CineCordel: Cordel, Cangaço e Cinema...Gustavo Dourado
CineCordel: Cordel, Cangaço e Cinema...
 
  CineCordel: Cordel, Cangaço e Cinema...

Para Sylvie Debs, Tânia Quaresma,
Maria do Rosário Caetano,
Carlos Del Pino,
Kydelmir Dantas,
Gustavo Fontele Dourado e Vladimir Carvalho...

Por Gustavo Dourado



Vou do Cordel ao Cinema:
Do Cinema ao Cordel...
Cangaceiro...Repentista:
Língua...Torre de Babel...
Glauber e o Cinema Novo:
Nos versos do menestrel...

Glauber Rocha fez a síntese:
Transposição da linguagem...
Cinemagia sertânica:
Cosmo.visão da imagem...
Deus e o diabo nas telas:
Além da Terceira Margem...

Sertão em metamorfoses
O Cabeleira...O Cangaceiro...
Vi 'O Dragão da Maldade
Contra o Santo Guerreiro'...
Três Cabras de Lampião:
No cinema brasileiro...

Cangaço - A Lei do Sertão:
O Homem que matou Corisco...
Eterna luta pela terra:
O Estado, a dor, o fisco...
Presença do Lobisomem:
Severino, Zé, Francisco...

Lampião - O Rei do Cangaço:
Fez Benjamin Abrahão...
Rufino - Antônio das Mortes:
O conflito no Sertão...
Corisco, Quelé, Silvino:
Caatinga em ebulição...

O massacre em Angicos:
O bando envenenado...
Bezerra e Zé Rufino:
Crime a serviço do Estado...
Antônio Pernambucano:
E Riverão fuzilado...

A Morte comanda o Cangaço:
Nordestern brasileiro...
Proezas de Satanás:
Paulo Gill, tiro certeiro...
Entre o amor e o cangaço:
Terra em Transe no estrangeiro...

Linduarte...Vladimir
Saraceni...Arraial...
Cabeças Cortadas na tela:
Concepção genial...
Cinema Novo - Galáxia:
Transmutação cultural...

O Pagador de Promessas:
O Homem que virou suco...
De parabellum na mão:
Punhal, faca e trabuco...
Cacá, Walter Lima Jr:
Bahia, Rio, Pernambuco...

Leon, Nélson e Joaquim:
Luís Sérgio e Carneiro...
Glauber na linha de frente:
Do cinema brasileiro...
Antropofagia plena:
Cinema novo, guerreiro...

Brinquedo Popular do Nordeste:
Pedro Jorge nos faz brincar...
O Pagador de Promessas:
O cordel está no ar...
Cuíca de Santo Amaro:
A história a registrar...

Nordeste: Cordel, Repente, Canção:
Tânia Quaresma-arte popular...
Um Vaqueiro Voador:
No Planalto a navegar...
No País de São Saruê:
Vladimir nos faz pensar...

Catulo da Paixão Cearense:
O sertão no pensamento...
Cascudo e João Cabral:
Severina-se o sentimento...
Nísia e Josué de Castro:
Paulo Freire em movimento...

Morte e Vida Severina:
Távora em O Cabeleira...
José Américo de Almeida:
Romance A Bagaceira...
Retorno ao nosso passado:
Com Gregório, Rui, Vieira...

Gonzaga e Patativa:
Ariano e Alencar...
Jorge de Lima, Zé Lins:
Leandro sempre a rimar...
No Cinema do Cordel:
Aqui vou Aruandar...

Marcelo Coelho, Paulo Caldas:
Lima Barreto em ação...
Massaini...Zé Humberto:
Macunaíma e Cancão...
João Grilo na malandragem:
Mestre Ariano no Sertão...

Euclides, Rosa, Graciliano:
Mário, Nélson e Raquel...
Walter Salles, Rosemberg:
Central, cangaço, cordel...
Vidas Secas no Sertão:
As Veredas de Babel...

Virgolino Ferreira da Sliva:
Do cangaço, imperador...
Eterno Rei do Sertão:
Foi um vate criador...
Virou lenda, criou fama:
Nos versos do cantador...

Jesúino Brilhante relampejou:
Trovejou o Cabeleira...
Tiros de Pilão Deitado:
Ecos de Lucas de Feira...
Vi Adolfo Meia Noite:
Em Afogados do Ingazeira...

Lucas Evangelista, José Gomes:
Bravo Antônio Silvino...
Sebastião Pereira da Silva:
Sinhô Pereira, Severino...
Cangaço, Cordel, Cinema:
No sangue do nordestino...

Menino de Engenho, O Auto do Sertão
Vi Milagre em Juazeiro...
Coronel Delmiro Gouveia:
Jornal do Sertão ligeiro
Tieta do Brasil, Viramundo:
O cordel se fez luzeiro....

Mandacaru Vermelho, Prova de Fogo:
Filho sem Mãe, Sangue de Irmão...
O Primo do Cangaceiro:
O Lamparina na escuridão...
Entre o Amor e o Cangaço:
Cangaceiros de Lampião...

Nordeste Sangrento, Riacho de Sangue:
O Cangaceiro Sanguinário...
A Compadecida: Quelé do Pajeú:
Cordel, cangaço, operário...
Jesuíno Brilhante, Maria Bonita:
Muito além do dicionário...

O Cangaceiro sem Deus:
Corisco, O Diabo Louro...
Deu a Louca no Cangaço:
No cordel tem um tesouro...
Cinemagia flui a luz:
Cinema reluz o ouro...

Memória do Cangaço, Paulo Gil:
A Saga do Guerreiro Alumioso...
Dadá, A Musa do Cangaço:
Li Pavão Misterioso...
Lampião, A Fera do Nordeste:
A Grande Feira é luminoso...

O Sertão das Memórias:
As memórias do Sertão...
As veredas da linguagem:
Brotam em meu coração...
Castro Alves, Jorge Amado:
Canudos...Revôolução...

Sangue Mineiro: Ganga Bruta,
Humberto Mauro brasileiro
Joaquim Pedro de Andrade:
Brilha em Rosa o candeeiro...
Garrincha, Alegria do Povo:
Foi um cabra presepeiro...

Maria Bonita, Rainha do Cangaço:
O Último Dia de Lampião
O Leão do Norte, O Último Cangaceiro:
Vida, Paixão e Morte de Faustão...
O Anjo Negro...Fogo Morto:
O Cangaceiro Trapalhão...

A Ilha das Cangaceiras Virgens:
Os Trapalhões no Auto da Compadecida...
As Cangaceiras Eróticas:
Difícil é ganhar a vida...
Pecado na Sacristia:
Maria Bonita destemida...

Pedro Bó, o Caçador de Cangaceiros:
Lampião & Maria Bonita...
Os Cangaceiros do Vale da Morte:
O bando sai bem na fita...
Kung-Fu contra as bonecas:
Jumento, bode e cabrita...

Ruy Guerra em Os Fuzis:
O Quinze; Corisco e Dadá:
José Araújo, Lima Barreto:
Meu sertão de Ibititá:
Coluna Prestes, Lampião:
No sertão do Deus dará...

O Santo Guerreiro de Canudos:
Profecias de Conselheiro...
Riverão Sussuarana:
Leia o poeta-vaqueiro...
A Guerra do Fim do Mundo:
Foi daqui pro estrangeiro...

Brilha o cordel no cinema:
Em Cannes, em Juazeiro...
No Raso da Catarina:
Na caatinga, no terreiro...
Vejo o cordel no cinema:
Nas telas do mundo inteiro...


Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

Gustavo Dourado


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Gustavo Dourado (12/18/2007 4:24:00 PM) | Delete this message
CineCordel: Cordel, Cangaço e Cinema... by Gustavo Dourado

Destaco aqui os principais filmes brasileiros sobre o fenômeno do Cangaço.
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br
http: //cordel.zip.net
www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm
Poema de José Geraldo Neres para Gustavo Dourado
Phalábora

a Gustavo Dourado


Ritmaste
:pássaro de luz tropical
lavra(a)dor
canto do abandonado
das metamorfoses sonoras
no oceano sertanejo
cadente nave
a morte dança como anjo louco
de sete sinas
vampiro meta.físico
língua de sete buracos
rouba o sopro da foice
estrelua pontiaguda
:baião-blues
saravá
xote maracatu
navega Netuno
serpente
lobisomem
bichomem
cigano da palavra



lendo: "Phalábora" Autor: Gustavo Dourado
http://www.bibliotecasvirtuais.com.br/biblioteca/gustavodourado/index.htm
Gustavo Dourado no Blog da Clevane Pessoa

 

Diário
 
27/09/2006 23h47
Carta Aberta a Gustavo Dourado
Luciene Oliveira,estudante de Letras manda-me um e-mail dizendo que havia impresso uma carta que eu escrevera a Gustavo Dourado, motivo de um debate em sua sala de aula,que levou a turma a ler Phalábora.Mas que perdeu a folha onde a imprimira e não se lembrava onde a encontrara.
Vou então, republicar a carta(que originalmente,está no Recanto das Letras), pois gosto da idéia de estudantes dissecando nossas produções...Rsss...À época, Gustavo viria para um evento chamado Belô Poético, organizado por Virgilene e Rogério Salgado, o que acabou por não se concretizar....
Clevane


Caro amigo douro,dourado:

Quando te indiquei para o Encontro Nacional de Poesia,do Belô Poético, para o qual também estava sendo convidada,além de apreciar há tempos nossa amizade virtual, que embora parca e à distãncia,muito me aquece,o fiz em especial por um motivo:seres cordelista.Não porque, mas apesar de.Incluis o cordel em tuas transições poéticas e quando percorres de uma galáxia à outra de tua caminhada de versos,ele é teu cartão de visistas.
Ando fula com certos poetas emproados que chutam trovas e cordéis, porque as rimas dão a falsa impressão de des/literatura.Lembro que quando conhecia tua verve, foi através de Phalábora, e-livro virtual que deixou-me meio que sem fôlego, num valsar de energia pura,e então, te escrevi:
"Gustavo:Parabéns pela coragem de colocar um livro tão precioso na Internet.Confesso que até hoje só ousei colocar a poesia menos elaborada, por já ter sido vítima de plagiadores.Gostaria de saber se Phalabora existe também editado no papel...Em caso positivo,mande a editora e indique-me como tê-lo.
Preciso dizer o quanto gostei?O título já é de per si, um achado.O labor elaborado.A fala do labor.O labor da fala.O Falus.Phalas Atena determinando a Philosofia.A SOPHIA.A POIESIS parlando por teu falo.O fato falado.A IMAGEM no enganjement.O poder do falus e das falas.Teu poder de Poeta/metapoeta/metaphórico.Rico de imagens sincronizadas,"o tempora, o mores!".Que belíssimos jogos!LUDUS x LIÇA:o brincar e o combater.O Prazer embutido nos NÃO e nos SIM.A Perfeita Harmonia .Assimilação do SER ao aparente Não SER.A simbologia cromática.Embutida nos versos, a falacusatória, a falamante,a falardente:sarça que não se apaga...
Um abraço:Clevane Pessoa de Araújo Lopes"
Nem sei se te lembras disso.Nem eu lembro em que ano foi.Phalabora é de Poesia concreta, densa, mas abstrata,tênue.Mais a beleza plástica das iluminuras hodiernas.E acentuo:somente o bom poeta é bom cordelista, de patativa do assaré, com a grandiosidade da alma simples, jamais simplória,a Rodolfo Cavalcanti,de Jequié,na Bahia, para quem, mocinha fiz,capas de livros,enviando-as, de Juiz de Fora, onde militei na imprensa, para ele.
Quando soube que havias feito uma tese de formatura em codel, vibrei.E daí em diante, venho acompanhando teu tracejar de cordelista.O mais recente(penso),foi para cantejar Raul Seixas-em seu (U)niver(so):Uni, verso,só relembrado.
Às vezes, Gustavo, surpreendo-me a rir,imaginando um desses poetaços de versos brancos(tão deliciosos de fazer),a suar para conseguir metrificar as quatro linhas da trova, as seis da sextilha.Nunca mais haveria de menosprezar cordelistas.
Poesia é ave de grande envergadura, asa a asa...De grandes vôos.De muitos emplumares.Trocas de árvores, voltas aos ninhos e ninhais.E o Poeta a acompanha com amorosolhar.Assim és, se te permitem e se não.Tens a mesma grandiosidade de teu sobrenome.E brilhas.
Um abraço cordifraterno:de conhecer-te ando à espera.No real, pois no virtual,já te penso tanto quanto soi ser um amigo.E quero te apresentar uns que aqui em Minas Gerais fiz.O encontro cito é daqui a alguns dias,bem o sabes.

N:Armagedon é o pseudônimo de Gustavo,esse baiano radicado em Brasília, prolífero autor.
 

Publicado por clevane pessoa de araújo lopes em 27/09/2006 às 23h47
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