Cordel do São João

, Gustavo Dourado

São João arrasta-pé:
Forró, fogueira, baião...
Xote, xaxado e quadrilha...
Foguete, bomba, balão...
Caruaru-Campina Grande:
São João bom é no Sertão...

São João lá na Bahia:
Na festa do interior...
Irecê, Ibititá...
Cruz das Almas, Salvador...
Em Recife dos Cardosos:
Sanfona, paz e amor...

Arraiá, queima de espada:
Cará, milho, animação...
Festa junina...joanina:
No Brasil é tradição...
Santo Antônio, São Pedro:
O quente é o São João...

Sortes e adivinhas:
Simpatia e acalanto...
Pai-Nosso, Salve-Rainha:
A festa é um encanto...
Santo de cabeça pra baixo:
Atrás da porta no canto...

Crisma, batismo de fogo:
Dançar e pular fogueira...
Assar batata na brasa:
Cantar a Mulher Rendeira...
Baião de Luiz Gonzaga:
Com forró a noite inteira...

Latada, pamonha, canjica:
Mel, cuscuz e macaxeira...
Cachaça de alambique:
Cana quente de primeira...
São João é no Nordeste:
Pra curar a pasmaceira...

Mês de junho, 24:
O Dia de São João ...
É festa da cristandade:
É antiga tradição...
Até no Antigo Egito:
Já tinha celebração...

Pular fogueira, dançar:
Chuva de ouro e rojão...
Sortilégio e buscapé:
É bela a celebração...
Pistolas de lágrimas no céu:
Nas noites de São João...

Bandeirolas e balões:
Claridade no Sertão...
Barraquinhas de comida:
Mugunzá, licor, quentão...
Balinha e amendoim:
Como é bom o São João...

No São João de hoje em dia:
Tudo está muito mudado...
Tem show e festa em clube:
Se perdeu o rebolado...
Saudade do São João:
No terreiro e no roçado...

No São João de minha infância:
Não tinha eletricidade...
A luz era à luz da lua:
Tinha estrelicidade...
Do São João de menino:
Lembro e morro de saudade...

--
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

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Cordel para Neruda (Gustavo Dourado)

       Literatura de Cordel

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Cordel para Neruda
© Gustavo Dourado

              

Parte 1

Pablo Poeta Neruda
Cem Sonetos de Amor
Uma Canção Desesperada
Do Poeta Cantador...
Confesso que Vivi: Pablo
Do Nobel foi ganhador

20 Poemas de Amor
Navegam na Barcarola
O Poeta-Sol del Chile
Com Lorca à espanhola,
Cultivou a esperança,
Na Poesia fez Escola...

Neruda! Estrela doceano
Anfíbio do mar-sereia
Como um cetáceo passeia,
Nas plagas do firmamento,
Ola sempre em movimento,
A molhar a branca areia...

Poeta Ultramarino
Transandino universal
Alvoresceu Crepusculário
E fez En.Canto Geral
Navegações e Regressos
À sualdeia luznatal...

Em Neruda se destaca:
O Amor: A Amizade...
A fantasia o sonho
Germina a fecundidade
O MarOceano Nalma
Em ondas de liberdade...

Relembro teus companheiros:
Jiménez, Lorca e Amado
Hernandéz - Poeta Pastor
Jesus Brito ensismemado
Neruda: Peixe do eterno
Pássaro Cigano Alado...

Vate sempre militante
Da Poesia, Embaixador
Nobel de Literatura
TransPoeta.Senador
Cosmunista sempre ativo
PaNativista do Amor...

Poeta Estravagario
Ser:Transmutador do bem
Poeta de Saber.Dor.ia
Do oceano provém...
Espuma a flutuar:
Eterna.mente no além...
          

  
Gustavo Dourado

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Cibercultura Gustavo Dourado

[Cibercultura] Fwd: Correio Braziliense LITERATURA Rede de ...

At=E9 1997, o professor de literatura e escritor Gustavo Dourado, 44=20= > anos, ... antologia de = cordel=20 > com xilogravuras eletr=F4nicas. ...
www.listas.ufba.br/pipermail/cibercultura/2005-January/001523.html - 37k - Em cache - Páginas Semelhantes - Anotar isso

O Bibliotecário: O Cantor de si Mesmo

Cordel para Walt Whitman Por Gustavo Dourado "Ó Capitão! meu Capitão!": Flui a Whitmania... Folhas de Relva no tempo Prima-obra da poesia ...
bibliotecarius.blogspot.com/2007/05/o-cantor-de-si-mesmo.html - 76k - Em cache - Páginas Semelhantes - Anotar isso

Câmara Brasileira de Jovens Escritores

Autor: Gustavo Dourado www.gustavodourado.com.br Capa: Olga Kapatti .... Com expressiva Poesia... Ano de 64 Pixinguinha internado Acometido de enfarte ...
www.camarabrasileira.com/cordel3.htm
Cineclube Gritto–DF Gustavo Dourado
Ponto de Encontro Cineclubista : Cineclube Gritto–DF

Descrição: Blog do cineclube Gritto, cinema e poesia. Criada por gdourado 227 pontos ...

Cordel do Cinema Novo. (Por Gustavo Dourado) ''Uma idéia na cabeça ...
www.pec.utopia.com.br/tiki-view_blog.php?blogId=42

Acontece: Escritor nordestino é recomendado pela UNESCO
Acontece: Escritor nordestino é recomendado pela UNESCO
http://www.portaldepicos.com/

Escritor nordestino é recomendado pela UNESCO

Gustavo Dourado já publicou 11 livros e foi premiado na Áustria
De Milão-Itália : Joelma Rodrigues
[05/12/2007]


Depois de ter encantado o Brasil com seus cordéis e poesias, agora
está levando o seu talento para o conhecimento do mundo, o professor,
escritor e jornalista Gustavo Dourado. Que já publicou 11 livros. Foi
premiado na Áustria e recomendado pelo World Poetry Day e World Portal
Libraries, ambos da Unesco.

Vem enchendo o povo brasileiro e nordestino de orgulho, de origem
baiana, mas 31 anos que vive em Brasília, é de verdade um mestre da
palavra. Suas obras já foram discutida em varias universidades do
Brasil e do mundo, faz parte do Grupo da Memória da Educação do
DF(UnB/SEEDF).

Conheça melhor o perfil e obra desse grande nome da literatura
 brasileira.

De Milão-Itália : Joelma Rodrigues – E-mail: joelmarb1@hotmail.com
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Delasnieve Miranda Daspet de Souza
Embaixadora Universal da Paz  - Genebra - Suiça - Cercle Universel des..."
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- Cinema e literatura no Brasil. Os mitos do sertão: emergência de uma identidade nacional


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Escritor reclama direitos autorais à Folha de S. Paulo
O escritor Gustavo Dourado reclama junto à um dos maiores jornais do país, pelo reconhecimento à legitimidade de sua frase de sua autoria publicada pelo veículo. Leia mais...




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Cordel para Auta de Souza
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Auta de Souza Auta de Souza

Cordel para Auta de Souza
Gustavo Dourado

  Auta de Souza Escritora
Nasceu em terra potiguar
Na pequena Macaíba
Bom local pra se morar
Trouxe ao mundo a Poesia
Pra nossa vida melhorar...

Nasceu em 12 de Setembro
Pelo século dezenove
Ano de 1876...
Tirei a prova dos nove
Agora no Terceiro Milênio
Que ninguém nos desaprove...

Educou-se em Pernambuco
No Colégio São Vicente
Diz a Biobibliografia:
A Poesia nunca mente
Auta de Souza é História
E será daqui pra frente...

Religiosas francesas
Foram suas preletoras...
Falava bem o Francês
Aprendeu com as mentoras
Dominava a Língua Inglesa
Teve sábias preletoras...

Sofreu com tuberculose
No raiar da adolescência
14 anos de idade...
Poesia e transcendência
Publicou aos 17:
Versos com clarividência...

Na Revista Oásis
Teve participação
No Jornal "A República"
Ativa colaboração
Grêmio "Le Monde Marche"
Letras em ebulição...
Em Congresso Literário
Seu nome foi destacado
Na Revista "A Tribuna"
Belo texto publicado
Ida Salúcio - Hilário das Neves:
Em pseudônimo letrado...

Dhálias: Flores da Poesia
Consagrada inspiração
Jornal Oito de Setembro
Em fértil elaboração
Revista do Rio Grande do Norte
Horto: Versos - seleção...

A Tribuna - Número 10
Auta de Souza em criação
Foi título em bom artigo
De Alberto Maranhão:
-Mestre Zeferino Arruda-
Elogio em construção...

Prefácio de Olavo Bilac:
O Horto foi editado.
Por Arthur Pinto da Rocha
O livro foi elogiado
Auta de Souza em Paz:
Um espírito iluminado...

Impresso em A República
O Horto em circulação
114 poemas
Em boa divulgação
Mil exemplares do livro
Pra nossa população...

Polycarpo Feitosa
Sobre Auta escreveu
Publicou em A República
Profundo artigo teceu
Horto entitulado
Auta bem que mereceu...

Auta ganhou novo artigo
Na Revista A Tribuna,
Por Sebastião Fernandes:
Que a Poesia nos una...
Ilumine a nossa vida
Com luz do sol e da luna...

Os passarinhos cantaram
O Universo tremeu
07/02/1901...
Auta de Souza faleceu
Voou para o Infinito
Pra encontrar o Galileu...

Auta de Alta Poesia
O Amor sempre concebeu
Espírito diamantino
Lá no céu amanheceu
Transmutando a Poesia
Com o Poeta Cecéu ...

Cecéu é Castro Alves
Poeta de envergadura
Como Auta... um gigante
No Amor e na Ternura
Poesia de alto nível
De alta temperatura...

Auta foi-se aos 24
Também foi o Condoreiro
Foram-se na mesma idade
Para o mundo altaneiro
Poetas universais:
De luminoso candeeiro...

Auta de obra eterna
De alta concepção
Aos 24 anos partiu
Para outra dimensão...
Por Cascudo elogiada
E amada pelo Povão...

O seu nome é destaque
No Brasil de Sul a Norte
Auta de Souza é sábia
Que esclarece a morte
Nos conduz à vida eterna
Na luz do teletransporte...

Gustavo Dourado


 




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Entrevista de Gustavo Dourado a José Geraldo Neres do Palavreiros
Palavreiros no Portal da UNESCO
(World Poetry Directory)
Este site tem a honra de ter sido incluído 
no portal da UNESCO 
em 21 de Novembro de 2001.

 

A literatura no novo milênio

Gustavo Dourado - presidente Sindicato dos Escritores do DF

Nesta entrevista, o presidente do SEDF, Gustavo Dourado, faz uma síntese do trabalho desenvolvido pela diretoria da entidade que, nos últimos três anos, batalhou no sentido de impulsionar a divulgação dos autores brasilienses. Ele preconiza um futuro promissor para a literatura, com a integração das novas tecnologias e meios de comunicação que facilitarão o acesso do leitor a um maior número de escritores, muitas vezes relegados pelo competitivo e tradicional mercado editorial.

Escriba – Qual o balanço que você faz destes três anos à frente do sindicato?
Gustavo Dourado – O balanço é altamente positivo. Houve um avanço na divulgação do trabalho dos escritores brasilienses, que hoje ocupam um lugar proeminente na cultura local. Isso em parte se deve ao grande número de lançamentos de livros, muitos com o apoio do sindicato. Atualmente registramos uma média de cinco lançamentos por semana, em grande parte, de autores locais. Assim, atingimos o mesmo nível do Rio e São Paulo. Falta, no entanto, maior apoio dos órgãos governamentais e profissionalização do mercado editorial. Contudo, reconhecemos que a literatura brasiliense conquistou o seu lugar de destaque.

Escriba – Ao seu ver, quais os motivos para essa expansão da literatura local?
GD – Graças, principalmente, ao trabalho desenvolvido pelos autores. A melhoria da qualidade textual também é outro ponto positivo. A ação do sindicato tem impulsionado a divulgação dos escritores brasilienses, com apoio a lançamentos de livros de novos escritores e de autores já estabelecidos, por meio de importantes projetos. Dos projetos desenvolvidos, salientamos a Usina de Letras via Internet e a Estante do Escritor Brasiliense que têm proporcionando maior visibilidade das obras literárias.

Escriba – E quanto ao mercado editorial. Você acha que ele está mais aberto?
GD – Em Brasília, ainda temos poucas editoras. A grande maioria são gráficas. Praticamente não existem contratos editoriais. O autor paga por tudo. E isso é um drama, pois a atividade do escritor é muito individual e pouco valorizada numa sociedade de analfabetos reais e analfabetos virtuais. O meio empresarial também não investe em cultura de um modo geral. A Bolsa Brasília de Produção Literária está paralisada e a Secretaria de Cultura não desenvolve projetos literários. Apesar de tudo, os autores de Brasília vêm quebrando os grilhões e conquistando espaços. Haja vista o número significativo de autores premiados e vencedores de concursos literários em outros estados e até no exterior. Muitos autores participam de antologias, coletâneas, revistas, jornais e publicações diversas. Dos membros do sindicato, 250 já foram agraciados em concursos e prêmios literários. E este é um grande incentivo para se continuar na luta.

Escriba –Quais sugestões você daria a quem quer publicar um livro hoje em Brasília?
GD – Em primeiro lugar, ter autocrítica. Analisar o mérito da obra e a qualidade do trabalho. Não se deve publicar uma obra somente pela vaidade. É necessário depurar o texto e conhecer os bons autores. A partir daí, começa uma verdadeira via-crucis. É necessário registrar a obra na Biblioteca Nacional, via Biblioteca Demonstrativa. Preparar os originais e enviá-los para as editoras. E, sobretudo, ter paciência para receber muitas negativas. Conheço autores premiados pela Academia Brasileira de Letras que tiveram seus originais vetados por mais de 20 editores. E que depois criaram suas próprias editoras. Como dizia Fernando Pessoa – “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Portanto, se um escritor tem talento e uma boa obra, ele deve mesmo batalhar para publicá-la.

Escriba –como ficou o seu trabalho individual de escritor nestes três anos à frente do sindicato?
GD – Apesar da falta de tempo e do grande número de tarefas, mesmo assim, consegui publicar o livro Phalábora e participar das antologias Espelhos da Palavra, Poesia de Brasília, Coletivo de Poetas e Brasília: Vida em Poesia. Além disso, publiquei dezenas de textos no site Usina de Letras e em outros sites da Internet. Mas a minha maior satisfação neste período foi ver o meu trabalho ser reconhecido em tese do mestre Ilton Cerqueira, da Universidade Federal de Ouro Preto, e em seleção da comissão editorial Selo Letras da Bahia. Assim, desenvolvi atividades como presidente do SEDF, sem, contudo, esquecer da produção literária pessoal.

Escriba – Ao seu ver, qual o futuro do livro diante das novas tecnologias?
GD – O livro é eterno. Ele não morrerá. Deverá, no entanto, passar por transformações e adaptações às novas linguagens e tecnologias. O computador, as linguagens audiovisuais, a Internet, tudo isso contribuirá para que a literatura passe por um processo de renovação. As perspectivas não são ruins, uma vez que haverá uma maior democratização no processo de edição e de divulgação de textos. A preocupação maior é com a qualidade. Esta, deve permanecer sempre, independente de qualquer tecnologia ou inovação.
http://www.gustavodourado.com.br/milenio.htm

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br
www.poetagustavodourado.hpg.com.br
www.sindescritores.hpg.com.br Portal da Unesco
zazap544@terra.com.br

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Gustavo Dourado no Correio Braziliense


 Brasília, sábado, 29 de janeiro de 2005

 

LITERATURA
Rede de alternativas


Escritores que não se enquadram nas exigências impostas pelas editoras convencionais encontram na internet o veículo ideal para divulgar seus trabalhos


Naiobe Quelem
Da equipe do Correio

 

Antônio Siqueira/CB

Das vendas de mão em mão em bares e restaurantes à popularidade entre internautas de todo o planeta, o escritor Gustavo Dourado aprova a iniciativa: “Hoje estou no mundo

 

Paralelamente às restrições impostas pelas editoras convencionais, autores até então desconhecidos no mundo das letras têm investido cada vez mais no mundo virtual para divulgar seus trabalhos. Baixos custos de editoração, velocidade na publicação e na divulgação, bem como a viabilização de obras que não se enquadram no conceito de atratividade comercial das editoras tradicionais, são algumas das vantagens que as suas correspondentes virtuais.

Até 1997, o professor de literatura e escritor Gustavo Dourado, 44 anos, tinha o trabalho restrito a uma pequena parcela do público brasiliense. Todos os nove livros publicados até então foram independentes e distribuídos com dificuldade. “Vendia os exemplares nos lançamentos e nos bares e restaurantes, de mesa em mesa”, lembra Gustavo. Cansado de ter os escritos recusados, há quase oito anos ele só publica o material na internet. Começou publicando artigos, contos, crônicas e poesias em sites do Brasil e do exterior.

Há cinco anos, Gustavo lançou seu primeiro livro pelo Ebook Net (www.ebooknet.com.br), editora virtual com acesso para download gratuito, e não se arrepende. Phalábora – antologia poética com ilustrações do artista plástico Toninho de Souza – é o mais lido do site. Só em dezembro, recebeu 3.549 visitas – média de 114 acessos diários. Recentemente, o seu site (www.gustavodourado.com.br) e a antologia (www.phalabora.ta-na.net) foram incluídos no World Poetry Day e Unesco Portal Libraries. O portal de poesias da Unesco destaca os principais autores contemporâneos de cada país e é hoje uma das mais importantes referências na área cultural em todo o mundo. O site do escritor também está entre os primeiros no PageRank do Google Directory, que mede a qualidade e o nível de leitura dos sites. No último dia 28, por exemplo, Gustavo ocupava o 4º lugar na categoria Escrita Online e a 8ª posição na categoria Autores. “Isso tudo aconteceu depois de publicar no Ebook Net”, conta.

No Ebook Net, o autor paga para publicar o livro digital e ganha uma biblioteca virtual própria onde são hospedadas as obras. “Não há restrição de gêneros, mas 80% dos títulos são poéticos”, observa a criadora do site, a poetisa Maria Inês Simões . Os preços e a ampla possibilidade de divulgação dos trabalhos por meio da rede são os maiores atrativos. Um livro, que custaria cerca de R$ 5 mil se impresso, no site, sai por cerca de R$ 150. Não é preciso pagar hospedagem. Já para os leitores, o custo é zero. Como as obras podem ser baixadas gratuitamente, o autores não recebem os direitos autorais. “A única coisa que não ganho é dinheiro, mas isso é um investimento. As editoras tradicionais são muito fechadas. Antes era conhecido apenas em Brasília. Hoje estou no mundo”, avalia Gustavo, que se prepara para lançar na Internet Cordéli@, antologia de cordel com xilogravuras eletrônicas. Desde 2003, o Ebook Net publicou 234 títulos de 103 autores.

O Ebook Net é um desmembramento da Academia Virtual Brasileira de Letras (www.avbl.com.br). Criada em 2001, também por Maria Inês, a Academia tem 436 membros. O site da AVBL – que remete ao Ebook Net – também é bastante conhecido entre os internautas. No portal (www.marketleap.com/publinkpop), que mede o índice de popularidade na rede, a página da AVBL soma 7.740, pontos contra 10.126 pontos da Academia Brasileira de Letras (ABL), que já tem cem anos de existência.

Mercado
A ampla capacidade de penetração dos e-books (livros virtuais, eletrônicos ou digitalizados) entre os internautas, no entanto, ainda não representa uma parcela significativa no mercado editorial brasileiro. Na Papel & Virtual (www.papelvirtual.com.br) – a primeira editora virtual do país, que opera desde 1998 e possibilita aos leitores escolher entre a versão impressa e eletrônica –, os e-books representam apenas 5% das vendas. “Mas, de qualquer maneira, a forma digital ajuda na divulgação. Além disso, curiosamente, a maioria das pessoas compra as duas versões, a impressa e a virtual. Isso acontece quando o leitor prefere o livro impresso, mas precisa com urgência de um exemplar”, explica o editor do site, Thomaz Adour.

Um exemplo da força de divulgação dos e-books e do peso dos impressos sob o digital é que várias editoras fizeram o caminho inverso: nasceram completamente virtuais e hoje já oferecem também a opção impressa. Entre elas estão a Ei Editora Inteligente, antiga Ieditora (www.ieditora.com.br), e a Usina de Letras (www.usinadeletras.com.br). A EI já faz isso há três anos. Já a Usina de Letras começou há três meses. Nessa última, o serviço de impressão é somado às facilidades cibernéticas. Há, por exemplo, a opção de fazer o orçamento online.

Nas editoras virtuais que vendem os livros, os autores recebem os direitos autorais. Essa é uma outra vantagem da publicação digital. “Enquanto as editoras tradicionais pagam em média 10% do valor de capa, pagamos 20% para as edições impressas e 40% para as digitais”, diz Thomaz. A diferença na porcentagem existe para igualar os valores, já que no Papel & Virtual, por exemplo, os títulos na forma digital custam em média metade do valor do impresso.

Há ainda outras vantagens dos e-books. O conteúdo do livro, por exemplo, pode ser rapidamente revisado e alterado. Os contratos entre autores e editoras virtuais costumam ser mais brandos ou nem existem. Na maioria delas, os autores podem publicar as obras virtualmente e, quando quiserem, mudar para uma editora convencional sem nenhum ônus. Os e-books também funcionam como uma espécie de vitrine para as grandes editoras. “Mas também acontece de algumas editoras encaminharem o autor para o site para testar o potencial de aceitação de obra de um ator. Se vender no virtual, eles publicam”, acrescenta Thomaz.


Enquanto as editoras tradicionais pagam em média 10% do valor de capa, pagamos 20% para as edições impressas e 40% para as digitais

 

Thomaz Adour, editor do site Papel & Virtual

 

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Centenário de Oscar Niemeyer
Centenário de Oscar Niemeyer...Gustavo Dourado  
   
 
 
  
Cordel para Oscar Niemeyer
Gustavo Dourado


Centenário de Niemeyer:
O mestre da arquitetura
Em eterna construção:
Forma, leveza, ternura
Harmonia e elegância:
Simetria na estrutura...

Ano 1907:
No belo Rio de Janeiro
Nasceu Oscar Niemeyer
Um gigante brasileiro
Arquiteto universal:
Comunista por inteiro...

Em 1934:
Termina a graduação
Escola de Belas Artes
Deu início à profissão
Com o amigo Lúcio Costa:
Floresceu a criação...

Le Corbusier presente
Na arte niemeyeriana
Ministério da Educação:
Fluiu arte soberana
Edifício-sede da ONU:
Influência corbusiana...

Volumes espetaculares
Leveza na estrutura
Vocabulário barroco
Modernismo na cultura
Estética da linha reta:
Evolução na arquitetura...

Oscar Niemeyer Soares:
Sol do Rio de Janeiro
É nome internacional
Famoso no mundo inteiro
Expoente da Arquitetura:
Na arte – um candeeiro...

Neto de Ribeiro de Almeida
Do Supremo Tribunal
Amava a boemia
Da terra do carnaval
Sempre foi preocupado:
Com a estrutura social...

Aos 21 anos:
Concluiu o secundário
Casou-se com Anita Baldo
O seu amor foi diário
Em oficina tipográfica:
Teve primeiro salário...

Escola Nacional de Belas Artes:
Arquiteto engenheiro
Passou por dificuldades
No terreno financeiro
Sempre foi insatisfeito
Com o sistema brasileiro...

Trabalhou com Lúcio Costa
No começo, estagiário
Com Lúcio e Carlos Leão
Não recebia salário
Queria nova arquitetura:
Foi pesquisador diário...

Tempos de Estado Novo:
De Getúlio presidente
Agricultura no auge
Industrialização crescente
Gustavo Capanema no MEC:
Um ministro experiente...

Fez parceria com Lúcio
Ernane e Jorge Moreira
Reidy e Carlos Leão
Uma equipe de primeira
Ideário de Corbusier:
Niemeyer na dianteira...

Ministério da Educação:
Modernismo Brasileiro
Lúcio Costa com Oscar
Seu amigo e parceiro
Portinari, Ceschiatti
Burle Marx...Jardineiro...

Feira Mundial de Nova Iorque:
No Pavilhão Brasileiro
Com Paul Lester Weiner
O escritório parceiro
A nova arquitetura:
Conquistou o mundo inteiro...

Edifício Gustavo Capanema
No Rio é inaugurado
Arquitetura modernista
Entra na pauta do Estado
O talento de Niemeyer:
Pelo mundo é destacado...

Em 1940:
Atuação do destino
O projeto da Pampulha
Une Oscar a Juscelino
O prefeito de BH:
Era homem cristalino...

O conjunto da Pampulha
Nasce em Belo Horizonte
Niemeyer aos 33
Faz brotar a sua fonte
Crítica e admiração:
Ao criativo hierofonte...

Igreja de São Francisco de Assis
Gera polêmica social
A Igreja não benzeu
A grande obra cultural
O lobo de Portinari:
Era um cachorro no mural...

Arte no concreto armado
Propriedade estrutural
Forma, sinuosidade
Mínimo traço nominal
Projetos justificados:
Renome internacional...

Francisco Inácio Peixoto
Dinâmico industrial
Colégio de Cataguases
Um projeto magistral
Residência e escola:
Foi um marco cultural...

Com jardins de Burle Marx
De Portinari, o mural
Mosaicos de Paulo Werneck
Ornamentos sem igual
Sete anos de trabalho
Do mestre primordial..

Filiou-se ao PCB:
O famoso partidão
Lenine, Revolução Russa
Stalin na programação
Segunda Guerra/Guerra Fria:
O povo no coração...

Universidade de Yale:
Convite pra lecionar
Teve o visto negado
E não pôde viajar
Devido a visão política
Não deixaram lecionar

Ano 1947:
Reconhecimento mundial
Projeto sede da ONU
Alcance internacional
Niemeyer a se expandir
No cenário universal...

Foi à União Soviética:
Contatos no Politburo
Além da Nomenklatura:
O regime era duro
Kremlin e Sputnik:
Gagárin viu o futuro...

The Work of Oscar Niemeyer:
Nos EUA é editado
Por Stamo Papadaki
O livro foi publicado
Seu trabalho se projeta:
É nome reverenciado...

São Paulo – 400 anos:
Obras no aniversário
Conjunto do Ibirapuera
Embelezou o cenário
No edifício Copan:
Um toque revolucionário...

Constrói a Casa das Canoas
Em nosso Rio de Janeiro
A paisagem é divina
Patrimônio verdadeiro
Niemeyer nos ilumina:
Camarada, companheiro...

Ano 1956:
Eleição de Juscelino
Faz um convite a Niemeyer
Uma mudança no destino
Pra dirigir a Novacap
No cerrado cristalino...

Brasília, sua obra-prima:
Com Lúcio e Juscelino
Israel na dianteira
Brasília em seu destino
Palácio da Alvorada:
No coração planaltino...

Urbanismo modernista:
Hierarquia viária
Corbusier prenunciou
Com sua mente visionária
Niemeyer edificou
A urbi revolucionária...

Prédios em blocos afastados:
Grande área verdejante
Sur les Quatre Routes
Uma cidade radiante
Aos estudos de Hilberseimer
Tem aspecto semelhante...

Catetinho foi um marco:
O palácio de madeira
Juscelino Kubitschek
Teve a verve pioneira
Oscar, Lúcio e Bernardo:
Brasília é de primeira...

Flui o Palácio do Planalto
E o Congresso Nacional
Da Ermida o pôr do sol
Logo depois da Catedral
Rodoviária nos Eixos:
Escala monumental...

Ano 1963:
Amplo reconhecimento
Instituto Americano de Arquitetos
Destacou o seu talento
Torna-se membro honorário:
Glória ao conhecimento...

Prêmio soviético de paz:
Por Prêmio Lênin conhecido
Niemeyer se amplifica
Tem o nome distinguido
Homem de sabedoria
Consciente e destemido...

Pós-construção de Brasília:
Niemeyer foi lecionar
Universidade de Brasília
Para bem coordenar
A Faculdade de Arquitetura
Até o Golpe Militar...

Socialismo sonhado
Ficou só na utopia
A elite se sobrepôs
Comanda a burguesia
Os pobres foram expulsos
Para outra freguesia...

Em 1964:
Para Israel viajou
Muitas mudanças à vista
O Golpe se anunciou
Em primeiro de abril:
A Ditadura se implantou...

Depuseram João Goulart:
Exilaram Juscelino
Interromperam o sonho
Abortaram o destino
Brasília sobreviveu:
Ao tremendo desatino...

Veio o obscurantismo:
Censura e repressão
AI-5 e tortura
Terror, fome e depressão
A miséria e a fome:
Estagnaram a Nação...

O medo nos foi imposto
A liberdade acorrentada
Frieza e opressão
Decadência na estrada
Ocaso do pensamento:
Prenderam a madrugada...

O Brasil entrou em crise:
A UnB foi invadida
O carnaval ficou triste
Sem samba na avenida
Niemeyer foi-se embora:
Para arquitetar a vida...

Auto-exilou-se na França:
Nos tempos da Ditadura
"Endurecer se preciso for:
Mas, sem perder a ternura"
Lênin, Marx, Che, Fidel:
Revôolução na arquitetura...

O povo quer moradia:
Pra melhorar o destino
Brasília foi aventura
Um momento diamantino
JK, Lúcio e Oscar:
Foi um sonho de menino...

No começo era o ermo:
Parecia o fim do mundo
Não tinha nada em Brasília
Só tinha o Riacho Fundo
Paranoá e Mestre D`Armas:
Céu azul muito profundo...

O Plano Piloto de Lúcio
Tinha muita qualidade
O mestre do urbanismo
Fez o plano da cidade
Volume e espaço livre:
O traço com liberdade...

Brasília foi um momento
De coragem e aventura
Otimismo e vontade
Arrojo da arquitetura
Lúcio Costa e Niemeyer
Em alta temperatura...

Memorial JK:
Monumento a Juscelino
Polêmica com os militares
Foice e martelo no tino
O símbolo do Comunismo
Prenuncia o destino?!

Progresso para o Interior:
De Brasília a utopia...
Crescimento exagerado
Miséria no dia-a-dia
Desvirtuaram o Plano:
Detonaram a Poesia...

Multiplica-se a cidade
Faz-se a re.construção
Evite-se o descontrole
Parem a poluição
A Capital da Esperança:
Reclama mais atenção...

Integração com a natureza:
Era o plano original
Pilotis nas construções
Da Capital Federal
Esplanada, Três Poderes:
Não se vê nada igual...

Excesso de automóveis:
Provoca a dependência
Detrimento do pedestre
Trânsito em turbulência
Brasília cresceu demais:
Dói a nossa consciência...

Cidades da periferia
Fora do planejamento
Grave problema humano
Desemprego, atormento
O povo invadiu o espaço:
Transgrediu o monumento...

A cidade explodiu:
Cresceu, se agigantou
Águas Claras, Taguatinga
Ceilândia se projetou
Gama e Samambaia:
Brasília se multiplicou...

Em Ceilândia, o Nordeste:
A Casa do Cantador
Único projeto de Niemeyer
Fora do centro gestor
Brasília em outros eixos:
O povo é renovador...

As satélites surgiram:
Houve a necessidade
O povo se instalou
Usou a criatividade
Não podiam expulsar
Os construtores da cidade...

Urbanismo modernista:
Hierarquia viária
Corbusier prenunciou
Com sua mente visionária
Niemeyer edificou
A urbi revolucionária...

O Cerrado ganhou alma:
Pulsa grandiosidade
Brasília é uma metrópole
O tempo deixou saudade
Niemeyer deu a essência:
Arte – Multiplicidade...

Minha experiência em Brasília
Editado no Japão
Rússia, França e Espanha
Fizeram a tradução
A forma na Arquitetura
Com boa repercussão...

Ano 1994:
Conversa de Arquiteto
Meu Sósia e Eu
As Curvas do Tempo, incerto
Minha Arquitetura, li:
É um livro sempre aberto...

Já no Terceiro Milênio
O Complexo Cultural
91,8 mil m²
No centro da Capital
Biblioteca e Museu:
Bem perto da Catedral...

Ano 2007:
O ano do centenário
Em Postdam, na Alemanha:
Planifica um balneário
Brasília homenageia:
O mestre revolucionário...

Oscar Niemeyer é gente:
É homem de consciência
Por toda a longa vida
Manteve a coerência
Escreveu bela história:
Com a sua experiência...

Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br
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