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:: Cordel e cinema
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SEMINÁRIO Cultura e Diversidade
Local: UECE UNIVESIDADE DO ESTADO DO CEARÁ
Mesa 1
Data: 15/12
Horário: 09:00h às 12:00h
Coordenador: Prof. Manuel Alves (UECE/FECLES)
Gerardo Moraes (DF) Presidente do Congresso Brasileiro de Cinema
Sylvie Debs (FRANÇA) Doutora em Cinema e Literatura
Paulo César Soares (SP) Cineasta
Carlos Galvão (DF) Maestro / Diretor da Escola de Música de Brasília
Mesa 2
Data: 16/12
Horário: 09:00h às 12:00h
Coordenadora: Min Catarina Farias de Oliveira (UECE/FECLESC)
Olga Paiva (CE) Chefe da Divisão Técnica da 4a. Superintendência
Regional do IPHAN
Oswald Barroso (CE) Pesquisador e Dramaturgo
DO CEARÁ
Eleuda de Carvalho (CE) Jornalista e Pesquisadora
Mesa 3
Data: 17/12
Horário: 09:00h às 12:00h
Coordenadora: Cláudia Régia (UECE/FECLESC)
João Eudes Costa (CE) Escritor de Quixadá
Gilmar Chaves (CE)
Poeta e Diretor do MIS (Museu da Imagem e do Som)
Danilo Patrício (CE) Jornalista e Mestrando em História Social
da UFC
Evento já realizado.
Os amantes das palavras e da poesia já têm programa para a próxima sexta-feira, 16, às 19h. O local do encontro é no restaurante Carpe Diem e o motivo é o lançamento de Querido Mundo, coletânea de poesias de autoria da arte-educadora Lurdiana Araújo.
"O que me inquieta são os caminhos", revela a autora na apresentação do livro. Inquietação traduzida em ritmos, cenas e leituras dos gestos e paisagens humanas.
Lurdiana brinca com as palavras, faz jogos cênicos com os pensamentos do leitor. É seu desafio. Provocar, levar a tal da inquietude a todos. Leitores, alunos, humanos. Falando dela, fala do mundo. Coisas da poesia...
Em sala de aula não é diferente. Mário Quintana, João Cabral de Mello Neto, Drummond, são companheiros da arte de educar com poesia. Leituras, interpretações e muita criatividade animam as aulas da professora-poeta da Escola Parque 210 Sul.
Um misto de ensinar e aprender com os pequenos; "queria que todos os seres sobre a terra / tivessem a inspiração de uma criança", diz o poema O Mundo que eu queria.
Quem não queria?...(CT)
Serviço:
Lançamento do livro Querido Mundo
Dia 16/12/05 às 19h
Local: Restaurante Carpe Diem (SCLS 104, Bl. D, Loja 01)
Informações: 3345-6786 ou 9649-1046
JB Online - Imprudência mortal
... profundamente um cordel de autoria do poeta e escritor Gustavo Dourado Amargedon.
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JB Online - Agenda cheia
O escritor Gustavo Dourado concluiu pesquisa em cordel sobre a vida ea obra da
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... Gol de letra. Ganha destaque no World Poetry Day, o portal mundial de poesia da
Unesco, editado a partir de Paris, o poeta brasiliense Gustavo Dourado. ...
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amaral - Razões do fracasso - 25/12/2002
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Distrito Federal, presidido por Gustavo Dourado Amargedom. ...
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O escritor e poeta Gustavo Dourado Amargedon, preparando mais cordel sobre figuras
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JB Online - Rio das Pedras
Gustavo Dourado, poeta E repentista, iniciou No Sesc da 504 Sul uma série de
apresentações em parceria com o músico Anand Rao. os dois pretendem mostrar um ...
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CORDEL - LEITORES E OUVINTESTexto do livro | |
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APRESENTAÇÃO
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“... quando imagino os meus romances, tomo sempre como roteiro o modo de orientação, o dizer as coisas como elas surgem na memória, com o jeito e as maneiras simples dos cegos poetas”.
José Lins do Rego
"A Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos “folhetos” do Romanceiro Popular do Nordeste (Literatura de Cordel), com a Música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus “cantares”, e com a Xilogravura que ilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro relacionados". (P. 13).
Ariano Suassuna
”Da cultura brasileira já houve quem a julgasse ou a quisesse unitária, coesa, cabalmente definida por esta ou aquela qualidade mestra. E há também quem pretenda extrair dessa hipotética unidade a expressão de uma identidade nacional.
Ocorre, porém, que não existe uma cultura brasileira homogênea, matriz dos nossos comportamentos e dos nossos discursos. Ao contrário: a admissão do seu caráter plural é um passo decisivo para compreendê-la como um efeito de sentido, resultado de um processo de múltiplas interações no tempo e no espaço. A cultura das classes populares, por exemplo, encontra-se em certas situações, com a cultura de massa; esta, com a cultura erudita; e vice-versa.O plural sustém-se e impõe-se de pleno direito, mas aquela impressão de caos e nonsense ficará por conta do estilo de show alucinante montado por essa gigantesca fábrica de sombras e revérberos chamada civilização de massa.
É preciso olhar tudo de novo, devagar”.
Alfredo Bosi
Professor da USP.
“No Nordeste, por condições sociais e culturais peculiares, foi possível o surgimento da literatura de cordel, de maneira como se tornou hoje em dia característica da própria fisionomia cultural da região. Fatores de formação social contribuíram para isso; a organização da sociedade patriarcal, o surgimento de manifestações messiânicas, aparecimento de bandos de cangaceiros ou bandidos, as secas periódicas provocando desequilíbrios econômicos e sociais, as lutas de família deram oportunidade, entre outros fatores, para que se verificasse o surgimento de grupos de cantadores como instrumento do pensamento coletivo, das manifestações da memória popular”.
Manoel Diegues Júnior
Cantadores do Nordeste
Manuel Bandeira
Anteontem, minha gente,
Fui juiz numa função
De violeiros do Nordeste
Cantando em competição,
Ora puxando uma sextilha
Ou uma oitava em quadrão,
Quer a rima fosse em inha,
Quer a rima fosse em ão,
Caíam rimas do céu
Saltavam rimas do chão!
Tudo muito bem medido
No galope do sertão.
Saí dali convencido.
Que não sou poeta, não;
Pois poeta é quem inventa
Em boa improvisação
Como faz Dimas Batista
Ou Otacílio seu irmão,
Como faz qualquer violeiro
Bom cantador do Sertão
A todos os quais, humilde,
Mando a minha saudação!
Jornal do Brasil, 9 de setembro de 1976
Leandro, o poeta
Carlos Drummond de Andrade
”Em l913, certamente mal informados, 39 escritores, num total de l73, elegeram por maioria relativa Olavo Bilac príncipe dos poetas brasileiros. Atribuo o resultado a má informação porque o título, a ser concedido, só podia caber a Leandro Gomes de Barros, nome desconhecido no Rio de Janeiro, local da eleição promovida pela revista Fon-Fon, mas vastamente popular no Norte do país, onde suas obras alcançaram divulgação jamais sonhada pelo autor de Ouvir Estrelas. E aqui desfaço a perplexidade que algum leitor não familiarizado com o assunto estará sentindo ao ver defrontados os nomes de Olavo Bilac e Leandro Gomes de Barros. Um é poeta erudito, produto de cultura urbana e burguesia média; o outro, planta sertaneja vicejando à margem do cangaço , da seca e da pobreza.Aquele tinha livros admirados nas rodas sociais, e os salões o recebiam com flores. Este espalhava seus versos em folhetos de cordel, de papel ordinário, com xilogravuras toscas, vendidos nas feiras a um público de alpercatas ou de pé no chão. E conclui a propósito de Leandro: Não foi príncipe de poetas do asfalto, mas foi, no julgamento do povo, rei da poesia do sertão, e do Brasil em estado puro”.
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