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http://en.wikipedia.org/wiki/User:Ecordel
Cordel da Família Dourado Gustavo Dourado
Deus me deu inspiração Para no tempo voltar À Bahia e Portugal Do Sertão ao grande Mar A gênese dos Dourados: Em versos vou relatar...
Família que vem do ouro Das plagas de Portugal Do Porto e Rio Douro Do Celta é original... No Brasil fez bela História E no concerto universal...
É família muito antiga Tem genética lusitana Originou-se dos celtas Tem a vertente hispana A sua maior grandeza: É na boa terra baiana...
Dourados de Antigamente: Estevão, Joana, Miguel Fernão, Lopo e Mariana Pedro, Francisco, Isabel Ruy Dourado e Mateus: E Maria de Samiguel...
Mateus Nunes Dourado Navegador...Garimpeiro Veio da terra de Camões Para o torrão brasileiro Aportou em Salvador: Vindo lá do estrangeiro...
De Salvador da Bahia Foi morar em Jacobina Garimpou pelo Sertão Encontrou ouro na mina Tornou-se rico fazendeiro: Na Chapada Diamantina...
Encantou-se com Joana: Da Família Silva Lemos Nasceu-lhe o filho José Isto é o que sabemos José, pai de João José: Dourado sempre seremos...
Sou Dourado da Bahia Um Dourado recifense Dourado lá do Rochedo Sou Dourado ireceense Dourado de Ibititá: Dourado brasiliense...
Dourados de Irecê: Nossa Terra do Feijão Dourado de Ibititá: Terra do meu coração Em Recife dos Cardosos: Deus me deu a criação...
Ulisses e Edelzuíta: Dourados que tem nobreza Trouxeram-me a este plano Com amor, paz e clareza Deram-me arte e poesia: Pra cantar a Natureza...
A família é numerosa E tem grandiosidade Convivemos todos bem No cultivo da verdade Sempre em busca do amor: De paz e fraternidade...
Fátima, Gleide e Gustavo: Gostam de genealogia Uilson, Toth, Ulisses: Navegam na Poesia Dourados do universo: São genes da alquimia...
Nandes, Vane e Valdo Edenivaldo e Zeni Dourados na irmandade Ouço o canto do coqui Dourado gosta de cuscuz: Feijão, milho e buriti...
Dourado lá do Rochedo Canarana e Lapão Em Recife dos Cardosos Ibititá...Lagedão... João Dourado e América Dourada em meu coração...
Teotônio(s), Alfredo, Terêncio Arlinda, Deda e Reinaldo Mário, Dene e Hermenito Ulisses, José, Reginaldo Bento, Francisco, Gustavo Antônio, João, Edivaldo...
Carlota, Constança, Nena Jovita, Dalila, Messias Celso, Sônia e Elísio, Rogério e Girimias Adalberto e Clemente Felisberto e mil Marias...
Nicolino, Augusto, Jove Sabino, Dário e Durval Exupéria e Arlinda Ana Amélia, Dermeval Adir, Vitória e Santa Querubina e Lourival...
Líbia, Antônia, Judite Maria, Ernesto, Perolina Maria Amélia e Antônia Maridete e Jovelina Em Recife dos Cardosos: Recordo de Eponina...
Urbano, Lauro, Alzira Eurides, Deise, Dagmar Eufrásio e Abnaias Astério e Bolivar Horácio e Manoel Osório, Jonas, Omar...
Josias, Amália, Adelmo, Otaviano, Bernadete Nilton e Stoessel Ninalva e Cleodete Edmilson e Isaías Otacílio e Hildete...
Jaci, Nilva, Juraci Darcy, Neusa e Hermano, Marcelo e Tolentino Arli e Justiniano Clemência, Nair, Vitória: Daniel e Herculano...
Dourado é trabalhador Criativo, condoreiro É família destacada: Aqui e no mundo inteiro Quem tem o nome Dourado: Sabe ser bom garimpeiro...
João José da Silva Dourado: Baluarte...Timoneiro... Dinâmico empreendedor: Agricultor...Garimpeiro Patriarca dos Dourados: Muito rico fazendeiro...
João José trabalhou muito Com esforço enriqueceu Tinha diversas fazendas À família enobresceu... Do tamanho de Sergipe: Muita terra ele nos deu...
Milhares de cabeças de gado À família ele deixou Ouro, minas e fazendas A família bem herdou Homem digno, destemido: Aos Dourados projetou...
De Mateus herdou a fibra De José, a valentia... Era muito respeitado No Estado da Bahia Sua palavra era ouro: Mais que dinheiro valia...
A família cresceu muito No Brasil, no estrangeiro Na Chapada Diamantina: João José foi pioneiro Seu gen se multiplicou: Hoje está no mundo inteiro...
Deu à Família Dourado Riqueza e capacidade Talento e inteligência: O amor pela verdade Coragem e competência: A luta pela liberdade...
Os Dourados se destacam Na arte e na cultura Temos muitos escritores Ases da literatura Artistas de qualidade: Diamantes da leitura...
Lembro Mecenas Dourado Autran, Gustavo, Regina Paulo, Alzira e Pedro Maria, Ana e Cristina No Rio, Brasília e Sampa E na Chapada Diamantina...
Lauro, Adalvo e Júnior Dermi e Americano, Osvaldo, Francisco, Elias Yon, Jackson, Herculano Galvão, Ana e Laurita: Washington e Floriano...
Ângelo, Dene, Waldomiro Zeni, Adolpho e Roldão Guilherme e Adhailton Hermenito e Sebastião Uilson e Amargedom: Que moraram em Lapão...
Vou retornar ao passado Nos idos de antigamente Aristides e Teotônio: (Prefeito era Intendente) Dois destaques de Irecê: Que orgulham nossa gente...
Teotônio, Ineny, Renério Dr. Mário e Deraldo Não se pode esquecer O professor Edivaldo Que é neto de Porcina: Sendo por isso Dourado...
Edivaldo Santos Lopes Sucedeu a Nobelino... Nobelino era justo Generoso e cristalino Era neto de Aristides... Um talento diamantino...
Nobelino foi riquíssimo Um grande trabalhador Criava gado e plantava Tinha frota de trator Seu caminhão carregava: Muito além do Tombador...
Muitos grãos transportava: Milho, mamona e feijão Por Tareco e Gameleira Morro do Chapéu, Lapão Xique-Xique...Ibititá: Recife e Lajedão...
Isaías...Stoessel O grande Lauro Galvão Hermenito foi destaque Teve grande dimensão Um orador afamado: Em qualquer ocasião...
Dourados em todo o Mundo: No Brasil, em Portugal Europa, França, Bahia: Amazonas, Pantanal... Rio, Minas e São Paulo E no Distrito Federal...
Dourado se misturou Com Silva e Oliveira Cardoso, Nunes e Castro Marques, Matos e Pereira Pimenta, Macedo, Bastos Barreto, Sousa e Ferreira...
Dourado se integrou Com Vilela e Carvalho Andrade, Fernandes, Pires, Magalhães, Alves, Barbalho Tavares, Durães, Martins Soares, Lima e Ramalho...
Dirceu, Joabe, Everaldo Orivaldo e Zeferino Erenito e Ernandes Mizael e Nobelino Em Recife dos Cardosos E no Recife do Lino...
Adolfo, Marcos e Joel Davi, Moisés, Salomão Clemente, Martiniano Ester, Jó e Abraão Genésio e Hildebrando Matias e Damião...
Wellington e Israel Edésio e Ernestino Odilon, Eliezer Elvira e Severino Onélia e Maridete Auzier, Emerentino...
Família Dourado é 10: É família de primeira É das maiores famílias Desta terra brasileira Família universal: Luminosa...Candeeira...
Ulisses Marques Dourado: Meu sagrado genitor Homem honesto e íntegro De destacado valor Em Recife dos Cardosos: Cultivou paz e amor...
Edelzuíta de Castro Dourado Minha mãe iluminada Criativa, talentosa... Trabalhadora honrada Foi destaque na Família: Fez gloriosa jornada...
Bento da Silva Dourado Maria Cardoso de Oliveira Rita e Antônio Lourenço Gerendência de primeira Belarmina e João: Exupéria...Rezadeira...
Fazenda Pau de Pilão: É em Tapiramutá De lá veio vovô João Para o sertão de Ibititá Da boa Fazenda Porcos: Na "barriguda" de Iaiá...
João de Oliveira Cardoso Belarmina Seixas Dourado Geraram José, Ana, Perolina Tio Otávio de bom grado Otaviano, Júlio e Maria... De Exupéria...A Poesia: Flui martelo agalopado...
Exupéria e Francisco Deram boa geração Tio Josias e Ulisses Um bom pai e bom irmão Francisca, Amália e Jonas: Um trio de bom coração...
Alfredo Marques Dourado Com Ana Bela se casou Nasceu Ana e Ormezina Francisco se destacou Ana Rita e Durvalina: A família se consagrou...
Foi feliz a união: Nasceu José e Durval Maria Amélia surgiu Em um tempo magistral Não esqueço Daniel: Nosso gen é genial...
Exupério e Ormezina: Dalva, Lurdes, Edgar Abnael e Abderman Abner sempre a amar Relembro Abnaias No Tanque Velho a sonhar...
Augusto e Dona Meire O legado protestante Semente presbiteriana Uma igreja triunfante Os "Augustos" são de Deus: Testemunhas, sempre avante...
Élis, Afonso, Enderlaite Abner, Daniel, Odemar Augusto, Zeri, Hamilton Benjamin bom no beijar Todos filhos excelentes: São doutores para orar...
Augusto de Oliveira Cardoso Foi um crente pioneiro Em Recife dos Cardosos Evangelista primeiro Com Meire Pereira Rios: No caminho verdadeiro...
Élis e tia Francisca: Abdenalva e Leni Daniel e Miriam Augusto e Irani Eudes e Iraíldes: Gente boa é essa aí...
Sou Dourado em Brasília: A Capital Federal Aqui vivo com Maria E faço meu carnaval Yon, Gustavo e Elias: São bons filhos sem igual... --
Gustavo Dourado www.gustavodourado.com.br
Castro Alves: Condoreiro do Sertão
Gustavo Dourado
Castro Alves Popular Poeta bem brasileiro Telúrico...Espiritual Libertador altaneiro O Poeta dos Escravos Nosso eterno condoreiro
Bardo sempre iluminado Sol Poeta Menestrel Trovador de alto brado Alquimista...Bacharel Repentista de primeira Foi precursor do Cordel...
Na Fazenda Cabaceiras O grande Poeta nasceu No dia 14 de março A Poesia floresceu Em Mil 800 e 47 O Poeta apareceu...
Cabaceiras do Paraguaçu De Muritiba, freguesia Comarca de Cachoeira No Estado da Bahia Surge Antônio Frederico Transmutador da Poesia
Poeta de boa estirpe Nasceu no Interior Pai: Antônio José Alves Grande médico de valor Clélia Brasília, a mãe Mulher de fibra e amor...
Aos 5 anos de idade A família se mudou Residência em Muritiba... Em São Félix...morou Na famosa Cachoeira Castro Alves...Estudou...
José Peixoto da Silva O primeiro professor O poeta bem infante Sente a essência do calor Recebe do amado mestre A sinergia do Amor...
Em Mil 800 e 54 A família em Salvador Lá na Rua do Rosário Num sobrado encantador Lá morreu Júlia Feital Baleada pelo "amor"...
Mudou para a Rua do Paço Logo no ano seguinte Foi estudar no Sebrão Mui atento bom ouvinte Já gostava de Poesia Da alma: constituinte...
No ano de 58 Vai pro Ginásio Baiano, De Abílio César Borges Asas ao Poeta Cigano Treme a terra...brame o mar: Multiversoteropolitano...
Fixa moradia em Brotas Na Chácara da Boa Vista Castro Alves vive a vida Com a alma de ativista Surgem os primeiros versos Do monumental artista...
Dona Clélia Castro Alves Falece em 59 É grande a emoção O Poeta se comove Grande baque na Família A dor à Poesia sorve...
Em 1860 Mês setembro dia 9 Recita os primeiros versos O Uni Verso se move A estrela da Poesia Pelo céu se loucomove...
Versos ao Doutor Abílio Criativo educador Ás do Ginásio Baiano Seu dinâmico diretor O Barão de Macaúbas Grande Mestre...Professor...
3 de Julho...1861 O Poeta a declamar Poema ao 2 de Julho Sua verve a consagrar O Poeta dos Escravos Poesia a nos libertar...
Dr. Antônio José Alves Busca o amor novamente Maria Ramos Guimarães Para cuidar da semente Antônio e José Antônio Tem Recife pela frente...
Ano 1862... A 25 de Janeiro Parte para o Recife O Poeta condoreiro Na Veneza brasileira Faz-se vate guerrilheiro...
Publica no Jornal do Recife "Destruição de Jerusalém" Versos arrebatadores Uma poesia do além Poeta crítico altaneiro Além do Mal e do Bem...
Surge Eugênia Câmara Teatro Santa Isabel Nasce o vate repentista Vigoroso menestrel O Amor queima a alma Como fogo no papel...
"A Canção do Africano" Publica em " A Primavera" Maio...17... 1863... O Canto de uma Nova Era Poeta abolicionista Construtor da Primavera...
Eugênio Câmara no lance Início de uma paixão O poema "Meu Segredo" Germina do coração Sofre uma hemoptise Sangue que vem do pulmão...
Primeiro ano jurídico Após a morte do irmão "O Futuro" ele redige Em Arte de depuração A Poesia toma forma Na luta da abolição...
"Mocidade e Morte" É poesia de primeira "O Tísico" ele escreve Poesia na dianteira Sofre com o pulmão Dor profunda e verdadeira...
Interrompeu os estudos Volta para Salvador Início de tuberculose Sofre o Poeta do Amor Tem o curso interrompido Nosso vate sedutor...
Ao Recife ele retorna Com o Fagundes Varela Castro Alves condoreiro Poeta de vida bela Apesar do sofrimento Fez poesia para ela...
Logo à lida retornou Ao Recife pra estudar Segundo ano jurídico O Poeta vai cursar Sociedade abolicionista Pra escravidão acabar...
Declamou "O Século" Sessão comemorativa Amante de Idalina Vida sensual...ativa Sofria com a escravidão Da plebe negra cativa...
Cria com Rui Barbosa Núcleo pela abolição Regueira Costa - Plínio Lima Companheiros de ação O Poeta dos Escravos Queria a libertação...
Lança o Jornal A Luz E ilumina o ambiente Com o Tobias Barreto Polemiza no Repente O conflito das idéias Faz germinar a semente...
Compõe "Horas de Martírio" Na cela de um convento Lá fez o seu habitat Transmutou o sentimento Navegante do eterno Luminar de um movimento...
Declamação de "Pedro Ivo" Teatro Santa Isabel Poesia diamantina Do famoso menestrel Castro Alves precursor Do Repente e do Cordel...
Amante de Eugênia Câmara Teatrólogo - tradutor Cultivou a sua dama Com Poesia, fé, fervor Traduziu duas peças Dramaturgo de valor...
Poesia de indignação Divulga em "O Tribuno" Versos "O Povo no Poder" Impressões de um aluno Ativista ator libertário Feito Giordano Bruno...
Conclui o drama Gonzaga Ou a Revolução de Minas No povoado do Barro Poesias cristalinas É nome reconhecido Pelas plagas nordestinas...
Na Rua do Imperador Dirigiu-se à multidão Crítica à arbitrariedade Do Sistema da Opressão Torres Portugal espancado: Protesta a população...
Teatro Santa Isabel: Do Gonzaga fez leitura Círculo de intelectuais Amigos da literatura Artistas e admiradores Castro Alves se estrutura...
Em 1867 Volta para Salvador Deixa de vez o Recife Com Eugênia...Grande Amor Retorna à Boa Terra Bahia de Nosso Senhor...
Se instala na Bahia Tem uma peça aprovada Recital ao 2 de Julho Em cena ovacionada No Teatro São João Tem poesia declamada...
"O Livro e a América" Por Eugênia recitado Em benefício do Grêmio Com sucesso renovado O Poeta Castro Alves Tem seu nome elevado...
Estréia da peça Gonzaga Dia de consagração... O Poeta é carregado Com louvor e devoção Coroado pelo povo Como às da criação...
Apresentações do drama O Poeta é coroado Gonzaga traz-lhe a glória É muito bem representado Castro Alves cria fama É pelo povo respeitado...
Após o drama Gonzaga Dedica-se a escrever "Sub Tegmini Fage" "Os Escravos" a tecer Na bela chácara Boa Vista Vai com Eugênia conviver...
Escreve várias poesias Vai ao Rio de Janeiro Acompanhado por Eugênia Vai cantar noutro terreiro Da Bahia para o Rio Em 8 de Fevereiro...
Na Capital do Brasil Vai a José de Alencar Lê Gonzaga e poemas Ao escritor popular O criador de Iracema Soube bem recomendar...
Diário do Rio de Janeiro Gonzaga: apresentação... A jornalistas e letrados E Notáveis da Nação É consagrado no Rio No calor da emoção...
Alencar recomendou: Foi ouvido por Machado Que leu a peça e poemas E exaltou a nosso bardo Machado de Assis gostou E demonstrou seu agrado...
Castro Alves fez sucesso No Rio foi glorificado Banquete de alto nível Seu nome: homenageado, Por Emílo Zaluar E pelo Poetariado...
"Pesadelo de Humaitá" Recita à multidão Na sacada do Diário Toca a população O Poeta Castro Alves Alquimista da Paixão...
Levou o Povo ao delírio Despertou o sentimento Coração de estudante Alma em vôo no firmamento Militante da Poiesis Nas ondas do movimento .
Viaja para São Paulo Com Eugênia e Rui Barbosa Terceiro ano jurídico Muita poesia e glosa Sabia o segredo do verso E o mistério da Rosa...
"O Livro e a América" Recita em congraçamento Sua estréia em São Paulo No calor do movimento Arquivo jurídico e literário Promoveu o seu talento...
No Teatro São José Triunfa em declamação Segundo Joaquim Nabuco Testemunha da ação Sua "Ode ao 2 de Julho" Recebeu aclamação...
Com o poema "Pedro Ivo" Exalta a abolição Prenuncia a República Com fervor no coração Na Paulicéia Desvairada Faz sua Revôolução...
Discurso a José Bonifácio Recita "O Navio Negreiro" Triunfa em sessão magna Com ares de condoreiro Prega contra a escravidão Pede o fim do cativeiro...
Gonzaga faz sucesso No Teatro São José Poeta glorificado Escritor de muita fé Castro Alves luminoso Na Boa Terra do Café...
Nos seus atos escolares O poeta foi aprovado Sucesso com a Poesia Na Escola, respeitado Reconhecido pelo Povo Que gostava de seu brado...
No dia 11 de Novembro Um fato desagradável Dizem que numa caçada Um tiro foi disparado Com uma bala na perna Foi ferido o grande bardo.. .
É um fato muito estranho Que não dá pra entender Foi um ato complicado Não dá pra compreender É um fato muito estranho Que não dá pra entender Foi um ato complicado Não dá pra compreender É uma história esquisita Que é preciso esclarecer...
No Quarto Ano jurídico Começa a estudar Com o problema no pé Agrava a dor pulmonar Tem a saúde agravada E não pode mais estudar...
Tem a saúde abalada Vai pro Rio de Janeiro Luís Cornélio dos Santos Recebe o vate condoreiro Começa o sofrimento Do gigante brasileiro ...
Teve um pé amputado Na mesa de operação Não pôde ser anestesiado Muita dor e emoção Para dominar os nervos Gracejou seu coração...
"Corte-o, doutor"... O Poeta proferiu "Terei menos matéria" Castro Alves só sorriu Mesmo com a imensa dor O Poeta não desistiu...
Teatro Fênix Dramática Com Eugênia... encontrou Uma ano de ruptura No período completou Despediu-se de Eugênia Deu "Adeus " e embarcou...
Foi embora pra Bahia Terra de São Salvador Segue para Curralinho Nas Terras do Interior Depois em Itaberaba Reconquista o Amor...
No sertão renasce o vate Vive um sonho cristalino No amor...o platonismo No sertão diamantino Sonha com a bela Nídia Novo amor em seu destino...
Seis meses no Sertão Na Chapada Diamantina Fazenda Santa Isabel Terra de Gente Fina Retorna a Salvador Pra mudar sua rotina...
No retorno a Salvador Encontra admiradores... Cachoeira de Paulo Afonso Declamação com fervores O Poeta dos Escravos Com versos libertadores...
Lança Espumas Flutuantes Expressão do Sentimento Obra-Prima de Um Mestre Gênio de um Movimento Estrela do Romantismo De Social Pensamento...
Agnèse Trinci Murri Uma nova inspiração Sente-se arrebatado No enlevo da emoção Com a poesia "A Violeta" Transparece a paixão...
Declama pela última vez No dia 10 de Fevereiro É o último ato público Do romântico brasileiro Nossa expressão maior Vate...eterno condoreiro...
Na noite de São João Agravou o seu sofrimento Sangrou com o Mal do Século Na alma, o padecimento Expirou em 6 de Julho E voou pro firmamento...
Castro Alves é exemplo Para o povo brasileiro Amante da Utopia Realista...Guerrilheiro Cantador da Primavera Nosso Poeta primeiro...
Gustavo Dourado www.gustavodourado.com.br www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca1/gustavodourado.htm http://cordel.zip.netTexto em itálicoMedia:Example.ogg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Usu%C3%A1rio:Francisco_Gustavo_de_Castro_Dourado
Cordel: do sertão à contemporaneidade...
Gustavo Dourado
Os Doze Pares de França, O Pavão Misterioso, Juvenal e o Dragão, Donzela Teodora, Imperatriz Porcina, Princesa Magalona, Roberto do Diabo, Côco Verde e Melancia, João de Calais, Viagem a São Saruê...São livros do povo(sob o ponto de vista do mestre Luís da Câmara Cascudo e deste poeta cordelista). Essências da Literatura de Cordel.Fontes da Poesia Popular do Nordeste do Brasil.
Origens do Cordel
Cordel. Vem de corda, cordão, cordial, coração. Os folhetos eram expostos em cordões nas feiras, praças e mercados e adquiridos pelos leitores e aficcionados. Literatura de cordel, poesia de cordel, romance, folheto(s), "folhas volantes" ou "folhas soltas","littèratue de colportage","cocks" ou "catchpennies", "broadsiddes", "hojas" e "corridos". São nomes que a poesia popular recebeu ao longo do tempo, na Europa e nos países latino-americanos. O cordel apresenta-se em narrativas tradicionais e fatos circunstanciais, em folhetos de época ou "acontecidos". As origens da literatura de cordel estão na Europa Medieval. Tem as suas bases na França(Provença), do século XII e posteriormente na Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra. Chegou ao Brasil Colônia com os portugueses, depois incorporou a poesia indígena, a poética do negro e ganhou um ritmo sertanejo-tropical.
A polêmica e complexidade dos ciclos temáticos.
Os principais temas e ciclos do cordel(minha classificação) abordam vários assuntos: religiosidade, costumes, romances, história, heroísmo(heróico, façanhas), cavalaria(vaqueiros, bois, cavalos, animais), valores, moral e ética, atualidades, circunstâncias, fatos e acontecidos, fantasias(fantástico, maravilhoso), biografias e personalidades, poder, estado e governo, política e corrupção, exemplos, intempéries da natureza (secas, inundações, terremotos etc), crimes, cangaço, valentia, coronelismo, banditismo e jagunçagem, Lampião, Antônio Silvino, Corisco, Padre Cícero, Getúlio Vargas, Antônio Conselheiro, Internet, televisão e tecnologia, crítica e sátira, humor, obscenidade, putaria e sacanagem(pornocordel), terrorismo, guerras, modernidade e contemporaneidade, entre outros etc.
Classificação dos ciclos temáticos do cordel, por Ariano Suassuna:
1) "Ciclo heróico, trágico e épico; 2) Ciclo do fantástico e do maravilhoso; 3) Ciclo religioso e de moralidades; 4) Ciclo cômico, satírico e picaresco; 5) Ciclo histórico e circunstancial; 6) Ciclo de amor e de fidelidade; 7) Ciclo erótico e obsceno; 8) Ciclo político e social; 9) Ciclo de pelejas e desafios." As origens da literatura de cordel estão na Europa Medieval.Tem as suas bases na França do século XII e posteriormente na Espanha, Portugal,Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra.Chegou ao Brasil com os portugueses, depois incorporou a poesia indígena e a poética do negro e ganhou um ritmo sertânico e tropical. A Literatura de Cordel, mais que centenária no Brasil(ultrapassou cem mil títulos publicados, segundo Joseph Luyten), tem suas origens ocidentais e pré-medievais, no universo poético medieval de Provença, França, com os trovadores albigens (com destaque para Arnaud Daniel, Bertran de Born, Guiraut de Bornelh e Rimbaud Daurenga). http://pt.wikipedia.org/wiki/Proven%C3%A7al Entre os trovadores portugueses, precursores da Literatura de Cordel e do Repente, vêm-me à memória Martim Soares e Paio Soares de Taiverós, além dos célebres reis-trovadores Dom Diniz e Dom Duarte. As influências sobre o cordel e a poesia popular contemporânea são multidiversas: desde a poesia mesopotâmica árabe-fenício-semítica, mediterrânea, hindu e persa, à poética egípcio - caldaica – hebréia – greco - latina e afro - indígena...Não se pode esquecer a influência bíblica(Salmos de Davi, Provérbios de Salomão, Cântico dos Cânticos, Apocalipse) e dos grandes livros religiosos e de seus cânticos de todos os tempos. Os chineses e indianos devem ter tido significativa influência nas origens e desenvilvimento da poesia popular, por sua antiguidade e por tantos escritos primordiais como os Vedas, Gita, Upanishades, Mahabarata, Ramayana, I Ching, o Zen e o Tão – Te - King, via Confúcio, Lao-Tse, Buda, Krishna, Rama e outros sábios do velho e mágico Oriente, tão incompreendido pela cultura ocidental. A Poesia de Cordel demonstra a sua força e pujança na expressão ibero-lusitana - afro - brasilíndia e galego - castelã...Sem esquecer da verve provençal e italiana(latina). Os romanos com suas epopéias fecundaram a semente da poesia ocidental, herdada dos gregos, etruscos, celtas, normandos, nórdicos e dos povos bárbaros da antiga Europa, Ásia e África. Foi nesse espaço mitológico que surgiu a poética mágica de Dante e a verve criativa do mestre Leonardo da Vinci e dos grandes artistas italianos. Entretanto, foi na Espanha de Cervantes(Quixote) e em Portugal de Pessoa, Camões e Gil Vicente, que a poesia de cordel ganhou feição popular e postura lítero-poética. É na poesia cavalheiresca e trovadoresca que o cordel se inspira e alimenta-se de forma criativa, principalmente a partir dos Doze Pares da França, das gestas e epopéias, dos bardos, dos Templários, da Távola Redonda do Rei Arthur, de El Cid, O Campeador, dos cavaleiros e cruzadas e da obra monumental de Camões e Cervantes, ambos influenciados por Dante Alighieri e por toda a tradição oral greco-latina-ibero-lusitana. Os reis trovadores Dom Diniz e Dom Duarte foram nossos eruditos precursores portugueses e alicerces para a futura Literatura de Cordel nos países de língua portuguesa, principalmente no Nordeste do Brasil, a partir de Salvador-Bahia, dos portos marítimos e do Rio São Francisco. Não se pode esquecer o papel dos bandeirantes, dos jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, do negro, dos orixás, do índio, caboclos, mameloucos, cafusos, mulatos, do boi, dos garimpeiros, vaqueiros e tropeiros, disseminadores de costumes, falas e dialetos pelo vasto Sertão da poesia universal. A Literatura de Cordel foi enriquecida pela criatividade e maestria de Gil Vicente, Camões, Rabelais, Gregório de Matos, Bocaje, Castro Alves, Gonçalves Dias, Cervantes, José de Alencar, Tobias Barreto, Catulo da Paixão Cearense, Juvenal Galeno, Ascenso Ferreira, além da contribuição incomensurável dos trovadores provençais e de tantos outros nomes de destaque na senda literária. O cordel ganhou o mundo por meio do estudo, pesquisa e divulgação de mestres, amantes e pesquisadores da cultura popular: Leonardo Mota, Luís da Câmara Cascudo, Manuel Diégues Jr, Ariano Suassuna, Rodrigues de Carvalho, Gustavo Barroso, Átila de Almeida, José Alves Sobrinho, Manoel Florentino Duarte, Jorge Amado, Glauber Rocha, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, José Américo de Almeida, Mário de Andrade, Sebastião Nunes Batista, Veríssimo de Melo, Sílvio Romero, Tobias Barreto, Vicente Salles, Alceu Maynard, M. Cavalcânti Proença, Roberto C. Benjamin, Carlos Alberto Azevedo, Hernâni Donato, Liedo Maranhão de Souza, Téo Azevedo, Orígenes Lessa, Mário Lago, Américo Pellegrini Filho, Jerusa Pires Ferreira, Teófilo Braga, Sebastião Vila Nova, Ruth Brito Lemos, Gilmar de Carvalho, Fausto Neto, Raymond Cantel, Joseph Luyten, Mark Curran, Paul Zumthor, Candace Slater, Ria Lemaire, Silvie Raynal, Silvie Debs, Martine Kunz, Ronald Daus, Silvano Peloso, Zé Ramalho, Rogaciano Leite, Ribamar Lopes, José Erivan Bezerra de Oliveira, J. de Figueiredo Filho, Eduardo Diatahy de Menzes, Francisca Neuma Fechine Borges, Antônio Augusto Arantes, Ruth Brito, Maria de Fátima Coutinho, Rodrigo Apolinário, Maria Edileuza Borges, Alda Maria Siqueira Campos, Alícia Mitika Koshiyama, Maristela Barbosa de Mendonça, Mª José F. Londres, Patrícia Araújo e tantos outros destaques do mundo culturaliterário. Renomados criadores da arte e da literatura brasileira foram influenciados pela literatura de cordel. Saliento os principais: Ariano Suassuna, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira, Dias Gomes, João Ubaldo Ribeiro, Orígenes Lessa, Cora Coralina, Carlos Drummond de Andrade e tantos outros artistas significativos. Na música, além de Villa-Lobos, a presença do cordel é marcante em Luiz Gonzaga, Elomar, Zé Ramalho, Raul Seixas, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Ednardo, Xangai, Fagner, Elba Ramalho, Zeca Baleiro, Lenine, Chico Science, Chico César, Amelhinha, Juraíldes da Luz, Chico Buarque, Geraldo Vandré, Cartola, João do Vale, Jackson do Pandeiro, Jorge Mautner, Tom Zé, Dominguinhos, Clodo, Climério e Clésio(Os Irmãos Ferreira do São Piauí e de Brasília), Sivuca, Zé Gonzaga, Marinês, Hemeto Paschoal, Pixinguinha, Noel Rosa, Ary Barroso, Vital Farias, Diana Pequeno, Roberto Correia, Nando Cordel, Cordel do Fogo Encantado, Jorge Antunes, Genésio Tocantins, Beirão, Torquato Neto, Capinan, Pessoal do Ceará, Gilberto Gil, Maria Betânia, Vinícius de Moraes e Caetano Veloso. Só para lembrar alguns nomes expressivos. A lista é quilométrica. Convém ressaltar figuras de destaque, mistura de cordelistas e cantadores como o lendário "Zé Limeira", fabuloso e fantástico Poeta do Absurdo, de Orlando Tejo e o inesquecível mestre Patativa do Assaré, da Triste Partida e tantas chegadas... Há ainda os semeadores Ugolino de Sabugi(primeiro cantador que se conhece), Nicandro Nunes da Costa), Silvino Pirauá, Germano da Lagoa, Romano de Mãe D´Água, Cego Aderaldo, Cego Oliveira, Zé da Luz, Fabião das Queimadas, Zé de Duquinha, Caraíba de Irecê, Otacílio e Lourival Batista, Ivanido Vilanova, Pinto do Monteiro, Pedro Bandeira, Raimundo Santa Helena, Oliveira de Panelas, Azulão, Franklin Machado Nordestino e Cuíca de Santo Amaro. São símbolos que me vem de repente à memória. Não posso esquecer de figuras mí(s)ticas do universo do cordel: Lampião, Maria Bonita, Corisco, Antônio Silvino, Jesuíno Brilhante, Quelé do Pajeú, Lucas de Feira, Sinhô Pereira, Antônio das Mortes, os dragões da maldade, os santos guerreiros, beatos, jagunços, coronéis, cabras da peste, personagens glauberianos e cinematográficos... No Brasil, o cordel ganhou estatura poética no Nordeste do Brasil, pelas bandas do Polígono das Secas, do Sertão do Cariri, dos Inhamuns, do Pajeú, Serra de Santana, Serra da Laranjeira, Serra do Teixeira, Campina Grande, João Pessoa, Caruaru, Juazeiro do Norte, Crato, Crateús, Limoeiro, Recife/Olinda, Fortaleza, Salvador, Serra Talhada, Cabrobó, São José do Egito, Patos, Piancó, Umbuzeiro, Penedo, Aracaju, Oeiras, Picos, Imperatriz, Pedreiras, Catolé do Rocha, Bezerros, Surubim, Mossoró, Caicó, Paulo Afonso, Feira de Santana, Juazeiro, Petrolina, Irecê/Jacobina, Barra, Morro do Chapéu, Bom Jesus da Lapa, Maceió, Natal, São Luís, Terezina, Parnaíba, Belém, Cidades do Rio São Francisco;Ilhéus, Itabuna, Canindé, Arapiraca,Palmeira dos Índios, Ingazeira, Quebrângulo, Ipirá, Irará, Canudos, Monte Santo, Jequié, Vitória da Conquista, Ibititá, Canarana, Lapão, Recife dos Cardosos, Chapada Diamantina, Chapada do Apodi, Serra da Borborema, Chapada do Corisco, Pirapora, Anápolis, Montes Claros, Rio, São Paulo, Brasília/Ceilândia/Taguatinga/Gama e pela vastidão das metrópoles, dos campos, fazendas, roças, lugarejos, povoados, arraiais, arrabaldes, vilas, vielas, pés de serra e cidadelas da caatinga e do agreste. Francisco Chagas Batista publicou um folheto, no ano de 1902, em Campina Grande, que está catalogado na Casa de Rui Barbosa - no Rio de Janeiro. É registrado como o primeiro folheto de cordel brasileiro publicado. Muito outros anteriores, se perderam na poeira do tempo. Por muitos desses caminhos andaram e foram lidos os vates - poetas fenomenais: O condoreiro Antônio Frederico de Castro Alves (uma espécie de precursor do cordel erudito e do repente), Silvino Pirauá de Lima( o introdutor do folheto de cordel no Brasil, segundo Luís da Câmara Cascudo), Agostinho Nunes da Costa(um dos pais da poesia popular no Nordeste), Leandro Gomes de Barros(um dos principais cordelistas de todos os tempos, pioneiro-mor, publicou centenas de folhetos), Ugolino de Sabugi(primeiro cantador), Francisco Chagas Batista, Nicandro Nunes da Costa), Germano da Lagoa, Romano de Mãe D´Água, Manoel Caetano, Manoel Cabeleira, João Benedito, José Duda, Antônio da Cruz, Joaquim Sem Fim, Manuel Vieira do Paraíso, Romano Elias da Paz, Manoel Tomás de Assis, José Adão Filho, Lindolfo Mesquita, Arinos de Belém, Antônio Apolinário de Souza, Laurindo Gomes Maciel, Rodolfo Coelho Cavalcante, Francisco Sales Areda, Manoel Camilo dos Santos, Minelvino Francisco da Silva, Caetano Cosme da Silva, Expedito Sebastião da Silva, João Melquíades Ferreira da Silva, José Camelo de Rezende, Joaquim Batista de Sena, Gonçalo Ferreira da Silva, Teodoro Ferraz da Câmara, José Albano, João Ferreira de Lima, José Pacheco, Severino Gonçalves de Oliveira, Galdino Silva, João de Cristo Rei, Antônio Batista, José Alves Sobrinho, Manuel Pereira Sobrinho, Antônio Eugênio da Silva, Severino Ferreira, Augusto Laurindo Alves(Cotinguiba), Moisés Matias de Moura, Pacífico Pacato Cordeiro Manso, José Bernardo da Silva, Cuíca de Santo Amaro, João Martins de Athaide, José Costa Leite, Antônio Teodoro dos Santos, José Cavalcante Ferreira(Dila), Francisco Gustavo de Castro Dourado, Manoel Monteiro, Abraão Batista, J.Borges, Zé da Luz, Arievaldo e Klévisson Viana, Zé Soares, Zé Pacheco, João Lucas Evangelista, Amargedom, Joăo de Barros, Zé de Duquinha, Carolino Leobas, Elias Carvalho, Zé Maria de Fortaleza, Audifax Rios, Adalto Alcântara Monteiro, Cunha Neto, Francisco Queiroz, Ary Fausto Maia, Toni de Lima, Bráulio Tavares, Téo Azevedo, Stênio Diniz, Josealdo Rodrigues, Antônio Lucena, Geraldo Gonçalves de Alencar, Hélvia Callou, Edmilson Santini, Eugênio Dantas de Medeiros, Jomaci e Jandhuir Dantas, Francisco de Assis, Paulo de Tarso, Francisco Morojó, Olágário Fernandes, Zé Antônio, Pedro Américo de Farias, Marcelo Soares, Jair Moraes, João Pedro Neto, Guiapuan Vieira, Vânia Freitas e diversos nomes recorrentes no fantástico cosmos cordelista. Poetas significativos do passado e da atualidade, entre tantos baluartes da Poesia Popular e do Romanceiro do Cordel.
Cordelistas da Internet.
Almir Alves Filho, Anízio Guimarães, Benedito Generoso da Costa, Daniel Fiuza, Domingos Medeiros, Francisco Egídio Aires Campos(Mestre Egídio), Guaipuan Vieira, F.G C.Dourado, Jesssier Quirino, Jandhuir Dantas, José de Souza Dantas, Lenísio Bragante de Araújo, Rubênio Marcelo.(Todos os últimos citados são publicados constantemente na Internet). Divulgam seus trabalhos nas páginas da Web com relativa freqüencia e constantes atualizações. O cordel tem presença marcante no mundo virtual. Além de centenas de cordelistas que divulgam os seus trabalhos na Internet. Temos até a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro e seleto quadro de acadêmicos de boa qualidade. Entre os principais sites que divulgam o cordel Há pouco surgiu um dos melhores sites sobre o Cordel na Internet: O Cordel Campina, coordenado por Rodrigo Apolinário, lá em Campina Grande, nossa Meca sertaneja da poesia popular e berço de célebres poetas e cantadores repentistas. http://www.cordelcampina.cgonline.com.br O cordel continua e sobrevive, apesar das idiossincrasias, intempéries e dificuldades e das antropofagias da Indústria cultural midiática e globalizante... São imprescindíveis a divulgação na mídia, a distribuição eficiente, a abertura de espaços e fóruns de discussão e de publicação de textos de cordel, de autores tradicionais e contemporâneos, para dinamização do movimento da Poesia Popular Universal...A Internet é um espaço primordial e dinamizador de nossa literatura popular. Se quiser conhecer um pouco sobre a poesia popular e apreciar a minha criação em cordel, visite: www.gustavodourado.com.br/cordel.htm www.gustavodourado.com.br/patriciaaraujo.htm www.gustavodourado.com.br/CordelnaInternet.htm http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id_usuario=32 http://www.gargantadaserpente.com/cordel/ www.triplov.com/poesia/gustavo_dourado/ www.vaniadiniz.pro.br/realese_gustavo_dourado.htm www.saladepoetas.eti.br/efigenia/amigos_homens/dourado.htm www.viafanzine.yan.com.br/cordel.htm www.se.df.gov.br/gcs/file.asp?id=3744 www.gustavodourado.com.br/Cordel%20e%20cinema.htm www.abrali.com/020cordel/014008gustavo_dourado/014008cordel_index_gustavo_dourado.html http://cordel.zip.net Veja também: http://www.cordelcampina.cgonline.com.br/index_2.htm http://www.ablc.com.br/ www.ablc.com.br/cordeldavez/cordeldavez.htm http://www.secrel.com.br/jpoesia/cordel.html www.camarabrasileira.com/cordel.htm www.gustavodourado.com.br/cordelinks.htm www.observatorio.unesco.org.br/comum/view=noticia&cod=731
Por Gustavo Dourado
A Literatura de Cordel, mais que centenária no Brasil, tem suas origens ocidentais e pré-medievais no universo poético de Provença, França, com os trovadores albigens(com destaque para Arnaud Daniel e Rimbaud Daurenga). As influências são multidiversas:desde a poesia árabe-semítica, mediterrânea, hindu e persa à poética egípcio-hebréia- greco-latina e afro - indígena tupiniquim... Entretanto, a Poesia de Cordel tem a sua força na expressão ibero-lusitana -brasilíndia e galego-castelã...Sem esquecer da verve provençal. Foi na Espanha de Cervantes e em Portugal de Camões e Gil Vicente , que a poesia de cordel ganhou feição e postura literária. É na poesia cavalheiresca e trovadoresca que o cordel se inspira e alimenta-se de forma pungente e pujante, principalmente a partir dos 12 pares da França, das gestas e epopéias, dos Templários, da Távola Redonda do Rei Arthur, de El Cid, O Campeador, dos cavaleiros e Cruzadas e da obra monumental de Camões e Cervantes, ambos influenciados por Dante Alighieri. Os reis trovadores Dom Diniz e Dom Duarte foram nossos precursores ibéricos e alicerces para a futura Literatura de Cordel nos países de língua portuguesa. A Literatura de Cordel foi enriquecida pela criatividade e maestria de Gil Vicente, Camões, Gregório de Matos, Bocaje, Castro Alves, Rabelais, Cervantes, Catulo da Paixão Cearense, Juvenal Galeno, Ascenso Ferreira e dos mestres e pesquisadores da cultura popular: Leonardo Mota, Luiz da Câmara Cascudo, Ariano Suassuna, Jorge Amado, Glauber Rocha, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, José Américo de Almeida, Sebastião Nunes Batista, Sílvio Romero, Cavalcanti Proença,Vicente Salles, Téo Azevedo, Orígenes Lessa, Mário Lago, Jerusa Pires Ferreira, Joseph Luyten, Mark Curran, Silvie Raynal, Raymond Cantel, Zé Ramalho, Rogaciano Leite e tantos outros nomes de destaque. No Brasil, o cordel ganhou estatura poética no Nordeste do Brasil, pelas bandas do Sertão do Cariri, do Pajeú, da Serra do Teixeira, Campina Grande, João Pessoa, Caruaru, Juazeiro do Norte, Crato, Recife, Fortaleza, Salvador, Serra Talhada, Mossoró, Caicó, Paulo Afonso, Feira de Santana, Juazeiro, Petrolina, Irecê, Chapada do Apodi, Serra da Borborema, Chapada Diamantina, Rio, São Paulo, Brasília e pela vastidão dos lugarejos, povoados, arraiais, vilas e cidadelas da caatinga e do agreste, com os vates - poetas Leandro Gomes de Barros, Rodolfo Coelho Cavalcante, Francisco Chagas Batista, Francisco Sales Areda, Manoel Camilo dos Santos, Minelvino Francisco da Silva, Caetano Cosme da Silva, João Melquíades Ferreira da Silva, José Camelo de Rezende,Teodoro Ferraz da Câmara, João Ferereira de Lima, José Pacheco, Severino Gonçalves de Oliveira, Galdino Silva, João de Cristo Rei, João Ferreira de Lima, Antônio Batista, Laurindo Gomes Maciel, Manuel Pereira Sobrinho, Antônio Eugênio da Silva, Augusto Laurindo Alves( Cotinguiba), Moisés Matias de Moura, Pacífico Pacato Cordeiro Manso, José Bernardo da Silva, Cuíca de Santo Amaro e João Martins de Athaide, Francisco Gustavo de Castro Dourado( Amargedom), João Lucas Evangelista, Zé de Duquinha, Audifax Rios, Bráulio Tavares e Rubênio Marcelo e nomes que são destaque no cenário da Internet: Almir Alves Filho, Anízio Guimarães, Benedito Generoso da Costa, Daniel Fiuza, Domingos Oliveira Medeiros, Francisco Egídio Aires Campos(Mestre Egídio), Guaipuan Vieira, José de Souza Dantas, Lenísio Bragante de Araújo.(Todos os últimos citados são colaboradores da Abrali - Academia Brasileira de Literatura), entre outros nomes significativos do passado e da atualidade, entre tantos baluartes da Poesia Popular e do Romanceiro do Cordel... Convém ressaltar figuras de destaque, mistura de cordelistas e cantadores como Zé Limeira, lendário Poeta do Absurdo, de Orlando Tejo e Patativa do Assaré, da Triste Partida, Zé da Luz, Raimundo Santa Helena, Azulão e Franklin Machado Nordestino. Além de centenas de cordelistas que divulgam os seus trabalhos na Internet. Temos até a Academia Brasileira de Literatura de Cordel. O cordel continua e sobrevive(com seus diversos ciclos), apesar das idiossincrasias, intempéries e dificuldades e das antropofagias da Indústria cultural midiática e globalizante...A linguagem tradicional sobrevive nas ondas da Web. É imprescindível a abertura de espaços e fóruns de discussão e de publicação de textos de cordel, de autores tradicionais e contemporâneos, para dinamizar o movimento da Poesia Popular..A Internet é um espaço primordial... Caso queirar conhecer e apreciar um pouco mais sobre cordel, visite:
www.gustavodourado.com.br/cordel.htm Gustavo Dourado. Bahiano de Recife dos Cardosos - Ibititá (Irecê)-Chapada Diamantina, Gustavo Dourado(Amargedom).No DF: há 30 anos atua/atuou nos movimentos poéticos, ecológicos, populares, estudantis(UnB), socioculturais. www.gustavodourado.com.br www.gustavodourado.ebooknet.com.br http://cordel.zip.net Site, blog e antologia selecionados pela Unesco
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