempre presente
Estava na ordem do dia
Os quartéis estremeciam
Com os ecos da poesia
Glauber, Chico e Caetano
Vandré e sua alquimia...

Paulo Gil, Roberto Pires
Jurema Pena na tela
Helena Ignez, Rex Schindler
E muita gente na cela
Romero Lago na censura:
A tortura era esparrela...

Ano 1967:
Arte em ebulição
Atuação da censura
Pra frear a criação
O Festival acontecia
No Planalto da nação...

A Semana se amplia
Ganha corpo o Festival
O evento cresce muito
Ganha fama nacional
O cinema brasileiro
Tem um fórum sem igual...

Cine Atlântida – Conic
O público em reação
Houve quebra de cadeiras
Devido a proibição
Nenê Bandalho vetado:
Censura e Repressão...

Gente de todo o Brasil
Bahia, Rio de Janeiro
Paraíba e São Paulo
Ritmo bem brasileiro
Cinema e literatura:
Batucada no terreiro...

Festas, tapete vermelho
Luzes, câmeras, ação
Hotel Nacional no auge
Tempos de celebração
Hippies e roupas de gala:
Prazer e badalação...

Política cinematográfica
E Política Cultural
Piscina e movimento
Cinema Novo e Marginal
Meteorango Kid destaque:
Vencedor do Festival...

Dina Sfat, Guará Rodrigues
Leila Diniz, Paulo José
Joel, Kroeber e Darlene
Grande Otelo e Zezé
Glauber e Sganzerla
Jabor, Nelson e André...

Anos de chumbo e terror
Festival interrompido
1972/73/74
Pensamento reprimido
Os generais dominavam
O nosso povo sofrido...

Cinema em discussão:
Performance glauberiana
Anarquia criativa
Em linguagem soberana
Deus, Diabo, fantasia:
Com sua verve baiana...

Glauber inesquecível
Lá no Hotel Nacional
Ecos de genialidade:
Na história do Festival...
Artimanhas do Pereira
João Grilo fenomenal...

Entre os momentos marcantes:
A noite do "Nenê Bandalho"
A retirada de São Saruê
Filme de Vladimir Carvalho
Otelo em Macunaíma:
Um grandioso trabalho...

Presença de Bertolucci
Bressane e Sganzerla
Zé do Caixão emblemático
Além da telenovela
AI-5, Honestino:
O movimento na tela...

O cinema brasileiro
Aqui é valorizado
Sem mordaça e viseira
Do triste tempo passado
O público é sua alma:
Atento e apaixonado...

Cineastas se revelam
Surgem os novos atores
Atrizes de alto nível
Criativos produtores
No Festival de Brasília:
Fluem realizadores...

Nélson Pereira dos Santos
Filmou Fome de Amor
Bressane com Cara a Cara
Rogério bom criador
O Bandido da Luz Vermelha:
Demonstrou o seu valor...

Cine Brasília é o templo
Estrela do Festival
Lá vi Glauber inventivo
Com sua verve genial
Vi Fernanda e Otelo
Back e Tata Amaral...

Assisti a muitos filmes:
Vi Corisco e Lampião
Vi o Baile perfumado
E senti grande emoção
Nos tiros de Virgulino:
Ouvi brados do Sertão...

Vi de perto Bertolucci:
Anecy, Odete Lara
José Wilker, Paulo Autran
E muita figura rara
Beijei Márcia e Maria
E quase caso com Mara...

Além do Cine Brasília
O Festival navegou
Cine Atlântida e Karim
A arte glorificou
Lá na Sala Villa-Lobos:
Muita gente festejou...

Cineastas de renome
Artistas de dimensão
Dib Lutfi e Ratton
Zé Dumont, Zé do Caixão
Sarraceni, Joaquim Pedro:
Tantos nomes, lá se vão...

Ruy Guerra, Cacá Diegues
Domingos de Oliveira
Calil, Leonardo Vilar
David e Nelson Pereira
Vladimir e Pedro Jorge:
André Luís Oliveira...

Antônio Carlos Fontoura
Joffilly, Lírio Ferreira
Paulo Caldas, Sérgio Silva
Dira e Marcos Palmeira
O Santo Forte de Coutinho
Ana Beatriz Nogueira...

Proezas de Satanás...
A Casa Assasinada
Todas as Mulheres do Mundo
Uma Casa Muito Engraçada
Bicho de 7 Cabeças
Lavoura Arcaica...A Escada...

O Judeu, Louco por Cinema
Anahy e Miramar
Glauber "O Filme" de Tendler
Soube bem historiar
Eu Me Lembro, Cabra-Cega
Amor & Cia...Nobar...

Alma Corsária, O Corpo
Amarelo Manga,Tabu
Vi A Cor do Seu Destino
A Maldição de Sanpaku
O Mágico e o Delegado
Muito Prazer, Maracatu...

O Homem do Pau Brasil
Um Sorriso, Por Favor
A Hora da Estrela, Anjos da Noite
Sinistro, Filme de Amor...
Kenoma, A Babel da Luz:
Nos versos do trovador...


Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Gustavo Dourado. Poeta e cordelista.Letras(UnB).Pós-graduação em artes, literatura, teatro, gestão e linguagens artísticas.Autor de 9 livros.Premiado na Áustria.Selecionado pela Unesco.Tema de teses de mestrado e doutorado www.gustavodourado.com.br http://cordel.zip.net
Gustavo Dourado no Club del Mistério

club_del_misterio : Mensaje: Enfim, o Grande Cordel da Ufologia ...

O Cordel, craido por Dourado, presta homenagem a diversos nomes atuantes e ... o crédito e o site do autor (Gustavo Dourado www.gustavodourado.com.br ). ...
espanol.groups.yahoo.com/group/club_del_misterio/message/2703 - 28k - Em cache - Páginas Semelhantes

club_del_misterio : Mensaje: inclusão: Grande Cordel da Ufologia ...

O Cordel de Gustavo Dourado será recitado durante o I UFO UNA e será gravado como um dos registros do evento, estamos aguardando uma possível participaçao ...
espanol.groups.yahoo.com/group/club_del_misterio/message/2704
Gustavo Dourado na Wikipedia
User:Ecordel - Wikipedia, the free encyclopedia

Cordel da Família Dourado Gustavo Dourado ... Lembro Mecenas Dourado Autran, Gustavo, Regina Paulo, Alzira e Pedro Maria, Ana e Cristina No Rio, ...
en.wikipedia.org/wiki/User:Ecordel

 

Usuário:Dourado - Wikipédia

Bahiano de Recife dos Cardosos - Ibititá (Irecê)-Chapada Diamantina,

Gustavo Dourado(Amargedom).No DF: há 30 anos atua/atuou nos movimentos poéticos, ...
pt.wikipedia.org/wiki/Usuário:Dourado

 

Viva Leitura Gustavo Dourado
Viva Leitura

Nome do Responsável:, Gustavo Dourado.

Diretoria:, Pesquisador ... Apoiadores:, Gustavo Dourado.

Data de Início:, 18/5/2003 ...


www.vivaleitura.com.br/calendario_detalhe.asp?id_projeto=1608

Gustavo Dourado - Palavreiros

Poética

Gustavo Dourado(Amargedom) Presidente do Sindicato dos Escritores Brasília-Brasil www.gustavodourado.com.br · www.sindescritores.com.br ...
www.palavreiros.org/poeticasocial/poetica/gustavodourado/index.html - 25k - Em cache - Páginas Semelhantes

José Geraldo Neres // "Grupo PALAVREIROS" 5 anos difundindo a palavra

a Gustavo Dourado. Ritmaste :pássaro de luz tropical lavra(a)dor ... lobisomem bichomem cigano da palavra. lendo: "Phalábora" Autor: Gustavo Dourado ...
www.palavreiros.org/josegeraldoneres_releituras.html
CORDEL CAMPINA Gustavo Dourado

Cordel Campina

Em entrevista ao CORDEL CAMPINA Gustavo Dourado conta sua relação com a ... Cordel Campina: Gustavo Dourado, como foi o seu primeiro contato com a ...
www.cordelcampina.com.br/noticia.php?noticia=80&categoria=16&nome=++Brasil - 29k - Em cache - Páginas Semelhantes

Cordel Campina

Gustavo Dourado é Baiano de Recife dos Cardosos - Ibititá (região de Irecê)/Chapada Diamantina/Baixo Médio Rio São Francisco. Há 30 anos reside em Brasília. ...
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COMUNIDADE MAYTÊ -- GUSTAVO DOURADO

COMUNIDADE MAYTÊ - CORDEL DA AMIZADE - GUSTAVO DOURADO

Gustavo Dourado. Amizade se cultiva. Na Internet e no real. No concreto do dia-a-dia. No sonhos do virtual. Realidade e fantasia:. Na aldeia sideral. ...
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COMUNIDADE MAYTÊ - DATAS ESPECIAIS - GUSTAVO DOURADO - MAETERNA