São João arrasta-pé:
Forró, fogueira, baião...
Xote, xaxado e quadrilha...
Foguete, bomba, balão...
Caruaru-Campina Grande:
São João bom é no Sertão...
São João lá na Bahia:
Na festa do interior...
Irecê, Ibititá...
Cruz das Almas, Salvador...
Em Recife dos Cardosos:
Sanfona, paz e amor...
Arraiá, queima de espada:
Cará, milho, animação...
Festa junina...joanina:
No Brasil é tradição...
Santo Antônio, São Pedro:
O quente é o São João...
Sortes e adivinhas:
Simpatia e acalanto...
Pai-Nosso, Salve-Rainha:
A festa é um encanto...
Santo de cabeça pra baixo:
Atrás da porta no canto...
Crisma, batismo de fogo:
Dançar e pular fogueira...
Assar batata na brasa:
Cantar a Mulher Rendeira...
Baião de Luiz Gonzaga:
Com forró a noite inteira...
Latada, pamonha, canjica:
Mel, cuscuz e macaxeira...
Cachaça de alambique:
Cana quente de primeira...
São João é no Nordeste:
Pra curar a pasmaceira...
Mês de junho, 24:
O Dia de São João ...
É festa da cristandade:
É antiga tradição...
Até no Antigo Egito:
Já tinha celebração...
Pular fogueira, dançar:
Chuva de ouro e rojão...
Sortilégio e buscapé:
É bela a celebração...
Pistolas de lágrimas no céu:
Nas noites de São João...
Bandeirolas e balões:
Claridade no Sertão...
Barraquinhas de comida:
Mugunzá, licor, quentão...
Balinha e amendoim:
Como é bom o São João...
No São João de hoje em dia:
Tudo está muito mudado...
Tem show e festa em clube:
Se perdeu o rebolado...
Saudade do São João:
No terreiro e no roçado...
No São João de minha infância:
Não tinha eletricidade...
A luz era à luz da lua:
Tinha estrelicidade...
Do São João de menino:
Lembro e morro de saudade...
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Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br
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Desde 16 de Janeiro de 2005
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| Auta de Souza Escritora Nasceu em terra potiguar Na pequena Macaíba Bom local pra se morar Trouxe ao mundo a Poesia Pra nossa vida melhorar... Nasceu em 12 de Setembro Pelo século dezenove Ano de 1876... Tirei a prova dos nove Agora no Terceiro Milênio Que ninguém nos desaprove... Educou-se em Pernambuco No Colégio São Vicente Diz a Biobibliografia: A Poesia nunca mente Auta de Souza é História E será daqui pra frente... Religiosas francesas Foram suas preletoras... Falava bem o Francês Aprendeu com as mentoras Dominava a Língua Inglesa Teve sábias preletoras... Sofreu com tuberculose No raiar da adolescência 14 anos de idade... Poesia e transcendência Publicou aos 17: Versos com clarividência... Na Revista Oásis Teve participação No Jornal "A República" Ativa colaboração Grêmio "Le Monde Marche" Letras em ebulição... Em Congresso Literário Seu nome foi destacado Na Revista "A Tribuna" Belo texto publicado Ida Salúcio - Hilário das Neves: Em pseudônimo letrado... Dhálias: Flores da Poesia Consagrada inspiração Jornal Oito de Setembro Em fértil elaboração Revista do Rio Grande do Norte Horto: Versos - seleção... A Tribuna - Número 10 Auta de Souza em criação Foi título em bom artigo De Alberto Maranhão: -Mestre Zeferino Arruda- Elogio em construção... Prefácio de Olavo Bilac: O Horto foi editado. Por Arthur Pinto da Rocha O livro foi elogiado Auta de Souza em Paz: Um espírito iluminado... Impresso em A República O Horto em circulação 114 poemas Em boa divulgação Mil exemplares do livro Pra nossa população... Polycarpo Feitosa Sobre Auta escreveu Publicou em A República Profundo artigo teceu Horto entitulado Auta bem que mereceu... Auta ganhou novo artigo Na Revista A Tribuna, Por Sebastião Fernandes: Que a Poesia nos una... Ilumine a nossa vida Com luz do sol e da luna... Os passarinhos cantaram O Universo tremeu 07/02/1901... Auta de Souza faleceu Voou para o Infinito Pra encontrar o Galileu... Auta de Alta Poesia O Amor sempre concebeu Espírito diamantino Lá no céu amanheceu Transmutando a Poesia Com o Poeta Cecéu ... Cecéu é Castro Alves Poeta de envergadura Como Auta... um gigante No Amor e na Ternura Poesia de alto nível De alta temperatura... Auta foi-se aos 24 Também foi o Condoreiro Foram-se na mesma idade Para o mundo altaneiro Poetas universais: De luminoso candeeiro... Auta de obra eterna De alta concepção Aos 24 anos partiu Para outra dimensão... Por Cascudo elogiada E amada pelo Povão... O seu nome é destaque No Brasil de Sul a Norte Auta de Souza é sábia Que esclarece a morte Nos conduz à vida eterna Na luz do teletransporte... Gustavo Dourado |
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A literatura no novo milênio Gustavo Dourado - presidente Sindicato dos Escritores do DF Nesta entrevista, o presidente do SEDF, Gustavo Dourado, faz uma síntese do trabalho desenvolvido pela diretoria da entidade que, nos últimos três anos, batalhou no sentido de impulsionar a divulgação dos autores brasilienses. Ele preconiza um futuro promissor para a literatura, com a integração das novas tecnologias e meios de comunicação que facilitarão o acesso do leitor a um maior número de escritores, muitas vezes relegados pelo competitivo e tradicional mercado editorial. Escriba – Qual o balanço que você faz destes três anos à frente do sindicato? Escriba – Ao seu ver, quais os motivos para essa expansão da literatura local? Escriba – E quanto ao mercado editorial. Você acha que ele está mais aberto? Escriba –Quais sugestões você daria a quem quer publicar um livro hoje em Brasília? Escriba –como ficou o seu trabalho individual de escritor nestes três anos à frente do sindicato? Escriba – Ao seu ver, qual o futuro do livro diante das novas tecnologias? | |
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Gustavo Dourado | |
LITERATURA
Rede de alternativas
Escritores que não se enquadram nas exigências impostas pelas editoras convencionais encontram na internet o veículo ideal para divulgar seus trabalhos
Naiobe Quelem
Da equipe do Correio
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Antônio Siqueira/CB |
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Das vendas de mão em mão em bares e restaurantes à popularidade entre internautas de todo o planeta, o escritor Gustavo Dourado aprova a iniciativa: “Hoje estou no mundo” |
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Paralelamente às restrições impostas pelas editoras convencionais, autores até então desconhecidos no mundo das letras têm investido cada vez mais no mundo virtual para divulgar seus trabalhos. Baixos custos de editoração, velocidade na publicação e na divulgação, bem como a viabilização de obras que não se enquadram no conceito de atratividade comercial das editoras tradicionais, são algumas das vantagens que as suas correspondentes virtuais.
Até 1997, o professor de literatura e escritor Gustavo Dourado, 44 anos, tinha o trabalho restrito a uma pequena parcela do público brasiliense. Todos os nove livros publicados até então foram independentes e distribuídos com dificuldade. “Vendia os exemplares nos lançamentos e nos bares e restaurantes, de mesa em mesa”, lembra Gustavo. Cansado de ter os escritos recusados, há quase oito anos ele só publica o material na internet. Começou publicando artigos, contos, crônicas e poesias em sites do Brasil e do exterior.
Há cinco anos, Gustavo lançou seu primeiro livro pelo Ebook Net (www.ebooknet.com.br), editora virtual com acesso para download gratuito, e não se arrepende. Phalábora – antologia poética com ilustrações do artista plástico Toninho de Souza – é o mais lido do site. Só em dezembro, recebeu 3.549 visitas – média de 114 acessos diários. Recentemente, o seu site (www.gustavodourado.com.br) e a antologia (www.phalabora.ta-na.net) foram incluídos no World Poetry Day e Unesco Portal Libraries. O portal de poesias da Unesco destaca os principais autores contemporâneos de cada país e é hoje uma das mais importantes referências na área cultural em todo o mundo. O site do escritor também está entre os primeiros no PageRank do Google Directory, que mede a qualidade e o nível de leitura dos sites. No último dia 28, por exemplo, Gustavo ocupava o 4º lugar na categoria Escrita Online e a 8ª posição na categoria Autores. “Isso tudo aconteceu depois de publicar no Ebook Net”, conta.
No Ebook Net, o autor paga para publicar o livro digital e ganha uma biblioteca virtual própria onde são hospedadas as obras. “Não há restrição de gêneros, mas 80% dos títulos são poéticos”, observa a criadora do site, a poetisa Maria Inês Simões . Os preços e a ampla possibilidade de divulgação dos trabalhos por meio da rede são os maiores atrativos. Um livro, que custaria cerca de R$ 5 mil se impresso, no site, sai por cerca de R$ 150. Não é preciso pagar hospedagem. Já para os leitores, o custo é zero. Como as obras podem ser baixadas gratuitamente, o autores não recebem os direitos autorais. “A única coisa que não ganho é dinheiro, mas isso é um investimento. As editoras tradicionais são muito fechadas. Antes era conhecido apenas em Brasília. Hoje estou no mundo”, avalia Gustavo, que se prepara para lançar na Internet Cordéli@, antologia de cordel com xilogravuras eletrônicas. Desde 2003, o Ebook Net publicou 234 títulos de 103 autores.
O Ebook Net é um desmembramento da Academia Virtual Brasileira de Letras (www.avbl.com.br). Criada em 2001, também por Maria Inês, a Academia tem 436 membros. O site da AVBL – que remete ao Ebook Net – também é bastante conhecido entre os internautas. No portal (www.marketleap.com/publinkpop), que mede o índice de popularidade na rede, a página da AVBL soma 7.740, pontos contra 10.126 pontos da Academia Brasileira de Letras (ABL), que já tem cem anos de existência.
Mercado
A ampla capacidade de penetração dos e-books (livros virtuais, eletrônicos ou digitalizados) entre os internautas, no entanto, ainda não representa uma parcela significativa no mercado editorial brasileiro. Na Papel & Virtual (www.papelvirtual.com.br) – a primeira editora virtual do país, que opera desde 1998 e possibilita aos leitores escolher entre a versão impressa e eletrônica –, os e-books representam apenas 5% das vendas. “Mas, de qualquer maneira, a forma digital ajuda na divulgação. Além disso, curiosamente, a maioria das pessoas compra as duas versões, a impressa e a virtual. Isso acontece quando o leitor prefere o livro impresso, mas precisa com urgência de um exemplar”, explica o editor do site, Thomaz Adour.
Um exemplo da força de divulgação dos e-books e do peso dos impressos sob o digital é que várias editoras fizeram o caminho inverso: nasceram completamente virtuais e hoje já oferecem também a opção impressa. Entre elas estão a Ei Editora Inteligente, antiga Ieditora (www.ieditora.com.br), e a Usina de Letras (www.usinadeletras.com.br). A EI já faz isso há três anos. Já a Usina de Letras começou há três meses. Nessa última, o serviço de impressão é somado às facilidades cibernéticas. Há, por exemplo, a opção de fazer o orçamento online.
Nas editoras virtuais que vendem os livros, os autores recebem os direitos autorais. Essa é uma outra vantagem da publicação digital. “Enquanto as editoras tradicionais pagam em média 10% do valor de capa, pagamos 20% para as edições impressas e 40% para as digitais”, diz Thomaz. A diferença na porcentagem existe para igualar os valores, já que no Papel & Virtual, por exemplo, os títulos na forma digital custam em média metade do valor do impresso.
Há ainda outras vantagens dos e-books. O conteúdo do livro, por exemplo, pode ser rapidamente revisado e alterado. Os contratos entre autores e editoras virtuais costumam ser mais brandos ou nem existem. Na maioria delas, os autores podem publicar as obras virtualmente e, quando quiserem, mudar para uma editora convencional sem nenhum ônus. Os e-books também funcionam como uma espécie de vitrine para as grandes editoras. “Mas também acontece de algumas editoras encaminharem o autor para o site para testar o potencial de aceitação de obra de um ator. Se vender no virtual, eles publicam”, acrescenta Thomaz.
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Thomaz Adour, editor do site Papel & Virtual
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Cordel para Oscar Niemeyer Gustavo Dourado Centenário de Niemeyer: O mestre da arquitetura Em eterna construção: Forma, leveza, ternura Harmonia e elegância: Simetria na estrutura... Ano 1907: No belo Rio de Janeiro Nasceu Oscar Niemeyer Um gigante brasileiro Arquiteto universal: Comunista por inteiro... Em 1934: Termina a graduação Escola de Belas Artes Deu início à profissão Com o amigo Lúcio Costa: Floresceu a criação... Le Corbusier presente Na arte niemeyeriana Ministério da Educação: Fluiu arte soberana Edifício-sede da ONU: Influência corbusiana... Volumes espetaculares Leveza na estrutura Vocabulário barroco Modernismo na cultura Estética da linha reta: Evolução na arquitetura... Oscar Niemeyer Soares: Sol do Rio de Janeiro É nome internacional Famoso no mundo inteiro Expoente da Arquitetura: Na arte – um candeeiro... Neto de Ribeiro de Almeida Do Supremo Tribunal Amava a boemia Da terra do carnaval Sempre foi preocupado: Com a estrutura social... Aos 21 anos: Concluiu o secundário Casou-se com Anita Baldo O seu amor foi diário Em oficina tipográfica: Teve primeiro salário... Escola Nacional de Belas Artes: Arquiteto engenheiro Passou por dificuldades No terreno financeiro Sempre foi insatisfeito Com o sistema brasileiro... Trabalhou com Lúcio Costa No começo, estagiário Com Lúcio e Carlos Leão Não recebia salário Queria nova arquitetura: Foi pesquisador diário... Tempos de Estado Novo: De Getúlio presidente Agricultura no auge Industrialização crescente Gustavo Capanema no MEC: Um ministro experiente... Fez parceria com Lúcio Ernane e Jorge Moreira Reidy e Carlos Leão Uma equipe de primeira Ideário de Corbusier: Niemeyer na dianteira... Ministério da Educação: Modernismo Brasileiro Lúcio Costa com Oscar Seu amigo e parceiro Portinari, Ceschiatti Burle Marx...Jardineiro... Feira Mundial de Nova Iorque: No Pavilhão Brasileiro Com Paul Lester Weiner O escritório parceiro A nova arquitetura: Conquistou o mundo inteiro... Edifício Gustavo Capanema No Rio é inaugurado Arquitetura modernista Entra na pauta do Estado O talento de Niemeyer: Pelo mundo é destacado... Em 1940: Atuação do destino O projeto da Pampulha Une Oscar a Juscelino O prefeito de BH: Era homem cristalino... O conjunto da Pampulha Nasce em Belo Horizonte Niemeyer aos 33 Faz brotar a sua fonte Crítica e admiração: Ao criativo hierofonte... Igreja de São Francisco de Assis Gera polêmica social A Igreja não benzeu A grande obra cultural O lobo de Portinari: Era um cachorro no mural... Arte no concreto armado Propriedade estrutural Forma, sinuosidade Mínimo traço nominal Projetos justificados: Renome internacional... Francisco Inácio Peixoto Dinâmico industrial Colégio de Cataguases Um projeto magistral Residência e escola: Foi um marco cultural... Com jardins de Burle Marx De Portinari, o mural Mosaicos de Paulo Werneck Ornamentos sem igual Sete anos de trabalho Do mestre primordial.. Filiou-se ao PCB: O famoso partidão Lenine, Revolução Russa Stalin na programação Segunda Guerra/Guerra Fria: O povo no coração... Universidade de Yale: Convite pra lecionar Teve o visto negado E não pôde viajar Devido a visão política Não deixaram lecionar Ano 1947: Reconhecimento mundial Projeto sede da ONU Alcance internacional Niemeyer a se expandir No cenário universal... Foi à União Soviética: Contatos no Politburo Além da Nomenklatura: O regime era duro Kremlin e Sputnik: Gagárin viu o futuro... The Work of Oscar Niemeyer: Nos EUA é editado Por Stamo Papadaki O livro foi publicado Seu trabalho se projeta: É nome reverenciado... São Paulo – 400 anos: Obras no aniversário Conjunto do Ibirapuera Embelezou o cenário No edifício Copan: Um toque revolucionário... Constrói a Casa das Canoas Em nosso Rio de Janeiro A paisagem é divina Patrimônio verdadeiro Niemeyer nos ilumina: Camarada, companheiro... Ano 1956: Eleição de Juscelino Faz um convite a Niemeyer Uma mudança no destino Pra dirigir a Novacap No cerrado cristalino... Brasília, sua obra-prima: Com Lúcio e Juscelino Israel na dianteira Brasília em seu destino Palácio da Alvorada: No coração planaltino... Urbanismo modernista: Hierarquia viária Corbusier prenunciou Com sua mente visionária Niemeyer edificou A urbi revolucionária... Prédios em blocos afastados: Grande área verdejante Sur les Quatre Routes Uma cidade radiante Aos estudos de Hilberseimer Tem aspecto semelhante... Catetinho foi um marco: O palácio de madeira Juscelino Kubitschek Teve a verve pioneira Oscar, Lúcio e Bernardo: Brasília é de primeira... Flui o Palácio do Planalto E o Congresso Nacional Da Ermida o pôr do sol Logo depois da Catedral Rodoviária nos Eixos: Escala monumental... Ano 1963: Amplo reconhecimento Instituto Americano de Arquitetos Destacou o seu talento Torna-se membro honorário: Glória ao conhecimento... 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Progresso para o Interior: De Brasília a utopia... Crescimento exagerado Miséria no dia-a-dia Desvirtuaram o Plano: Detonaram a Poesia... Multiplica-se a cidade Faz-se a re.construção Evite-se o descontrole Parem a poluição A Capital da Esperança: Reclama mais atenção... Integração com a natureza: Era o plano original Pilotis nas construções Da Capital Federal Esplanada, Três Poderes: Não se vê nada igual... Excesso de automóveis: Provoca a dependência Detrimento do pedestre Trânsito em turbulência Brasília cresceu demais: Dói a nossa consciência... Cidades da periferia Fora do planejamento Grave problema humano Desemprego, atormento O povo invadiu o espaço: Transgrediu o monumento... A cidade explodiu: Cresceu, se agigantou Águas Claras, Taguatinga Ceilândia se projetou Gama e Samambaia: Brasília se multiplicou... Em Ceilândia, o Nordeste: A Casa do Cantador Único projeto de Niemeyer Fora do centro gestor Brasília em outros eixos: O povo é renovador... 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